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11 de abril de 2021 | 01:13 pm

DOIS CACHORRINHOS

Tempo de leitura: 2 minutos

Eduardo Anunciação

Na verdade, esses poucos vereadores já não interpretam, não representam, não simbolizam os sentimentos da sociedade itabunense.

Se depender de alguns vereadores itabunenses, esta cosmopolita cidade só existe para alimentar seus apetites mercantilistas, comerciais, vorazes, lucros. Itabuna, para alguns vereadores, é um supermercado, um balcão de negócios. Ou, quem sabe, comunidade, sociedade de pererecas. Mas Itabuna é possuída de outros valores espirituais, morais, nobres e resistirá, combaterá os usurpadores do dinheiro público, os maus, por mais que a impunidade os favoreça. Itabuna é invendável e estou convencido de que iremos resistir sem preço e sem medo.

Na verdade, esses poucos vereadores já não interpretam, não representam, não simbolizam os sentimentos da sociedade itabunense. Mas, por motivos gananciosos, por razões amorais, imorais, estão estuprando a contemporânea história de Itabuna, como cada um deles mancha sua própria história política, objetivando garantir temporariamente ganhos financeiros particulares praticando gestos, ações indevidas com o patrimônio público. Nesta vida, tudo tem limites, apesar da brutalidade do “sistema” para com os decentes.

Ora, além de gananciosos e estúpidos, esses poucos vereadores, já identificados pelos veículos de comunicação, já conhecidos pela opinião pública, retratados pela sociedade, estão brincando com a sensibilidade dos contribuintes, com a sensibilidade do homem comum, como antigamente brincavam os senhores marqueses, os senhores feudais, os ditadores. Civilizadamente, a sociedade implora punição aos Tribunais de Justiça, ao Ministério Público, Polícia Federal.

Mas temos a obrigatoriedade de constrangedoramente reconhecer que a própria sociedade tem culpabilidade, a sociedade tem culpa neste processo. Paulo Maluf, por exemplo, que tem incontáveis processos nos Tribunais, novamente nesta eleição de 2010 conseguiu se reeleger deputado federal com a colossal quantidade de 500 mil votos. Alguém já dissera, sabiamente, que dentro da sociedade, dentro de cada um de nós, há dois cachorrinhos: o bom e o mau. Nós escolhemos qual deles vamos alimentar. Se a escolha for pelo bom, só coisas boas vão acontecer.

Eduardo Anunciação é jornalista e articulista do Diário Bahia e Contudo.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. PARABÉNS EDUARDO! GOSTO DE HOMENS QUE EXPRESSAM A VERDADE, QUE VOMITA SEM MEDO AS MAZELAS POLÍTICAS. ESTOU INTEIRAMENTE DE ACORDO A TUDO QUE DISSE E ME SINTO CONSTRANGIDO POR FAZER PARTE DE UMA SOCIEDADE TÃO MEDÍOCRE, MESQUINHA, EGOÍSTA, EGOCÊNTRICA E SUJA. HOMENS DE BEM EXISTE NO MUNDO, MAS INFELIZMENTE OS BONS SÃO BOICOTADOS NO MEIO POLÍTICO OU QUANDO NÃO, TRANSFORMAM-SE MOSTRANDO O MESMO CARÁTER VIL.
    É UMA PENA QUE ITABUNA ESTEJA PENANDO ENQUANTO VEMOS OUTRAS CIDADES BAIANAS CRESCENDO E PROSPERANDO.

  2. Meu caro Eduardo Anunciação; o dificil de entender é que a mesma mídia que explicita essas mazelas é a mesma que promove esses “vereadores danosos” as cidades. Mais te pergunto: qual o homem de BEM a mídia foi lá procurar pra que ele colocasse suas opiniões a preços razoáveis; ví aqui no políticos sul da bahia políticos que eram linchados agora estão sendo ovacionados; vereadores que silenciaram diante dos ESCÂNDULOS da CAMARA e que terão espaços aqui mesmo, neste veículo que você acertadamente coloca SUA OPINIÃO. Diante disso o que nós possamos pensar??? será que não é nossa sociedade que está EQUIVOCADA E PROCURANDO O LATIDO DOS MAUS CACHORROS???? Deixo essa pergunta a você.

  3. Parabéns Eduardo Anunciação.
    Faço minhas as suas palavras que expressam o sentimento de perplexidade dos cidadãos praticantes da civilidade como caminho para o progresso moral da sociedade.

    Tudo, tudo o que aqui está deveria ser motivo de vergonha para os destinatários que os próprios sabem que são. É lamentável que uma cidade, uma região com história e cultura tão fecundas tenha permitido a lei do cerceamento às pessoas decentes em favor de uma minoria egocêntrica, verdadeiros párias sociais, traduzido no sentido exato da etmologia.

    Enquanto as leis permitirem que os “estudiosos” possam interpretá-las e submetê-las aos “milreies” dos “poderosos”, nossas pobres crianças nascerão sob o signo do vandalismo e perecerão sob a frieza e a crueldade em tenra idade, quando deveriam estar se preparando para usufruir os melhores quinhões do desenvolvimento.

    Tenho medo quando a polícia faz blitz, porque a qualquer momento pode afrontar pessoas decentes, para deleite dos bandidos travestidos de risonhos cordeirinhos; tenho medo quando se formam profissionais cujos misteres seriam o burilar constante do caráter próprio e alheio, pois nada adianta grandes contingentes humanos rebaixados à lei do metal.

    Receio que Itabuna não mais faça parte de ambiente recomendável aos que acreditam na civilidade, na dignidade enquanto valores norteadores da ordem e do progresso. Assim sendo, que peçam o chapeu quem não compartilhar do modelo implantado, porque a pequenez do ser aqui encontra fertilidade…

  4. CARO EDUARDO, SÓ RECEIO QUE TENHA SIDO DEVERAS PRUDENTE, POIS NÃO A MINORIA, MAS A MAIORIA DOS VEREADORES TORNARAM-SE FRANCOS ADEPTOS DO DESVIO DE CONDUTA E DA RELAÇÃO INCESTUOSA COM OS RECURSOS DA SOCIEDADE. UM CASO DE POLÍCIA!
    NÃO HÁ MAIS ESPAÇO PARA DECEPÇÕES COM O ATUAL LEGISLATIVO ITABUNENSE, VILIPENDIADO, ACHINCALHADO, GROTESCAMENTE SANGRADO PERANTE OS OLHARES INDIGNADOS DA SOCIEDADE.
    JÁ PASSOU DA HORA DO MINISTÉRIO PÚBLICO TOMAR PROVIDÊNCIAS PARA RESTABELECER A MORAL E PUNIR ESSES VICIADOS, QUE SÓ EMPOBRECEM A DEMOCRACIA E SUAS INSTITUIÇÕES.
    FICO A PENSAR, SERÁ QUE O CRIME COMPENSA PARA OS VEREADORES DE ITABUMA? SERÁ QUE ESSE MAL-ESTAR NÃO INCOMODA O MINISTÉRIO PÚBLICO? QUE EXEMPLO ESTAMOS LEGANDO PARA NOSSOS FILHOS?
    SIM, SEU EDUARDO, DA DIREITA A ESQUERDA, A MAIORIA DOS INTEGRANTES DA CÂMARA SENTE-SE E AGE SEM NENHUM PESAR, COMO SE ESTIVESSE “NA CASA DA MÃO JOANA”.

  5. Muito bom seu artigo Eduardo !!!
    Forte sentimento do jornalista inteligente,sábio,filho da terra,que muito conheçe seu povo e torçe como ninguém em poder ver uma nova e desejada Itabuna.
    Esse é o verdadeiro papel da imprenssa,alertar,divulgar e relatar fatos que desabone o interesse social.
    Aproveitem todos Itabunensse e convoque numa cadeia de relacionamento um basta.Saia da letargia,da inoperância,da teia destes que aqui estão donos das INSTITUÍÇOES,são vendidos, alienados,reféns dos interesses próprios.Lenbremos sempre que atrás da gente veem gente!!nossos filhos,netos etc..

  6. EDUARDO ANUNCIAÇÃO,VOCÊ SINTETIZOU EM POUCAS PALAVRAS,TUDO AQUILO QUE NÓS HOMENS DE BEM QUEREMOS FALAR MAS INFELIZMENTE O SISTEMA NÃO DEIXA.SÓ NOS RESTA A SABEDORIA NA HORA DE VOTAR.ENTÃO CONCLAMAMOS A TODOS QUE SE SINTAM PREJUDICADOS,NAS ELEIÇÕES DE 2012 NÃO VOTAR NESTA CORJA QUE SE PERPETUAM NO PODER Á MUITO TEMPO EM NOSSA SOFRIDA CIDADE DE ITABUNA.E VAMOS EM BUSCA DE HOMENS DE BEM,E QUE TENHAM COMPROMISSO COM O POVO DE ITABUNA.NÓS AGRADECEMOS DE CORAÇÃO A TODA MANIFESTAÇÃO PACIFICA E CONSISTENTE QUE VENHA DA IMPRENSA.E VAMOS PARA O EMBATE NAS PROXIMAS ELEIÇÕES.

  7. Querido Eduardo,
    Voce é dez e sempre será, parabens pelo artigo. Faço minhas as vossas palavras.
    Graças a DEUS ainda temos jornalistas de grande e bom senso e voce é um deles.
    Não precisamos dizer mais nada.

  8. Zelão diz: – Em respeito aos cães

    Caro Eduardo Anunciação;

    Em consideração à nossa amizade de “prisca heras,” me permito discordar, do que considero uma infeliz comparação (título da matéria), entre os “cães” e os edis itabunenses na atual legislatura.

    Claro que a minha discordância se dá em defesa daquilo que julgo um “desrespeito comparativo,” em detrimento dos “legítimos caninos,” que na história da humanidade (desde que foram domesticados), tem demonstrado o verdadeiro e nobre sentido da fidelidade da espécie para com o homem, o que também em sentido figurativo, pode ser comparada a; honestidade de princípios, própria e exigida à raça humana entre os seus iguais.

    Nem mesmo entre os cães “sarnentos, famintos e abandonados,” se pode observar tanto desprezo por aqueles que os alimenta ou um dia alimentou. Fiéis incondicionalmente aos seus “princípios caninos,” os cães, não merecem ser comparados – mesmo que figurativamente – aos “animais da raça humana,” que “mordem traiçoeiramente” a mão que os alimenta e afaga.

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