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12 de junho de 2021 | 08:57 pm

VOCÊ CONSEGUIU DORMIR BEM ESTA NOITE?

Tempo de leitura: 2 minutos

dr gustavo2Gustavo Leal de Lucena Tavares

A maioria das pausas respiratórias não é passível de ser observada durante o sono sem o monitoramento adequado feito em um Instituto do Sono

A correria e do stress do dia a dia, associado à alimentação de má qualidade, levando ao sobrepeso e obesidade de grande parcela da população, acabamos desenvolvendo distúrbios que nos impedem de obter uma boa noite de sono.

Os distúrbios mais frequentes são o ronco e a apneia do sono (Síndrome da Apneia e Hipopneia Obstrutiva do Sono – Sahos). A Apneia do sono é uma parada na respiração, durante o sono, maior ou igual a 10 segundos. Quanto maior o número de apneias, maior a gravidade do quadro clínico.

Os sintomas mais frequentes da Sahos são sonolência excessiva diurna, fadiga, sensação de sono não reparador, alterações do afeto, humor e comportamento em geral (depressão, ansiedade e irritabilidade) e alterações cognitivas (piora da concentração, atenção e memória).

Quando este quadro se apresenta e não é diagnosticado nem tratado com eficácia, pode resultar em alterações metabólicas no organismo e, consequentemente, em alterações hormonais, obesidade, aumento do colesterol e triglicérides, hipertensão arterial e arritmias cardíacas.

Há, ainda, risco de o paciente sofrer doenças cardiovasculares (infarto, angina) e cerebrovasculares, comparáveis ao risco oferecido pelo tabagismo e obesidade. Inclusive, está claro na medicina atual que o tripé apneia do sono-obesidade-hiperaldosteronismo (um hormônio) dificulta o controle da pressão arterial de muitos indivíduos, levando ao quadro de hipertensão refratária.

Na suspeita do distúrbio do sono, um otorrinolaringologista deve ser consultado, pois a maioria das pausas respiratórias não é passível de ser observada durante o sono sem o monitoramento adequado feito em um Instituto do Sono. Por isso, caso perceba um ou mais dos sintomas correlacionados abaixo, procure um médico especialista o mais breve possível.

1. Você ronca?
2. Engasga ou fica sem ar durante o sono?
3. Alguém lhe disse que você parou de respirar enquanto dormia?
4. O seu peso mudou nos últimos 5 anos?
5. Cochila com facilidade?
6. Sente dificuldade de concentração?
7. Tem tido dificuldade de memória?
8. Tem dores de cabeça pela manhã?
9. Tem se sentido depressivo?
10. Irrita-se com facilidade?
11. Tem tido insônia ultimamente?

Gustavo Leal de Lucena Tavares é medico otorrinolaringologista, cirurgião plástico facial e diretor do Otoclin (Centro Avançado de Otorrinolaringologia e Instituto do Sono).

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