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11 de maio de 2021 | 02:19 am

PESQUISA REVELA QUE O CACAU É AMAZÔNICO E CONSUMIDO HÁ 5,5 MIL ANOS

Tempo de leitura: 2 minutos
Cacau é amazônico e no Brasil é produzido em maior escala no sul da Bahia.

Cacau é amazônico e no Brasil é produzido em maior escala no sul da Bahia.

Ao contrário do que se imaginava até então, o cacau é amazônico – e não centro-americano – e já era consumido há 5,5 mil anos, apontou uma pesquisa desenvolvida por vários arqueólogos equatorianos e franceses, que, por sinal, chegaram a encontrar restos de uma grande cultura no sudeste do Equador.

Este grupo encontrou evidências químicas e físicas de cacau da variedade “fino de aroma”, muito apreciada atualmente pela indústria do chocolate, nos vestígios de recipientes encontrados na província de Zamora Chinchipe, na Amazônia equatoriana.

Francisco Valdez, que dirige a missão de pesquisa na jazida Santa Ana-La Florida, no cantão Palanda de Zamora Chinchipe, declarou à Agência Efe que o cacau foi criado na alta Amazônia e de lá, de alguma forma, foi levado à América Central.

“Na realidade, o cacau não é original dessa região, da América Central, como pensávamos até agora, pois se presume que, inclusive, há 7 mil anos ele já existia na bacia alta da Amazônia”.

Seu uso social foi iniciado há 5,5 mil anos, segundo as provas de carbono 14 em que foram submetidos os vestígios encontrados na cultura Mayo-Chinchipe-Marañón, descoberta em 2002 na região e que aparentemente se estendeu pela floresta peruana até o maior afluente da parte alta do rio Amazonas.

Na América Central, existem dados do uso do cacau, por parte da cultura Olmeca, que nos remetem há 3 mil anos, quando obteve um desenvolvimento importante e se estendeu pela Guatemala, Honduras e Nicarágua, além do México e da América do Norte.

“O cacau é amazônico e, por algum mecanismo, foi levado a esta região da América Central, onde ganhou uma importância cultural muito importante”, acrescentou Valdez, que lidera o projeto em Zamora Chinchipe, com o auspício dos institutos de Patrimônio Cultural (INPC) do Equador e de Investigação para o Desenvolvimento (IRD) da França.

Leia a íntegra na Folha

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