skip to Main Content
29 de novembro de 2020 | 02:09 am

DILMA E OS “ALIADOS”

Tempo de leitura: 3 minutos

marcowenseMarco Wense

 

O PMDB, que não consegue ficar distante das tetas do erário público, vai fazer uma enquete com seus deputados, senadores e presidentes de diretórios regionais sobre a reeleição.

 

Quando a presidente Dilma Rousseff desfrutava de uma invejável popularidade, com um índice de aprovação ao governo bem próximo de 70%, os aliados eram dilmistas desde criancinha.

Qualquer ataque da oposição, tendo na linha de frente os tucanos, era logo rebatido por parlamentares da base aliada. Tinha até briga para ser o primeiro da fila.

Ficavam mais dilmistas na medida em que Dilma crescia nas pesquisas de intenção de votos. Sem falar na bajulação e no nojento e repugnante puxa-saquismo.

Hoje, com Dilma despencando nas consultas populares, perdendo 30 pontos, as legendas “aliadas” tramam contra o projeto do segundo mandato consecutivo.

O PMDB, que não consegue ficar distante das tetas do erário público, vai fazer uma enquete com seus deputados, senadores e presidentes de diretórios regionais sobre a reeleição.

O PCdoB, aliado histórico do petismo, principalmente nas eleições para o Palácio do Planalto, através do seu presidente nacional, Renato Rabelo, já diz que “não existe apoio automático ao PT”.

O PSD, aqui na Bahia sob o comando do vice-governador e ex-carlista Otto Alencar, caminha no mesmo sentido. Ou seja, de que o partido tem autonomia para apoiar quem quiser.

O PSB, com a pré-candidatura do presidenciável Eduardo Campos, dispensa comentários. A candidatura própria já é um claro sinal de rompimento.

O PDT continua rachado. Meio a meio. O presidente da legenda brizolista, Carlos Lupi, empurra o partido para Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes e governador de Pernambuco.

O PT, quando o assunto é a reeleição de Dilma, trabalha, sorrateiramente, a favor do plano B, com Luiz Inácio Lula da Silva disputando o terceiro mandato. O retorno do “Lula lá”.

Concluindo, diria que a candidatura de Dilma só é desejada pelos partidos de oposição, com destaque para o PSDB, DEM e o PPS. O oposicionismo, pelo menos neste ponto, não é traiçoeiro nem hipócrita.

Todo cuidado é pouco

O ex-todo poderoso ministro da Casa Civil do  governo Lula, José Dirceu, ficou tiririca da vida com a ausência da presidente Dilma Rousseff na última reunião da cúpula do PT.

Esbravejou. Reclamou. Argumentou que é um momento delicado para o país e que o partido deveria se manifestar publicamente pedindo sua presença.

Quem estava lá, bem ao lado de Dirceu, era o ex-tesoureiro Delúbio Soares. Dilma não pode correr o risco de ser fotografada ao lado de dois condenados no escândalo do mensalão.

 

Péssimos exemplos

Prefeitos que não prestam contas da aplicação do dinheiro público, debochando e desdenhando a lei, não podem ocupar cargos em entidades representativas como UPB e Amurc.

Chefe de Executivo que não cumpre com suas obrigações deve ser declarado como “persona non grata”, separando assim o joio do trigo.

O pior é que o trigo está cada vez mais escasso. É como procurar uma cabeça de alfinete em um gigantesco areal.

 

Para os ricos

Alguns vereadores de Itabuna estão defendendo uma reforma no aeroporto Tertuliano Guedes. Existem outras prioridades. Aeroporto é reivindicação que só interessa aos mais abastados.

 

Sexto mandato

O vereador Carlos Alves de Oliveira, mais conhecido como Carlito do Sarinha (PTN), eleito por cinco vezes, conquistou o primeiro mandato quando era presidente da Associação dos Moradores do Bairro Sarinha.

Como edil, presidiu todas as comissões da Casa Legislativa. Foi líder de dois governos: Fernando Gomes e Geraldo Simões. A seleção brasileira busca o hexacampeonato. Carlito, o sexto mandato. Sem dúvida, um bom parlamentar.

Atuante, polêmico e irreverente.

Este post tem um comentário
  1. Como disse o escritor João Ubaldo Ribeiro, toda vez que Dilma fala, mais parece que está nos dando um cascudo.
    Realmente, para a oposição, a candidatura a reeleição da Presidenta, neste momento de turbulência, seria uma chance para a retomada do poder central.

Deixe seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back To Top