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25 de maio de 2020 | 01:42 pm

"LOIOLAGATE": MP JUNTA A AÇÃO CIVIL DEPOIMENTOS DE IRREGULARIDADES NA CÂMARA

Tempo de leitura: 2 minutos

As transcrições dos depoimentos de testemunhas de desvios milionários na Câmara de Vereadores já foram juntadas, nesta terça (24), à ação movida pelo Ministério Público contra nove pessoas e a Mosaico – Fábrica de Resultados.
Na ação, o promotor público Inocêncio Carvalho pede o afastamento dos vereadores Roberto de Souza (PR), Clóvis Loiola (PSDC) e Ricardo Bacelar (PSB). As transcrições eram o que faltava para que o juiz Gustavo Pequeno decida se acata a ação ou não.
A ação civil pública denuncia os três vereadores, assessores e funcionários da Câmara, além da Mosaico – Fábrica de Resultados e o proprietário da empresa, Rui Barbosa (relembre aqui).
Além do afastamento temporário dos vereadores, a promotoria pública requer também a indisponibilidade dos bens dos envolvidos e a quebra de sigilos bancário e fiscal de todos os denunciados na ação.
O promotor Inocêncio Carvalho disse ao PIMENTA que, ao assumir a 8ª promotoria de Justiça, encontrou um inquérito civil instaurado para apurar os atos de improbidade na Câmara. O inquérito continha 16 volumes de duzentas folhas cada. O promotor, então, decidiu desmembrá-lo em três.
Destes inquéritos, dois já resultaram em ações de improbidade. A primeira trata das empresas fantasmas criadas para vencer licitações da Câmara e que causaram prejuízo de mais de R$ 500 mil aos cofres municipais, conforme cálculos do MP.
A ação também resultou na Operação Loiolagate, da Polícia Federal, quando foram apreendidos documentos contábeis nas residências do ex-presidente da Câmara, Clóvis Loiola, e do ex-gerente de Recursos Humanos, Kléber Ferreira (confira aqui). O juiz Gustavo Pequeno ainda analisa pedido de quebra de sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, o que ocorrerá após contestação dos réus.
A segunda ação diz respeito ao contrato da Mosaico – Fábrica de Resultados com a Câmara. O promotor explica que a esta ação de improbidade administrativa faltaram anexar os depoimentos de testemunhas. “Os depoimentos indicados pelo juiz haviam sido anexados, equivocamente, na primeira ação”, observa. Assim que foi notificado, na tarde de segunda (23), o promotor juntou-as ao processo.
De acordo com as investigações, a Mosaico ficava com R$ 7 mil dos R$ 47 mil mensais da publicidade e repassava o restante para a Mesa Diretora, por meio do chefe de gabinete do ex-presidente Clóvis Loiola, Eduardo Freire.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. Quanta burocracia judicial!
    É público e notório os desvios em questão. É público e notório os culpados, inclusive porque alguns deles são réus confessos e denunciou os outros envolvidos. É público e notório o sentimento popular clamando por justiça.
    Esperamos que a justiça se faça o mais rapidamente possível para que não manche a imagem dos senhores magistrados.
    A POPULAÇÃO AGRADECE!

  2. PARABÉNS AO PIMENTA QUE NÃO DEIXA SEUS LEITORES DESSEFORMADOS E ATUALIZADO NAS AÇÕES DA BUSCA PELA JUSTIÇA LOCAL, JÁ QUE NÃO TEMOS VEREADORES NEM PARTIDOS POLÍTICOS DECENTES , GRAÇAS A DEUS TEMOS O PIMENTA .
    PARABÉNS TAMBÉM AO PROMOTOR PEQUENO.

  3. è Roberto de Souza vc se deu mal! acabou a mamata. O Ministério agora tem q investigar outras coisas dentro daquela Casa Legislativa, como por exemplo aqueles funcionários q se “dizem efetivos” com salários lá em cima e que malmente vão trabalhar, por mais q entre outras administrações, ñ tem delegado, xerife q resolva, …..o negócio é dificil de mudar,…. um ciclo vicioso. Uma injustiça com o eleitor q rala p ganhasr uns trocados…

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