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19 de abril de 2021 | 03:22 am

“CENSOR, EU? NEM MORTA”, DIZ CAETANO

Tempo de leitura: < 1 minuto

caetanoA Tarde

Caetano Veloso falou pela primeira vez sobre a polêmica do grupo Procure Saber, formado por ele e outros artistas, como Gilberto Gil e Djavan, que seria contra a publicação de biografias não-autorizadas. “Censor, eu? Nem morta! Na verdade a avalanche de pitos, reprimendas e agressões só me estimulam a combatividade.”, escreveu na coluna semanala no jornal A TARDE, deste domingo, 13.

O cantor relembrou que, em 2007, ele foi contra a exigência prévia por parte dos biografados para se publicar uma biografia e, mais recentemente, na casa de Gil, disse que “biografias não poder ser todas chapa-brancas”.

No entanto, ele escreveu que “mudou pouco nesse meio-tempo”. “Mas as pequenas mudanças podem ter resultados gritantes. Aprendi, em conversas com amigos compositores, que, no cabo de guerra entre a liberdade de expressão e o direito à privacidade, muito cuidado é pouco. E que, se queremos que o Brasil avance nessa área, o simplismo não nos ajudará”, escreveu.

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Este post tem um comentário
  1. Na peça que muitos consideram a tragédia definitiva sobre a velhice, Rei Lear, Shakespeare, existem trechos que podemos aplicar ao velho baiano de miolo mole.

    pincei alguns: “mesmo no tempo melhor e mais saudável de sua vida sempre foi um imprudente: devemos esperar de sua velhice não apenas os defeitos há muito tempo adquiridos e entranhados mas também a impertinência e os caprichos que chegam com os anos de senilidad e doença.

    Nessa outra passagem o bobo da corte fala pro rei senil.

    Bobo: Tu não devias ter ficado velho antes de ter ficado sábio.

    O velho compositor baiano envelheceu de vez. Réquiem pra você, Cae.

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