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28 de maio de 2020 | 03:48 pm

JW NEGA QUE TENHA TENTADO CALAR GABRIELLI NO CASO PASADENA

Tempo de leitura: 2 minutos
Wagner discursa em evento em Santa Cruz da Vitória (Foto Pimenta).

Wagner discursa em evento em Santa Cruz da Vitória (Foto Pimenta).

O governador Jaques Wagner negou que, junto com Lula, tenha tentado calar o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, quanto à defesa no caso da compra de uma refinaria nos Estados Unidos. “Eu não estou me metendo nisso”, disse durante visita a Santa Cruz da Vitória, no sul da Bahia, neste final de semana.
A suposta tentativa foi publicada no site do jornalista Cláudio Humberto, na última quinta (24). A compra é objeto de Comissião Parlamentar de Inquérito (CPI) no congresso. Além de negar a censura, Wagner elogiou a linha de defesa do hoje secretário de Planejamento da Bahia. “Gabrielli já foi ao Congresso Nacional, vai de novo e está muito seguro para esclarecer as coisas. Quanto ao presidente Lula [interferir], eu não sei”.
O governador baiano integrava o conselho administrativo da Petrobras à época da compra da Refinaria de Pasadena. A aquisição, defende, “era uma decisão correta” pelos dados apresentados. “Tanto que foi votado por unanimidade”, acrescentou. “Acho que essas coisas vão se esclarecer, até por que a Justiça americana negou uma das cláusulas que poderia ser prejudicial à Petrobras”.
O governador ainda defendeu investigação irrestrita ao afirmar que “tudo tem que ser esclarecido, investigado”. “Na verdade, você não encontra nenhum economista, conhecedor profundo do mercado de petróleo, que consiga fazer uma crítica definitiva e dizer que [a compra] foi um erro. Tudo é aposta”, disse, citando, por exemplo, investimentos em perfuração.
CRÍTICAS À OPOSIÇÃO
Wagner ressalta que a presidenta Dilma tem razão ao reclamar, como presidente do conselho da Petrobras, que naquela data não foram apresentadas todas as cláusulas do contrato. “É claro que, numa reunião do conselho, você recebe um resumo [do contrato]. Não vou prejulgar, dizer que foi de má-fé”.
A oposição, diz Wagner, está fazendo muita poeira agora por 2014 ser um ano eleitoral. “A oposição adora ter um assunto para falar. Alguns tentam aproveitar isso para desgastar, como se eles fossem partidos puros”.
Questionado pelo PIMENTA quanto aos prejuízos eleitorais do caso, Wagner relativizou. “Vamos medir isso adiante, por que nós já tivemos o mesmo problema ou tão grave em 2005, que foi o Mensalão, e o desempenho eleitoral em 2006 e 2010 foi muito bom”, afirmou.

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