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10 de maio de 2021 | 06:58 pm

De redes sociais que derrubam ditaduras

Tempo de leitura: 2 minutos

Giorlando Lima | Blog de Giorlando

Redes sociais funcionam hoje, mas não são a razão nem a arma da revolta.

Sempre houve reações populares de protesto, revoltas. Acalentadas em reuniões secretas, conclamadas por bilhetes e boca-a-boca sussurrantes. Sem Twitter e Facebook os estudantes sacudiram a França em 68, governos já caíram em todo mundo e caras-pintadas derrubaram um presidente no Brasil.
As panelas já falaram no lugar das redes sociais, bem como os recados dados nos bordéis e os cochichos no açougueiro e nas feiras-livres. Redes sociais funcionam hoje, mas não são a razão nem a arma da revolta.
Concedamos que agora a divulgação para o mundo é mais rápida e mais livre. Isso reacende estopins, incita, estimula, emula, mas não cria o sentimento, não inicia a manifestação, não lota a praça.
O que lota é amplitude da dor, a proximidade do sofrimento, o avizinhamento da esperança, os gritos que chegam pela janela e reverberam por todos os cômodos e chamam para a rua.
Isso se daria, no momento e na circunstância histórica inevitáveis, ainda que scraps, tweets e posts voassem presos às pernas de pombos-correio ou viajassem em garrafas de náufragos.
Prefiro menos teoria. Mas, aceito estar errado e espero mudar de opinião quando as “redes” levantarem Cuba ou puderem fazer nossos políticos votarem um mínimo mais decente ou barrar Belo Monte, por exemplo. Ou isso só funciona na direção da direita?
Giorlando Lima é jornalista, publicitário e se amarra em Twitter e Facebook.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. Esse Giorlando é o mesmo ditadorzinho bossal, que se “achava” um Nizan Guanaes, que com suas estratégias furadas ajudou a afundar Juçara em 2006? Se for, “vade retro”, se não, minhas desculpas.

  2. É esse mesmo ELEITOR 2012, tomara que ele não esteja querendo cavar o seu nome para conduzir novamente o marketing do PT aqui em Itabuna, esse peso morto só fez atrapalhar a campanha de Juçara, ele cairia bem no marketing de Azevedo.

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