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30 de setembro de 2020 | 10:33 pm

CONCURSO PÚBLICO FEITO PELA SR EM CARAVELAS FOI ANULADO

Tempo de leitura: 2 minutos

Enredos de concursos em Caravelas e Ilhéus
são parecidos. MP exigiu anulação

A S&R Concursos e Pesquisas não enfrenta problemas apenas no concurso público em Ilhéus, onde o Ministério Público estadual detectou falhas no sistema de segurança e aplicação das provas e a Polícia Federal prendeu dois funcionários da empresa por fraudes (confira AQUI e AQUI). Problema semelhante foi registrado em Caravelas, também no sul da Bahia, e a prefeitura teve de anular o concurso, em 2010.

O mesmo golpe de funcionários da empresa no certame de Caravelas seria aplicado em Ilhéus: candidatos do esquema teriam a pontuação alterada para que ficassem entre os primeiros dos cargos que disputavam.

Essa estratégia não vingou em Ilhéus porque o Ministério Público, por meio da promotora Karina Cherubini, recebeu denúncia sobre a alteração das notas. Imediatamente, exigiu da S&R que aumentasse o rigor para garantir o sigilo e a segurança na aplicação das provas. Aí, restou vazar – mediante pagamento – os gabaritos e conteúdos das provas. A Polícia Federal frustrou essa tentativa.

PONTUAÇÃO “TURBINADA”

Agora, compare o enredo dos dois concursos: no município do extremo-sul baiano, promotores públicos detectaram irregularidades nas notas finais da filha e de um sobrinho do prefeito Luiz Alvim Delgado, o Loló (PP).

De acordo com o MP, Kellen Delgado fez 82 pontos na prova, mas o resultado final foi alterado para nota 86, deixando-a em quinto lugar na disputa pelo cargo de enfermeira.

O sobrinho do prefeito Loló, Reginaldo Boroto Delgado, disputou vaga de fiscal tributário e teve sua nota alterada de 54 para 66 pontos. A “turbinada” na pontuação deixou o sobrinho do prefeito em quarto lugar na disputa por vaga.

O concurso visava preencher 172 vagas na prefeitura e já havia sido suspenso anteriormente. Ainda na investigação da promotoria em Caravelas, descobriu-se fraude entre a nota divulgada no site da SR Concursos e o número de acertos de aproximadamente 40 candidatos. Estes seriam os “protegidos”. O prefeito acabou assinando um termo de ajustamento com o MP, cancelando o concurso e lançando novo edital.

VAZAMENTO DE GABARITO

Agora, outro ponto onde os casos de Caravelas e Ilhéus convergem: além do esquema para “turbinar” a pontuação dos candidatos quando na leitura dos cartões de resposta, o Ministério Público enxergou indícios de que candidatos do concurso realizado em Caravelas receberam o gabarito da prova antes da sua aplicação.

Em Caravelas, não apenas as provas como também o concurso foi anulado. A prefeitura teve de lançar novo edital e aplicou o exame no final de março deste ano, ainda sob grande desconfiança dos candidatos, após três cancelamentos por fraudes e irregularidades.

Tudo isso junto, ajuda a entender o estrago na imagem da S&R e porque o seu dono chorou copiosamente na Polícia Federal em Ilhéus, ontem. No mínimo, trabalhava com funcionários “espertos”. Vinícius Oliveira, empregado preso em flagrante ontem, em Ilhéus, disse que estava em situação financeira ruim, assim como a S&R.

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