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10 de julho de 2020 | 10:01 am

ELEIÇÃO, NETO E O CARLISMO

Tempo de leitura: 2 minutos

Marco Wense

É razoável dizer que a eleição do democrata cutucou o adormecido eleitorado que ainda é fiel ao ex-chefe.

 

Cada agremiação partidária analisa os resultados da eleição de 2012 como lhe convém. Nenhuma legenda admite o enfraquecimento pós-processo eleitoral.

As respectivas lideranças lançam mão de diferentes argumentos – alguns consistentes, outros sem qualquer solidez – para mostrar que seu partido saiu fortalecido do pleito.

Nacionalmente, podemos apontar o PSB de Eduardo Campos, governador de Pernambuco, e o recém-criado PSD, do prefeito Gilberto Kassab (SP), como os dois principais destaques.

O PSB foi a sigla que mais cresceu desde 2008. Ganhou mais 40% de prefeituras. Derrotou o PT em cidades importantes, como Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.

E mais: além de protagonizar grandes vitórias sobre o PT da presidenta Dilma Rousseff e do ex-Lula, o PSB foi o principal vencedor nos 100 municípios mais pobres.

O novato PSD, uma mistura heterogênea de políticos de qualquer espécie, depois de eleger quase 500 prefeitos, se transformou em uma força política relevante.

Outro detalhe é o desgaste da polarização entre o PT e o PSDB. O duelo entre petistas e tucanos só ficou nitidamente escancarado na disputa pela prefeitura de São Paulo, entre Fernando Haddad e José Serra.

Na Bahia, o PSB não teve um bom desempenho nas urnas. Em número de prefeitos eleitos, só ganhou para o PCdoB. Os comunistas fizeram 13 e os socialistas 28.

O PSD de Otto Alencar, vice-governador e pré-candidato ao Palácio de Ondina, foi o grande vitorioso. Só ficou atrás do PT. O PSD elegeu 73 prefeitos e o PT 93.

O PP do ex-ministro Mário Negromonte ficou na terceira posição, elegendo 52 chefes de Executivo. O PMDB com 44 e o PDT de Marcelo Nilo com 43.

O DEM e o PSDB empataram. Ambos com nove Centros Administrativos. Os democratas, no entanto, venceram em Salvador e Feira de Santana, os dois maiores colégios eleitorais do estado.

Mas o assunto dos assuntos, o comentário dos comentários, a análise das análises, continua sendo a eleição de ACM Neto para o cobiçado Palácio Thomé de Souza.

E o que mais se ouviu falar foi sobre o “retorno do carlismo”. Que a vitória de ACM Neto vai impulsionar a volta da corrente política que durante muitos anos dominou o poder na Bahia.

É razoável dizer que a eleição do democrata cutucou o adormecido eleitorado que ainda é fiel ao ex-chefe, mantendo acessa a esperança de que o carlismo ressuscite.

ACM Neto depara com a maior responsabilidade da sua carreira política e de vários anos na vida pública. Se fizer um péssimo governo, enterra de vez o carlismo.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

Esta publicação possui 13 comentários
  1. Eramos Felizes e não sabiamos. Esta “facção” que hora estar no poder da Bahia,falava que ACM era um Rato Branco,era
    um facista,governava com dinheiro e xicote na mão,ACM tinha uma guarda pretoriana etc. Hoje o poder na Bahia estão nas mãos
    destas “facções” e aconteçe que o raio nocivos ao povo da Bahia
    é 10 vezes pior. Portanto: Você se lembra de mim,eu nunca vi você tão só,ou meu amor o meu xodó minha bahia,tá faltando homem doutor que saiba governar,A ACM meu amor,A ACM meu amor,quem gosta da Bahia quer ACM meu amor….Eramos felizes e não sabiamos.

  2. É triste constatar que o “lulismo” é muito pior que o “carlismo”.O PT que ora se apresentava como o paladino da moralidade política, hoje está no banco dos réus no maior escândalo desse país.Como diria o “poderoso chefão”: “Nunca na história desse país vimos tantas falcatruas”.

  3. Com essa corja que se encontra no poder estamos sem pai e sem mãe, perdemos a representatividade politica e moral, nossa bahia anda caindo pelas tabelas, uma cidade perdida num mundo do nada, suja, com altissimo indice de violência, sem emprego e com as drogas tomando nossas crianças e jovem a todo custo. É a unica esperança que nos resta (ACM NETO). Pra moralizar a nossa terra e voltar ao passado, terra limpa e com respeito no cenario nacional.

  4. Eu não entendo, na minha concepção o Carlismo morreu… Morreu com a morte de ACM. Estamos vivenciando um novo modelo de política e a vitória de Neto é uma vitória da democracia, representa a insatisfação do povo com o seu atual representante. Se o PT ganhasse em Salvador, a sociedade estaria correndo um “risco”. Afirmo isso de maneira geral. Estaríamos a caminho de um partido “UNO”, ou seja uma ditadura disfarçada chamada Partido dos Trabalhadores. Este deveria até mudar de nome porque não defende a sua classe e sim a classe dos ricos. O seu maior líder é o maior bandido que escapou ileso do processo do mensalão. E os filhotes desse Rato foram condenados e ele quando será? Cuidado: O PT é um partido que MATA os seus próprios companheiros, assim fica o exemplo de Santo André.

  5. Sugiro aos distintos cientistas políticos e colunistas Wense e Sócrates, destrinchar esse tremendo imbróglio chamado CPI CACHOEIRA/DELTA.

    “Delta: CPI do Cachoeira barra votação de 60 pedidos de quebra de sigilo

    A CPI do Cachoeira tem represados 60 pedidos de quebras de sigilo bancário de empresas fantasmas abastecidas pela Delta Construções e de empreendimentos que receberam dinheiro dessas firmas de fachada. O comando da CPI, governista, deixa de apreciar os requerimentos formulados pelos parlamentares que querem aprofundar a investigação sobre a Delta, a principal beneficiária dos contratos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Alguns requerimentos foram formulados ainda em abril, mês em que a CPI foi instalada.
    É o caso do pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do dono da Delta, Fernando Cavendish e dos 60 requerimentos relacionados a empresas fantasmas abastecidas pela Delta.”

  6. José Raimundo,

    É a mais pura verdade. O velho ACM era “ruim”, mas deixou sua marca (construção de equipamentos públicos) em TODOS os 417 municípios do Estado. Os Petralhas são “bons” mas nunca construíram uma única “casa de cachorro” pública em nenhum município. É só propaganda mentirosa!
    Aliás, no caso de Itabuna e região, tem uma “obra” que é atribuída aos fundadores do PT local: a vassoura-de-bruxa, que colocou na miséria três milhões de conterrâneos!…

  7. Vou guadar o comentário e também a matéira. Daqui há quatro anos, vou divulgar no meu comentário e no meiu face, e mostrar pra vocês como Salvador estará diferente….ou prá melhor ou pra pior.Espero, que pra melhor. Estarei vivo, se Deus quiser e vocês também. E aí vamos comparar os dois governos, o do PMDB (João Henrique) e (ACM Neto) do DEM.

  8. Robson: 50 anos de carlismo tinha que ser feito alguma coisa. A maioria no final de governo para homenagear o seu filho que nada fez Luiz Eduardo Magalhães (Colégios, logradouros, nome de cidade, etc).
    Qual a grande obra de ACM em todo esse tempo. O que ele era é COMO GOVERNADOR, um BOM PREFEITO PARA SALVADOR.

  9. Ai que doença essa chamada carlismo! O homem que comandou a Bahia por cinquenta anos, seria tão burro que não faria nada com o dinheiro do povo? Um médico que encontrou na política um meio de enriquecer até a sétima geração familiar sem nunca exercer a profissão. Acordem distraídos, leiam o livro Privataria tucana e despertem para a idiotia que é endeusar os milhares de ratos brancos que entregaram aos parceiros, as empresas mais rentáveis do país, amordaçaram a polícia federal, proibiram investigações e estão aí como isentos no processo.

    A política virou uma miséria, uma calamidade pública com um sistema podre de corrupção.

  10. Ola, gostaria de saber se você conhece algum livro sobre o carlismo na Bahia. Pretendo tratar o tema na minha tese e não nenhum livro sobre. Se puder me enviar um email, serei grata.

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