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24 de fevereiro de 2020 | 02:54 am

NETO CHAMA PSD DE “PARTIDO SEM DIGNIDADE”

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Em seu twitter, o deputado federal ACM Neto (DEM) mostra que acusou o golpe com a fundação do PSD (Partido Social Democrático), legenda criada para abrigar insatisfeitos dos mais diversos partidos, que têm brecha na legislação eleitoral para ingressar em partido recém-criado sem por em risco os mandatos.

Ao criador da legenda, o prefeito paulistano Gilberto Kassab, Neto sinaliza com os rigores de uma oposição ferrenha e chama o PSD  de Partido Sem Dignidade, variando também para Partido Sem Decência.

Fica ao gosto do freguês.

ESPÓLIO CARLISTA

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Marco Wense

ACM Neto, que é forte pré-candidato ao Palácio Thomé de Souza na sucessão do prefeito João Henrique (PP), diz que não é mais candidato a deputado federal.

O deputado federal ACM Neto, sem dúvida um bom parlamentar, estava tramando sua saída do DEM para o PSDB. O avalista seria o ex-governador de Minas, o tucano Aécio Neves.

A cúpula do DEM, sabendo que a perda de ACM Neto seria um desastre para a legenda, tratou logo de prestigiar o baiano e indicá-lo para a liderança do partido na Câmara dos Deputados.

Agora, ACM Neto, que é forte pré-candidato ao Palácio Thomé de Souza na sucessão do prefeito João Henrique (PP), diz que não é mais candidato a deputado federal.

ACM Neto, dizendo que não quer mais disputar uma re-re-releição para o parlamento, procura evitar uma revoada de democratas para o Partido Social Democrático, o PSD.

Os democratas, principalmente os deputados federais, de olho no espólio carlista, nos eleitores de ACM Neto, permaneceriam no DEM.

PSB E CONSISTÊNCIA

O Partido Socialista Brasileiro, do saudoso Miguel Arraes, nordestino retado de bom, corre o risco de virar uma agremiação partidária totalmente desfigurada.

O PSB, hoje sob o comando nacional de Eduardo Campos, governador de Pernambuco, se não abrir os olhos, vai perder toda consistência programática e ideológica.

Com a criação do Partido Democrático Brasileiro (PDB), tendo à frente o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), muitos políticos vão se filiar ao novo lero-lero do prostituído sistema eleitoral.

Não existe nenhuma restrição para se filiar ao PDB. Todo tipo de político é bem vindo. Não interessa se é ficha suja ou não, se for bom de voto é político bom.

Depois de formalmente criado, o PDB vai se fundir ao PSB. O PSB vai ser a nova casa de todos os ex-filiados do PDB. A pombinha, símbolo do socialismo, vai se transformar em um “pombão”.

O PSB não pode perder sua identidade, sob pena de virar um simulacro de socialismo.

COLIGAÇÕES

Se tudo caminhasse na direção do entendimento, com uma disputa entre a petista Juçara Feitosa e o demista Azevedo, duas coligações seriam formadas.

Ou seja, PT/PCdoB/PSB/PDT/PP versus DEM/PSDB/PPS/PMDB/PR. Com óculos ou sem óculos, como diria o jornalista Eduardo Anunciação, o sonho de todos os dias do deputado Geraldo Simões.

Marco Wense é articulista da Contudo.

CARRO DESTRÓI ESTANDE DO ECO AMÉRICA

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Estande destruído na praça Adami (Foto Pimenta).

O motorista de um Fiat Siena perdeu o controle do carro e destruiu o estande de vendas do Eco América Residencial, da Casa Própria Construtora, na praça Adami, centro de Itabuna, por volta das 4h30min deste domingo.

O motorista, de prenome Ubirajara, vinha em alta velocidade e não conseguiu evitar o choque ao completar a manobra entre a avenida do Cinquentenário e a praça Adami.

O Fiat Siena, placas JRD 2209, bateu na lateral e saiu arrancando a estrutura do estande. Adenilson de Jesus, que fazia a segurança do local, ainda teve tempo de correr enquanto a estrutura do espaço de vendas desabava.

Estande desmoronou com após choque (Foto Pimenta).

ENTERRO DE IGOR DA BIOFIT SERÁ AMANHÃ

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Igor morreu em acidente na J.S. Pinheiro (Foto Radar).

O empresário Igor Mascarenhas, das Academias BioFit, será enterrado amanhã, às 16 horas, no cemitério Campo Santo, em Itabuna. O jovem de 25 anos morreu após o capotamento do carro que dirigia, na avenida J.S. Pinheiro, por volta das 4h deste domingo. As últimas homenagens são prestadas a Igor no velório Santa Fé, ao lado do Campo Santo.

De acordo com Vladstone Menezes, do Sport News, a família aguarda a chegada do ex-sogro de Igor, o juiz da Vara da Infância, Marcos Bandeira, que estava na Espanha. Amanhã, não haverá aula de educação física ou treinamento das equipes esportivas do Colégio Ciso. A mãe de Igor, Lílian Seara, é coordenadora de Educação Física da escola.

Leia ainda:
DONO DA ACADEMIA BIOFIT MORRE EM ACIDENTE

PREFEITO “RECLAMA AO BISPO”

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Depois de ouvir (e não aceitar bem) as críticas do bispo Dom Ceslau Stanula à sua administração, o prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo (DEM), mostrou desconforto e tentou fazer uma interpretação ampla  da fala do religioso.

“Ele tem que raciocinar que isso (saúde e segurança) é um problema nacional. Eu desafio qualquer indivíduo nesse país a mostrar onde tem a saúde pelo SUS funcionando bem”, rebateu Azevedo.

Ouça a resposta:


 

A FALA DO BISPO QUE IRRITOU AZEVEDO

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As declarações do bispo diocesano Dom Ceslau Stanula sobre a saúde e a violência em Itabuna causaram alvoroço na política local, ontem, no encerramento dos festejos em louvor ao padroeiro São José. O blog Tempo Presente gravou a fala do bispo, que irritou o prefeito Capitão Azevedo, e extraiu os trechos mais contundentes:

1 – “A saúde de Itabuna está  na UTI. Dizem que faltam recursos. Será?”

2 – “Todos juntos têm que realmente fazer algo para solucionar o problema da saúde. Que São José interceda por nós!”

Confira ainda: CRÍTICA DE DOM CESLAU À SAÚDE IRRITA AZEVEDO

JEAN FABRÍCIO DIZ QUE FICA NO PC DO B

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Jean Fabrício fica no PCdoB (Foto Blog do Paulo Nunes).

O deputado estadual Jean Fabrício garantiu a este Pimenta na Muqueca que permanecerá no PCdoB. Fabrício se disse triste e consternado com a “súbita decisão” do deputado federal Edson Pimenta em deixar o partido (confira aqui e aqui). Pimenta foi um dos grandes apoiadores da campanha de Fabrício à Assembleia Legislativa em 2010. O parlmentar estadual fez juras de amor à legenda.

O presidente do PCdoB de Vitória da Conquista, Antônio Marcos Oliveira, disse que Fabrício continuará nas fileiras do PCdoB. Antônio Marcos tece loas ao deputado mais votado do PCdoB, “fruto da melhor tradição comunista, liderança incontestável do partido no município e  também na Bahia, que tem e terá todo apoio do PCdoB nas batalhas de hoje e nas lutas que o futuro nos reserva”.

Fabrício e o presidente do PCdoB conquistense lembram a trajetória quase secular do partido e reforçam que a legenda “já passou por diversas crises e muitas deserções, mas sempre foi maior que os indivíduos e suas ideias permanecem firmes”.

A possibilidade de Fabrício deixar a legenda decorre das suas ligações com o ex-comunista Edson Pimenta. Ontem, o deputado federal oficializou a sua saída do PCdoB e o ingresso no PSD, partido que está sendo fundado neste domingo (20), em Salvador.

Pimenta alegou falta de apoio do partido na sua caminhada em 2010, quando foi eleito deputado federal. Internamente, os motivos da saída seriam outros. O parlamentar teria “mudado o foco” desde quando chegou à Câmara dos Deputados, onde passou a apoiar a bancada ruralista, bem diferente da origem de defesa dos trabalhdores rurais.

Confira:

CÚPULA DO PCdoB SE MOBILIZA PARA EVITAR SAÍDA DE EDSON PIMENTA
PCdoB JOGA A TOLHA; PIMENTA JANTA COM KASSAB E OTTO

A SUPERLUA, NO CLIQUE DE ZEKA

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Ontem, os terráqueos, estes seres estranhos, tiveram a oportunidade de assistir a mais um espetáculo raro, a Superlua – ou Supermoon, momento em que a maior aproximação da Lua em relação à Terra permite um brilho 30% maior do satélite natural e o tamanho, para nós, aumenta em 14%. A última vez que ocorreu este fenômeno foi em 1993. Agora, o espetáculo lunar pelas lentes de Zeka.

UNIVERSO PARALELO

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CAYMMI E A ESCOLHA DO VERBO ACONTECER

Ousarme Citoaian

Falamos aqui do verbo acontecer e seu bom uso, exemplificando com o clássico de Caymmi, Não tem solução (“Aconteceu um novo amor/ que não devia acontecer…”). Como conversa puxa conversa, chegamos hoje a outras acontescências (o termo foi inventado por Vilma Guimarães Rosa, que tem pedigree suficiente para tanto): o verbo está bem distribuído na MPB, pois só o mesmo Caymmi o empregou com certa prodigalidade em composições além da citada.  “Acontece que eu sou baiano,/ acontece que ela não é/ minha Nossa Senhora,/ meu Senhor São José”, diz ele em Acontece que eu sou baiano/1943.

EM CARTOLA, NINHO VAZIO, CORAÇÃO FRIO

Numa de suas melhores canções românticas, o cantor do mar da Bahia é didático sobre o sentido que defendemos para o verbo acontecer: “O amor acontece na vida/ estavas desprevenida/ e por acaso eu também” (Nem eu/1949). Perceba-se que o acontece é algo surpreendente, não está planejado, atinge os amantes distraídos. Cartola não deixa por menos: “Acontece que o meu coração ficou frio/porque nosso ninho de amor está vazio” – trazendo o mesmo sentido do não planejado: de repente (não mais que de repente), a ave bateu asas, ganhou o espaço, deixou vazio o primitivo ninho. Acontece.

O AMOR NOS IMPÕE URGÊNCIA E SURPRESA

Depois de Caymmi e Cartola, chega a vez de Abel Silva (com João Bosco), em Quando o amor acontece/1976: “O amor quando acontece/ a gente logo esquece/que sofreu um dia”.Vinícius disse que a mulher amada não vem; surge. Então é isso. Mesmo se estamos à espera, o ser amado acontece, emerge, sempre nos pega desprevenidos, nos impõe urgência e surpresa, taquicardia e respiração entrecortada. Os meninos Kim, César e Júlio, do ex-gospel Catedral atestam (Quando o amor acontece): “Quando o amor acontece/ é difícil dizer não”. Tudo muito longe da pobreza do acontece das colunas sociais e dos convites mal redigidos.

JORGE AMADO E SUA “SINFONIA INACABADA”

Bóris, o Vermelho é talvez o livro não publicado que mais teve espaços na mídia. Jorge Amado não lhe pôs o ponto final (e determinou que seus trabalhos não concluídos jamais venham a público). Bóris, de nome russo, é um hippie de Itapuã, de cabeça oca, interessado somente em surfe e erva. O sobrenome Vermelho se impôs devido a seu cabelo sarará. É na ditadura militar e um cara chamado Bóris, o Vermelho não fica impune, segue o figurino: prisão, tortura e morte (talvez por ser “morredor”). Apesar da cobrança dos rodapés dos jornais, o livro cedeu espaço para Tocaia grande, O sumiço da santa e outras obras, permanecendo como uma espécie de sinfonia inacabada do filho de Ferradas.

LIVRO QUE ESTAVA “EM TODOS OS JORNAIS”

Certa vez, numa coletiva em Ilhéus, Jorge Amado (foto) foi “alugado” por uma repórter, que lhe fez várias perguntas mais ou menos ociosas, às quais o escritor respondia pacientemente. Mas tudo tem limite. Lá pras tantas, quando ela perguntou se ele estava trabalhando “em algum livro, atualmente”, o autor de Terras do sem fim quase saiu do sério. Respirou fundo, virou-se para o poeta Telmo Padilha, que o acompanhava naquela aventura, e soltou, entre dentes: “Telmo, assim eu não aguento”. Mas agüentou. Repregou o sorriso no rosto, chamou a repórter de “minha filha” e lhe explicou, com certo enfado, que tecia um romance (era Bóris, o Vermelho), que estava “em todos os jornais”.

GREEN, TRANQUILO: “LEIA MEUS LIVROS”

Mas nem todo mundo tem a bonomia de Jorge Amado. Em 1958, o escritor Graham Greene (foto) esteve no Brasil e, ainda no aeroporto Tom Jobim (então chamado Galeão), deu uma exclusiva ao irrequieto repórter Severino de Albuquerque, dos Diários Associados. Ou melhor, quase deu, pois só houve uma pergunta e uma resposta. Severino: Mr. Greene, quais são os livros que o senhor escreveu? Mr. Greene (com tranquilo ar britânico, mesmo sem cachimbo): Meu filho, volte para casa, leia meus livros e só depois venha me entrevistar. A historinha eu tirei do delicioso Nonadas – O livro das bobagens (Flávio Moreira da Costa – Francisco Alves/2000), ótima leitura para pessoas de bom ou de mau humor .

ANTIGA LIÇÃO QUE MUITOS NÃO APRENDERAM

Há quem ache que Greene (1904-1991), autor de clássicos lidos em todo o planeta (por exemplo, O poder e a glória, Nosso homem em Havana), foi muito duro com o repórter. Eu, não (até porque ele respondeu em tom educado). A mais primária das lições que um entrevistador aprende é que ele precisa conhecer o básico sobre o entrevistado. Repórter que pergunta a um escritor (músico, pintor, ator e outros) o que ele fez, conforme já vi em nossa mídia, revela-se, além de ignorante do assunto, despreparado profissional e grosseiro com a pessoa entrevistada. O autor de O americano tranquilo deixou uma lição que não deve ser desdenhada pelas novas gerações de comunicadores.

ATRAPALHAÇÃO AO REDOR DE POLICHINELO

Em edição recente, conhecido jornal diário de Itabuna, referindo-se a uma investigação conduzida pelo Ministério Público Estadual, afirma: “Ninguém toma conhecimento do que irá acontecer com os vereadores que tiveram participação na malandragem da Câmara”. E conclui, para minha mais absoluta palidez de espanto: “É um segredo polichinelo (sic), guardado a sete chaves”. Data vênia, creio que foi confundido o significado dessa expressão popular e antiga, velha de muitos séculos, quando ainda estava em moda a Commedia dell´Arte, talvez mãe e pai do teatro de rua.

AFINAL, O QUE É “SEGREDO DE POLICHINELO”?

Segredo de Polichinelo (assim, com preposição e P grande!) significa, ao contrário do publicado, alguma coisa que é considerada segredo, mas que todos já sabem, isto é, aquilo que alguém trata confidencialmente, mas que deixou de ser segredo, é algo de conhecimento público. A referência é ao personagem Polichinelo (na ilustração), da modalidade teatral européia (italiana, mormente) Commedia dell´Arte (com início lá pelo século XVI). Elementos mais conhecidos desse gênero são Colombina, Pierrô e Arlequim, um triângulo amoroso do Carnaval, na já longínqua era pré-trio elétrico.

PIERRÔ CHORA PELO AMOR DE COLOMBINA

Esses elementos ítalo-franceses estão incorporados à nossa cultura, via MPB: “Pierrô, Pierrô/ teu destino, tão lindo/ é sofrer, é chorar toda a vida…” (Pierrot, Joubert de Carvalho-Paschoal Carlos Magno/1932); “Um Pierrô apaixonado/ que vivia só cantando/ por causa de uma Colombina/ acabou chorando, acabou chorando” (Noel Rosa-Heitor dos Prazeres/1936); “Colombina eu amei/ mas você não quis/ eu fui para você/ um Pierrô feliz” (Colombina, Armando Sá-Miguel Brito/1956); “Arlequim está chorando/ pelo amor de Colombina/ no meio da multidão” (Máscara negra, Zé Kéti/1967).

POLICHINELO PARECE RIR DOS APAIXONADOS

Polichinelo é uma espécie de palhaço, que parece se divertir com a confusão de sentimentos que vê a seu redor: Pierrô ama Colombina (foto), que ama Arlequim, que ama todas as belas damas do salão. Na irônica canção de Noel e Heitor, o triângulo amoroso da Commedia dell´Arte aterrissa no Carnaval do Rio de Janeiro e, por extensão, na cultura brasileira. Clique e (re) veja a leitura da dupla, na voz de Betânia.
(O.C)

ASCENSÃO SOCIAL CHEGA AO BANHEIRO

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Papel fuleiro está caindo em desuso

Pesquisa aponta maior consumo do papel higiênico de folha dupla

 

Do G1:

A sofisticação dos hábitos de consumo do brasileiro chegou ao banheiro. Da mesma forma que o papel higiênico cor-de-rosa desapareceu sem deixar saudade, algo semelhante é observado nas vendas do tradicional papel branco de folha simples, que começa a ser substituído por produtos de melhor qualidade e mais caros.

Segundo dados da Nielsen Brasil, 25% dos 4,708 bilhões de rolos consumidos em 2010 tinham folha dupla e 75% tinham folha simples. Em 2007, a divisão era, respectivamente, 15% e 85%. O segmento de folha dupla só cresce, ao passo que o papel de folha simples vem perdendo espaço nos carrinhos de supermercado.

No ano passado, as vendas de papel das chamadas linhas ‘premium’ cresceram 21%, contra uma queda de 2,5% do folha simples. Em termos de faturamento, o folha dupla já representa 40% das receitas do setor que movimentou R$ 2,804 bilhões – alta de 9,2% em relação a 2009.

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