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15 de julho de 2020 | 02:09 am

PARA ADVOGADO, DIRCEU É USADO COMO “BODE EXPIATÓRIO” NA LAVA JATO

Tempo de leitura: 2 minutos
Podval diz que cliente é "bode expiatório" em processo (Foto Wilson Dias).

Podval diz que cliente é “bode expiatório” em processo (Foto Wilson Dias).

O advogado Roberto Podval, que defende o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, disse, em entrevista à imprensa, em Brasília, que vai tentar reverter a prisão de seu cliente determinada nesta segunda-feira (3) pelo juiz federal Sérgio Moro. “Nós vamos recorrer e tentar reverter uma decisão, a meu ver, equivocada. A prisão foi para dar um exemplo, e não pelos fins de uma prisão preventiva”.

Para o advogado, Dirceu está sendo usado como “bode expiatório” no processo da Lava Jato. “Ninguém fala de uma única conta ou movimentação do Dirceu no exterior. Não fala porque não tem. Colocam ele como o grande responsável do Petrolão. Estão buscando um bode expiatório no processo. Podem odiar ele, falar o que quiser dele, mas não havia fundamento para a prisão. Parece-me exagerado, equivocado, injusto.”

De acordo com o advogado de José Dirceu, a prisão foi em decorrência da pressão popular e não pela existência de fato novo que justificasse a decisão do juiz federal Sérgio Moro. “Há um movimento, uma pressão popular, e ela cai em cima do juiz, que é cobrado pela população. Não vou culpar o juiz Sérgio Moro. Não acho que ele esteja fazendo política, mas acho que ele, como qualquer ser humano, está reagindo à pressão popular”, disse. “Nada de novo aconteceu para justificar, agora, a prisão. O que mudou no processo de 60 dias para hoje? Absolutamente nada”, completou.

O advogado chegou a comentar que seria melhor Dirceu ficar preso em Brasília, em função da proximidade com a família. “Para a família, que vive em Brasília, facilita. Para mim, nada é bom. Prisão aqui ou em outro lugar. Aqui não tem vitória. Fomos derrotados com relação a ele ser preso. Estamos tentando deixar a coisa mais cômoda dentro do que é ruim”.

TRANSFERÊNCIA PARA CURITIBA

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou esta noite a transferência de Dirceu para a carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Ele foi preso hoje na 17ª fase da Operação Lava Jato, em Brasília. Como a decisão foi tomada por volta das 20h, a transferência deverá ocorrer amanhã (4).

A PF aguardava a autorização do Supremo a fim de transferi-lo para a capital paranaense, onde estão outros presos na Lava Jato. A decisão de Barroso, relator das execuções penais dos condenados no processo, é necessária porque Dirceu cumpre pena em regime aberto por ter sido condenado na Ação Penal 470, do processo do mensalão.

No ofício enviado a Barroso, o juiz Sergio Moro justificou que a transferência é importante para as investigações, pois os processos referentes à Lava Jato tramitam na Justiça Federal em Curitiba. Da Agência Brasil.

Este post tem um comentário
  1. O Dr.Advogado na cátedra do seu ofício deve se esmerá-los,é extremamente normal na defesa do seu cliente.

    Um assunto que envolveu-me,citarei como exemplo; há mais ou menos há um ano,numa audiência aqui no poder judiciário em Itabuna,um Dr.advogado me defendendo e um procurador do estada defendendo o estado,cujo agente um servidor público.

    Após à audiência o procurador me procurou e disse me,que acreditava em tudo o que eu disse,bem como tudo o que ocorreu,porem,pediu desculpa a me, que o mesmo é pago pra defender o estado da Bahia.

    O quanto isso,eu só aguardo à sentença do magistrada,fato este que já se vão,7 anos e o que o Dr.Advogado do Zé Dirceu,deve comentar as mesmas ideias do procurador do estado da Bahia,que defendeu o mesmo,aqui em Itabuna.

    Voltando o conteúdo do anunciado; o que se pode pensar diante de tantas provas e
    evidências robustas contra Zé Dirceu,o que vou citar as palavras do advogado e político,Roberto Jefferson.

    “Eu tenho pena do Zé Dirceu…O juiz Sérgio Moro,deve ter prova contundente. Ele
    não joga para plateia. Aquela rapaziada do Ministério Público é muita séria,sem
    extremismo,elogiou Jefferson.

    Fonte. O Estadão. O3/O7/2O15.

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