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16 de abril de 2021 | 12:09 pm

ATO LEMBRA UM MÊS DA MORTE DE NADSON ALMEIDA

Tempo de leitura: 2 minutos
Nadson morreu após perseguição no Bairro Lomanto (Foto Álbum Familiar).

Nadson morreu após perseguição policial (Foto Álbum Familiar).

Familiares e amigos de Nadson Pereira de Almeida promovem ato na próxima sexta-feira (14) para lembrar os 30 dias da morte do adolescente. Uma missa será celebrada às 8h30min na Igreja Menino Jesus, no Lomanto, onde aconteceu a tragédia.
Nadson morreu no dia 16 de fevereiro, após perseguição policial no Bairro Lomanto, em Itabuna. Menor, ele pilotava uma moto Honda Titan e fugiu da abordagem ao, supostamente, receber ordem para parar.
Testemunhas afirmam que, durante a perseguição, uma viatura da Polícia Militar tocou no fundo da moto em que Nadson estava. O corpo do menor foi lançado ao chão e, na sequência, a viatura atropelou o garoto de 14 anos. Abaixo, vídeo mostra momento da perseguição.

Policiais que estavam na viatura negaram que tenha havido atropelamento. A versão dos militares é de que Nadson perdeu o controle da moto que pilotava, batendo no fundo de um carro que estava estacionado na Rua Jorge Amado, onde morreu. Ainda segundo os militares, Nadson perdeu o controle ao passar por um quebra-molas.
Há duas semanas, a subseção itabunense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reuniu-se com os comandos das polícias militar e civil em Itabuna. Durante as audiências, os dirigentes da OAB local pediram isenção e celeridade nas investigações.
PROTESTOS E DESTRUIÇÃO
Ônibus foi destruído em manifestação (Foto Pimenta).

Ônibus foi destruído em manifestação (Foto Pimenta).

O acidente ocorreu por volta das 10h de 16 de fevereiro e deu início a uma série de protestos na região do Lomanto. A comunidade interditou a Avenida J.S. Pinheiro. Um ônibus foi incendiado na BR-101 e vários veículos foram destruídos pelo fogo no pátio da Secretaria de Transporte e Trânsito (Settran), no Aeroporto Tertuliano Guedes de Pinho, no Lomanto.
Um veículo que estava na Avenida J.S. Pinheiro também foi incendiado por manifestantes. Houve confronto e 16 pessoas foram detidas pela Polícia Militar. Já no outro dia, logo após o enterro do menor, menores atearam fogo em um ônibus escolar, que ficou parcialmente destruído.
A previsão é de que o inquérito na Polícia Civil sofra atraso por causa do período de carnaval. Os cinco policiais que estavam na viatura da PM que atropelou o garoto foram afastados do serviço, segundo o comando regional da PM. Todos respondem a inquérito policial militar.

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