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25 de maio de 2020 | 03:43 pm

GABRIEL, MEU FILHOTE

Tempo de leitura: 3 minutos

allah3Allah Góes | allah.goes@hotmail.com

Aquilo era apenas a antecipação do que viria a sentir dali a alguns instantes, pois quando chegou a minha vez de ser informado, chorei mais que da vez em que nasceu meu primeiro filho

Quem disse que a vinda de um segundo filho é tranquila e sem emoções, pois nada mais é novidade, tudo se repete, diz isto por nunca ter sido pai por uma segunda vez? Na segunda vez, a emoção do primeiro nascimento se intensifica, e aquilo que entendíamos como “experiência, repetição”, se esvai e a “tremedeira” vem a partir do momento em que a nossa esposa diz: “Chegou a hora!”.

De fato, o nascimento de Gabriel Jorge, nosso segundo filho, foi melhor planejado que o nascimento do primeiro filho, João Alberto, pois enquanto no primeiro nascimento eu me encontrava distante, lutando para chegar a Itabuna, com Gabo (como nós da família o chamamos), os cálculos feitos por Dr. Eduardo Leach, bateram certinho. Melhor, pudemos até antecipar, pois poderíamos esperar até o dia 29 de dezembro.

E assim, até mesmo para que não tivéssemos que passar o réveillon na Maternidade, ou que por conta das eleições de Mesas de Câmaras, estivesse eu fora da cidade, optamos por trazer “Gabo” ao mundo no dia 26 de dezembro, um dia após o Natal, um dia após o que seria o aniversário de 43 anos de casados de meus pais.

nascimentoEsta data também ficou interessante pois, como comentou meu amigo e colega de segundo filho em 2014, o qual também se chamou Gabriel, Gustavo Melo: “dia 25, nasceu o filho de Deus, e dia 26 nasceu o filho de Allah”. Brincadeiras à parte, até para não ser taxado de ser pouco cristão e estar fazendo graça com coisa séria, acredito que o destino escolheu o melhor dia possível para a vinda de “meu anjo”, e isto até por conta de gostar do simbolismo por trás dos números: 26, 12 e 14.

Desta forma, às 8 horas do dia 26 de dezembro, nos dirigimos à Maternidade Manoel Novaes, onde tão logo chegamos fomos encaminhados ao quarto, iniciando-se a “espera do grande momento”. E isto até próximo do meio-dia, pois parece que todo mundo resolveu “dar a luz” naquele dia (foram 7 partos antes do nosso), o que impossibilitou que pudesse acompanhar “ao vivo” o parto de meu segundo e último filho, pois não havia mais roupa apropriada para que eu pudesse entrar no centro cirúrgico.

Mas quem disse que a emoção foi menor por conta de não estar com a minha esposa, Alana, na “Sala do Parto”? Acredito até que foi maior a agonia de ficar na “Sala de Espera”, pois ali estavam outros pais que, como eu, ficavam aflitos a cada barulho de choro que transpassava a porta da “Sala de Parto,” imaginando, assim como eu: “Será que é o choro de meu filho?”.

Para você ter uma ideia da carga de emoção daquela antessala, quando a enfermeira veio informar que o “choro de neném” não era de meu filho, mas do filho de um outro angustiado pai, e que dali a alguns momentos traria aquele pequeno ser para que todos o vissem. Me uni ao choro de felicidade de seu pai, parecendo não alguém que acabava de conhecer, mas que era um amigo de longa data.

Mas aquilo era apenas a antecipação do que viria a sentir dali a alguns instantes, pois quando chegou a minha vez de ser informado, chorei mais que da vez em que nasceu meu primeiro filho e, agarrado à minha mãe, fiz uma oração à Deus, pedindo tudo de bom para meu “Gabo”.

Obrigado meu Deus por ter me dado a oportunidade de ter dois lindos e saudáveis filhos. Seja bem-vindo à nossa família, Gabriel Jorge, meu filhote.

Allah Góes é advogado e pai-coruja de Gabriel Jorge

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