skip to Main Content
3 de junho de 2020 | 09:55 am

A SOCIEDADE NA UNIVERSIDADE

Tempo de leitura: 3 minutos

Naomar-de-AlmeidaNaomar Almeida | naomaralmeida@gmail.com

Vamos precisar do apoio de toda a sociedade sul-baiana para a realização desse complexo experimento de integração social territorial. Sabemos que experiências similares foram bem sucedidas em outros países, em outras regiões do Brasil,

O Conselho Estratégico Social (CES) é um órgão consultivo que tem a função de apreciar os planos de desenvolvimento institucional da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Faz parte do Colégio Eleitoral para a Reitoria e tem papel importante na eleição dos futuros reitores.

Contamos com participação de todos os segmentos da sociedade sul-baiana: universidades públicas (UESC em destaque), parceiros institucionais (Ceplac à frente), empresários (os CEOs das maiores empresas que atuam na região), as duas associações de Prefeitos da região (presentes os Presidentes da AMURC e da APES), representantes dos estudantes secundaristas (ABES e UBES presente), dos professores da educação básica, dos sindicatos, dos quilombolas, dos povos indígenas, dos movimentos sociais, das ONGs ecológicas.

Ao que sabemos, somos a primeira universidade brasileira a contar com tão relevante dispositivo de governança democrática, empoderado a ponto de participar do processo de escolha do dirigente máximo da instituição.

A posse dos conselheiros foi um evento marcante e as reuniões são momentos muito enriquecedores e participativos, coroando o dedicado trabalho de mobilização da Pró-Reitoria de Sustentabilidade e Integração Social (PROSIS). A equipe da Pró-Reitoria de Tecnologia de Informação e Comunicação (PROTIC) tem contribuído com impecável link webconf (que permite a presença virtual de quem se encontra em sítios remotos, como por exemplo o Conselheiro Walter Schalka, CEO da Suzano Celulose, desde São Paulo) e com o registro em vídeo de alta qualidade de todos os eventos. Nossos conselheiros sociais elogiam muito essa iniciativa e reconhecem sua legitimidade política como espaço de integração social. Joelson do MST, Tidinha, liderança do Quilombo de Helvécia, e o Cacique Aruã foram eleitos como representantes (titular e suplentes) do CES no Consuni da UFSB.

Aprovamos a realização do I Fórum Social da Região Sul da Bahia, no mês de setembro, em Porto Seguro. Grupos de Trabalho foram compostos para seu planejamento e organização, sob a liderança dos representantes empresariais e institucionais. Será um evento de grande porte.

Nossos conselheiros estimam que, das organizações e entidades por eles representadas e capilarizadas, devem comparecer entre 800 e 900 delegados. Vamos precisar do apoio de toda a sociedade sul-baiana para a realização desse complexo experimento de integração social territorial. Sabemos que experiências similares foram bem sucedidas em outros países, em outras regiões do Brasil, e que esta, com o apoio dos governos estadual e municipais, poderá ser estendida a outras regiões do Estado da Bahia. Faremos audiências públicas durante os encontros preparatórios do Fórum Social da UFSB: no Campus Jorge Amado, aqui em Itabuna, será em 24 de Julho, abrindo o calendário dos festejos do aniversário da cidade.

Muito tem se discutido sobre integração social da universidade, porém realizações concretas nesse sentido são limitadas: em geral cursos e atividades extra-muros chamadas de extensão como modelo de abertura da instituição de ensino superior à diversidade social e política. Nossa UFSB lida com essa importante questão de um modo mais radical.

Por um lado, através da Rede Anísio Teixeira de Colégios Universitários, capilariza no território seus cursos e programas de ensino. Em vez de obrigar a juventude da região a vir para dentro dos campi, levamos a Universidade aonde a juventude está, nos pequenos municípios, nas áreas de baixa renda, nos quilombos, aldeias e assentamentos.

Por outro lado, por meio do Conselho Estratégico Social e do Fórum Social, traz os diferentes setores e segmentos sociais para dentro da Universidade, empoderando-os efetivamente, visando a uma verdadeira e responsável participação da sociedade na governança institucional da instituição pública de ensino superior. Afinal, não é sempre que se encontra a sociedade na universidade.

Naomar Almeida Filho é reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

Esta publicação possui 2 comentários
  1. A sociedade brasileira já a longos anos é extremamente intrínseca com as universidades,cuja criação desde 18O8 com a vinda da família real portuguesa,pala qual criou no Rio de janeiro,a Escola Anatômica Cirúrgica e Medicina e em 18O8 e aqui na Bahia,criou a Escola Cirúrgica da Bahia,em 18O8,em 1816,Academia Médico Cirúrgico da Bahia e a 1ª faculdade de medicina da América latina,em 1832.
    (Apd.Lobo 1964,pag.12)

    longos anos se passou e um longo salto sobre universidade o Brasil deu no período Imperial,contudo,sobre universidade só ficou no salto,o que o salto para
    o domínio da ciência e da tecnologia cuja ciência faz a diferença no desenvolvimento de uma nação e nem o anunciado se quer retrata.

    Uma nação que olha para o futuro investe ao nascer dos seus filhos,investimento na pré-escola,a partir dos 4 anos,ensino fundamental e médio,eu lhes pergunto; O que fizeste nestes últimos 12 anos de “governo” com a nata do futuro do Brasil que são as crianças?

    Eu respondo. O governo deu a prostituição e cocaína a esta nova geração,pela qual,o jovem não chegam aos 18 anos,agora querem até transformá-lo em adulto com
    16 anos e logo com 11 anos e por ai vai…

    Esta nova geração pode entrar numa universidade? Se a nova geração nem educação
    de qualidade as têm? Esta nova geração nem sabe quem descobriu o Brasil? Ainda
    mais o que significa o 2 de Julho.

    São incapazes de interpretar três linhas de um texto! Portanto,este anunciado cujo viés e um perfeito embuste para tapear os baianos,cuja teoria do autor do anunciado,são de viés de países que nada representa a respeito de domínio das ciências e das tecnologias.

    O autor sabe muito bem o que escrevo,cujas ideias do anunciado se fosse sérias,o mesmo não participava desta farsa e embuste da política sobre educação do próprio governo que há 12 anos desgoverna o Brasil.

    O que é lamentável,não é só na educação que vive podre, são todos os setores do “governo” e não têm nenhuma perspetiva se quer igualar uma china,nem quero falar numa Alemanha ou outros países cuja prioridade são as crianças e adolescência,esta casta social é o futuro do mundo. Quem manda no mundo é quem detém o domínio da ciência e tecnologia,para isso precisa investir nas crianças e adolescentes de uma nação.

    O Brasil parou em educação,uma vez que,o salto foi dado pela família real brasileira,mas infelizmente nenhum governo e precisamente este que estas de plantão há 12 anos,só faz embuste e tapear igualmente este anunciado,o que me leva a crer que é mais um deputado na próxima eleição.

Deixe seu comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back To Top