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28 de outubro de 2020 | 02:40 pm

UM TIGRE SEM GARRA

Tempo de leitura: 2 minutos

Luiz Tito

Sabemos que o Leão é o rei da Selva, porém, quem deveria mandar na “Selva de Pedras”, do estádio Mário Pessoa, em Ilhéus, deveria ser sempre o Tigre, certo?

Não, engano!

O Vitória deitou e rolou, no aconchego do Colo Colo,  no último domingo,venceu  pelo placar de 3 x1, e, um pouco mais de seriedade de seus atletas, poderia ter aplicado uma goleada histórica no confronto entre ambos.

Um Tigre desnutrido, desdentado e sem garra foi o que a torcida amarela e azul assistiu na tarde de ontem. Domado por seu adversário, o Tigre, virou tigrinho e, para tristeza dos torcedores do sul, principalmente do eixo Itabuna-Ilhéus, o prazer do futebol de primeira divisão aos finais de semana (esse quadrangular da morte é coisa de segunda), foi adiado para 2012. Isso, se o Itabuna subir e o Colo Colo, não cair.

Essa situação é lamentável, já que o futebol, além de paixão, é uma das formas de lazer preferidas de todas as classes sociais. Além de entretenimento, esse esporte universal gera também receitas. Ganha dinheiro a vendedora de acarajés, o vendedor de pipocas, de refrigerantes, o taxista, o mototaxista, o flanelinha etc…

Ganha também o município. Imaginem a mídia que Ilhéus ganhou em 2006, ano que o Colo Colo rugiu de verdade e quebrou a hegemonia futebolística no estado da dupla BA- VI? Jornal A Tarde, Globo Esporte, Fantástico, Revista Placar, Jornal Nacional, Band Esportes, Pimenta na Muqueca, Rádio Globo, enfim, todos os veículos impressos, televisionados, on-lines e falados do país, todos os dias tinham como pauta, o Colo Colo de Ilhéus.

Porém, é preciso mais consciência pública e privada em investir nessas grandes marcas do sul do estado. Fazer o Dragão e Tigre ressurgirem das cinzas e darem voos altos não é um dever, é mais do que uma obrigação. É também um grande investimento de quem ama Itabuna-Ilhéus. Não basta comer filé, é preciso também roer o osso.

Luiz Tito é repórter-fotográfico d´A Tarde e amante do bom futebol.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. Concordo com o texto de Luiz Tito, mas o q se vê é uma cultura Local de torcer inclusive contra times de nossa própria região, os “Bariocas” (baianos+cariocas) torcem pro “framengo”, vasco, botafogo etc, e os “baulistas” (baiano+paulistas) Torcendo para “Curinthians”, São paulo, “Parmeiras”, etc… e o pior fretam onibus para ir a Salvador torcer pra times de fora…. o erro tb é da torcida q não valoriza os times da região!

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