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27 de maio de 2020 | 09:54 pm

VÍTIMAS DE FOFOCA

Tempo de leitura: 2 minutos

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

Na verdade Imperial fez o jogo sujo a serviço de Daniel Filho, diretor da Globo, numa vingança provocada por uma profunda dor de corno. Mário Gomes trabalhava numa novela e estava namorando a colega Betty Faria, mulher do poderoso diretor da emissora.

Você já foi vítima de fofoca ou calúnia? Estas maldades podem partir da vizinhança, trabalho, escola, igreja, partido ou do barzinho. Algumas vezes a mídia noticia sem antes investigar a denúncia, manchando a vida das pessoas caluniadas.

O casal Glória Pires e Orlando Morais já foi atingido. Uma nota num jornal acusava o músico de traição com a enteada, Cléo Pires, filha da atriz e de Fábio Júnior. Acrescentava que o episódio levou Glória à tentativa de suicídio.

Dizia também que, no contrato entre a Globo e Glória Pires, havia uma cláusula exigindo que Orlando Morais fosse autor de músicas nas trilhas sonoras das novelas que ela participasse.

A fofoca atingiu duramente a família, provocando hipertensão em Orlando. De onde partiu, não souberam. Mas entraram com ações na justiça contra os veículos que divulgaram. O drama é relatado num capítulo da biografia “40 anos de Glória”.

Outra bomba detonou a Escola Base em SP. O casal de proprietários foi acusado de abusar sexualmente de duas crianças. Divulgada pela Rede Globo sem a devida apuração, foi replicada por vários veículos.

A história foi desmentida, os órgãos de comunicação se retrataram, o casal entrou com ações na justiça. Mas o estrago já estava feito: escola fechada, dívidas, problemas morais e psicológicos.

O ator Mário Gomes também foi vítima. Uma nota afirmando que ele foi hospitalizado com uma cenoura no ânus repercutiu nacionalmente. Encaminhada pelo jornalista e produtor musical Carlos Imperial, a baixaria foi publicada no jornal Luta Democrática.

Afirmava o texto: “O másculo galã deu entrada na Maternidade Fernando de Magalhães para medicar-se de uma insólita ocorrência. Ele estava entalado com uma cenoura em local absolutamente sensível…”

Na verdade Imperial fez o jogo sujo a serviço de Daniel Filho, diretor da Globo, numa vingança provocada por uma profunda dor de corno. Mário Gomes trabalhava numa novela e estava namorando a colega Betty Faria, mulher do poderoso diretor da emissora.

O ator diz que “a nota foi uma cilada plantada por vingança porque eu e Betty Faria nos apaixonamos”. Ele compara a calúnia a “uma tentativa de assassinato”, lembrando que foi estigmatizado, apontado nas ruas e ficou longe das telas por longo tempo.

Marival Guedes é jornalista e escreve no Pimenta às sextas.

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