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29 de setembro de 2020 | 03:04 pm

O DONO DO JOGO

Tempo de leitura: 2 minutos

Sócrates Santana | soulsocrates@gmail.com

Aparentemente, ainda resta uma carta para fechar a conta de Jaques Wagner. Mas as aparências enganam. Ninguém está fora. Todos estão dentro.

O jogo sucessório começou a soar o seu brado retumbante na Bahia. Degrau por degrau, a fila da sucessão, como anunciou o ministro Afonso Florence, vem sendo construída aos poucos por Jaques Wagner. A saída de Eva Chiavon, o retorno de Rui Costa e o ingresso de José Sérgio Gabrielli, organizaram as cartas das eleições de 2014. Ao menos, o jogo nas mãos do governador. E ele ainda possui três cartas escondidas, entre elas, Moema Gramacho e Walter Pinheiro.
Por um lado, a prefeita de Lauro de Freitas consolida a sua sucessão com as próprias mãos. Filiou o vice-prefeito no PT e pode sair da prefeitura sem maiores perdas para assumir uma secretaria, a exemplo da Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza. No caso, o vice, João Oliveira, seria o candidato a reeleição e o atual secretário Carlos Brasileiro substituído por Moema para disputar as eleições de Senhor do Bonfim.
Por outro, o senador Walter Pinheiro. Em baixa, ante o ingresso de Rui Costa e José Sérgio Gabrielli, o primeiro senador petista no estado, desceu alguns degraus da escada montada por Jaques Wagner. Ainda assim, continua sendo uma alternativa viável, apesar de cada vez menos consultado pelos demais jogadores, especialmente, dentro do PT.
Aparentemente, os demais partidos aliados estão fora do baralho. Aparentemente, falta o governador combinar o jogo com os russos. Aparentemente, ainda resta uma carta para fechar a conta de Jaques Wagner. Mas as aparências enganam. Ninguém está fora. Todos estão dentro.
Sócrates Santana é jornalista e assessor de imprensa do governador Jaques Wagner.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. Zelão diz: – Terá mesmo cacife?
    “dizem que em final de governo, até o cafezinho é servido frio.”
    Eliminando de antemão os “companheiros” coligados que lhe deram a vitória no primeiro turno das eleições de 2010, terá o governador Wagner, em fim de governo do segundo mandato, “cacife” para bancar sozinho uma candidatura do PT?
    Onde ficam as pretenções do seu vice Oton Alencar ou as do candidato do PP? A eleição para prefeito de Salvador, pelo lado do governador, será um bom indicativo para 2014.

  2. Concordo plenamente Zelão. Muito boa está do cafezinho, mas, isso é do tempo do Tancredo Neves. A era tucana e petista inaugurou um período mais sofisticado da política. Ah…você esqueceu da última vareta: Marcelo Nilo e a Assembleia Legislativa da Bahia.
    Abraços

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