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31 de outubro de 2020 | 09:54 am

RIO 2016 E A LIÇÃO DE JOAQUIM CRUZ

Tempo de leitura: 2 minutos

Joaquim Cruz, medalhista de ouro em Los Angeles.

Segunda-feira pós-Olimpíadas de Londres e a mídia volta os olhos para os resultados obtidos pela delegação brasileira na Europa (ficamos em 22º no ranking, com 3 medalhas de ouro, 5 de prata e 9 de bronze) e as perspectivas para 2016, quando os Jogos Olímpicos serão realizados no Rio de Janeiro. Por isso, vale dar uma lida na entrevista concedida pelo ex-atleta Joaquim Cruz ao suplemento Aliás, d´O Estadão. Publicamos trecho e o link para a leitura na íntegra.

Estadão – Voltando às ambições brasileiras: como é que se forja uma potência olímpica?

Joaquim Cruz – Certamente não é em quatro anos. Tem que dar oportunidade para o garoto praticar esporte na escola, na comunidade dele, e dali você tira os fora de série capazes de competir em alto nível. Qual é nossa realidade hoje? Trinta por cento das escolas públicas brasileiras não têm espaço adequado à prática esportiva. Não estou falando de quadras poliesportivas. Não existe espaço nenhum, nada. São dados de uma pesquisa encomendada pela organização Atletas Pela Cidadania, da qual faço parte junto com Raí, Ana Moser, Magic Paula e uma porção de atletas preocupados com o futuro do País. Hoje acontece o seguinte: o garoto pobre brasileiro vê os grandes heróis olímpicos pela TV, se empolga e sente vontade de imitá-los. Quer correr, nadar, jogar tênis, saltar. Ok, ótimo! Mas onde ele vai praticar? Em clubes? Esquece, a família dele não tem dinheiro para pagar a mensalidade. Quando eu ganhei a medalha de ouro em Los Angeles, meu irmão e meu primo ficaram tão entusiasmados que decidiram correr também. Começaram a correr na rua mesmo, sozinhos, sem instrução, já que não tinha outro jeito. Durou dois dias o entusiasmo deles. E talvez nós tenhamos perdido duas medalhas olímpicas, vai saber… Isso faz quase 30 anos e continua do mesmo jeito. O poder público não pode sonegar essa oportunidade ao garoto. Tem o dever de proporcionar a chance de ele manter o entusiasmo, a chama. E é a escola pública que pode fazer isso, não o clube. Do clube saem os atletas cujas famílias podem bancar o início da jornada dele.

Confira a íntegra da entrevista clicando aqui.

Esta publicação possui 5 comentários
  1. Vamos continuem pagando milhões a jogadores de futebol, vamos esquecer os outros esportes é só de quatro em quatro anos mesmo!!! Parabéns a todos os atletas que foram lá lutaram representaram o nosso Brasil, vergonhoso por sua “burritica e seus burriticos” que não valorizam o nosso povo apenas seus bolso$.

  2. O atual prefeito de Itabuna é formado em Educação Física. O que ele fez pelo esporte em nossa cidade durante sua gestão? Se com quem é da área é desse jeito, imagine quem não é!

  3. Infelismente os nossos gestores estão preocupados em encehar s burras deles… Triste para um pais como o nosso, falta apenas leis mais severas para os politicos de plantão.

  4. O maior problema brasileiro ainda é a falta de educação e infra-estrutura básica.

    Enquanto houver gente passando fome, sem educação, analfabeto, sem saneamento básico, sem água tratada, sem saúde pública de qualidade, além de segurança pública, correr atrás de medalhas é um luxo, …!!!

    Fazer Copa do Mundo e Olimpíada aqui, então, é um acinte à população pobre deste país, …!!!

    Primeiro nós temos que conseguir “medalha de ouro” em eliminar problemas básicos da população mais carente, …, depois poderemos correr atrás de formar atletas de elite, …!!!
    De nada adianta pendurar um brinco de ouro na orelha de um porco, …!!!

    Além de tudo isto, necessário se faz desenvolver um estudo da influência do componente genético no desempenho de atletas, conforme a modalidade, pois sem isso não há explicação lógica para o que está ocorrendo nas corridas de fundo, inclusive a maratona, onde há o domínio da etíopes e dos quenianos (africanos), …, além do que ocorre com as corridas rápidas, onde os jamaicanos são hegemônicos, mesmo os Estados Unidos e outros países desenvolvidos estando investindo muito, mas os resultados deles não têm sido tão bons quanto, nestas provas.
    Em alguns esportes há claro domínio dos negros (basquete, boxe, atletismo), ao passo que em outros, há hegemonia dos brancos (natação, ginástica, e por aí vai), …, basta observar, …!!!

    Portanto, se não observarmos muito bem as coisas, poderemos aumentar ainda mais o nosso fracasso, …!!!

    Outra coisa muito importante é que nenhum país do mundo formou atletas de elite em apenas quatro anos, …!!!

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