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30 de setembro de 2020 | 05:02 pm

EM ITABUNA, A OBRA ATRÁS DAS GRADES

Tempo de leitura: < 1 minuto

Que Itabuna é uma cidade de contrastes e de contrários, vá lá. Mas aqui inaugura-se uma nova era, a era em que não é o malandro, mas a arte que vai parar atrás das grades. Pelo menos, é o que acontece com o painel de azulejos Saga do Cacau, de Genaro de Carvalho, no edifício Comendador Firmino Alves, na esquina da avenida do Cinquentenário com a praça Adami.

Depois de recuperar o painel cinqüentenário, o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) e a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) não tiveram outra saída a não ser colocar uma grande em redor do painel, para evitar que a obra seja novamente atingida pelas mãos nefastas do homem.

E aí uma explicação de um dos operários que concluíam a colocação da grade, em torno do painel: “Aqui tinha de tudo. Ou arrancavam os azulejos ou apregavam faixas sobre a obra, estragando a arte, senhor”. As faixas, que ironia!, eram autorizadas pela prefeitura, esta uma responsável pela preservação dos nossos monumentos e acervo histórico.

O painel foi montado em 1953 e retrata a civilização cacaueira baiana. Quase 60 anos depois, está “preso”, atrás das grades, após restaurado pelo artista plástico itabunense Richard Wagner.

 

Obra de Genaro de Carvalho vai parar atrás das grades (Foto Pimenta).

Esta publicação possui 0 comentários
  1. Porque o “malandro” vai parar atrás das grades ? Para livrar a sociedade de um vândalo ou predador anti-social. Assim, não grades, cadeia, como a reportagem sugere, mas uma pequena mureta de grades, chegando à cintura do expectador, constitui uma providência ideal e intgeligente, a fim de proteger o belo painel de Genaro de Carvalho -“Saga do Cacau”, do ataque perverso dos predadores e vândalos que compõem grande parte da sociedade. Como bem disse o operário que colocava “a grade”: “Aqui tinha de tudo. Ou arrancavam os azulejos ou apregavam faixas sobre a obra, estragando a obra, senhor. (Senhor Deus!…) As faixas colocadas com autorização da prefeitura… (ou os vândalos municipais)…

    Da Redação: Senhor Nenzito, o termo grade foi usado de forma irônica. Em qualquer lugar onde o povo se respeite, não seria necessário grade de proteção a obras de arte ou assemelhados. Agradecemos pelo acréscimo ao comentário.

  2. Vou Falar Com Presidente Da OAB Subseção Itabuna Drº AndirLEI Nascimento Para O Nobre Doctor Conseguir Através Do STF Um Habeas Corpus Para Soltar As Obras De Artes Desta Cidade Onde Um Capitão De Areia Prendeu E Jogou As Chaves Nas Águas Poluída Do Rio Cachoeira Que No Passado Não Tão Distante Existia Uma Saudosa Ilha De Um Saudoso Jegue Cheio De Lindas E Belas Garças Branquinhas. Parabén$$$$ Capitão O Senhor Ta Copiando O Modelo Falido Da Segurança Pública Do Estado Da Bahia.

    deixeopovotrabalharisomar2014@gmail.com,

  3. Cuidado com essa brincadeira, Risomar, os bandidos podem achar ofensa e entrar com um recurso na justiça por infâmia a eles! Afinal eles são bem assessorados e cidadão decente por aqui não tem vez, portanto…

  4. Absurdo nada!
    Onde as pessoas não tem bons costumes, não se pode deixar um patrimônio histórico e cultural, como essa obra. Absurdo é ver a regressão humana com o passar dos anos.

  5. Agradeço pela retificação. Verdadeiramente o termo “grades” foi usado de forma irônica pela Redação. Mas, também não se pode culpar “a gente mau educada da cidade, que não respeita nada”, pelo vandalismo praticado contra aquele belo painel, pois a formação e o comportamento deletério do povo foi e é instituido e fomentado pelos próprios governos, que “LUCRAM” com a ignorância endêmica do povão inocente (útil). “Tenho tanta pena de ti, povo brasileiro !” (Ruy Barbosa)

  6. O Fábio pode ofender a norma culta grafando burrice com SS, mas é um cidadão inteligente e prático.
    Idéia excelente. Alguém pode ligar para o Sr. Cyro de Mattos, que alías domina a norma culta mas não o universo das idéias práticas ?

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