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24 de fevereiro de 2021 | 02:18 pm

LEONEL BRIZOLA E AGNALDO TIMÓTEO

Tempo de leitura: 2 minutos

marivalguedesMarival Guedes | marivalguedes@gmail.com

 

Brizola pediu paciência. O deputado esbravejou: “Tive 600 mil votos, porra, e exijo o que tenho direito”. Disse mais alguns desaforos. Segundo testemunhas, Brizola reagiu: “Fica calado, seu boca suja”.

 

O cantor Agnaldo Timóteo voltou a provocar polêmica ao criticar duramente o senador Aécio Neves. O artista que “estourou” nacionalmente com a música Meu grito (Roberto Carlos) foi introduzido na política por Leonel Brizola (1922-2004).

Quando se candidatou ao governo do Rio de Janeiro (1982), Brizola disse que pretendia colocar na Câmara Federal um índio, uma mulher e um negro. Foram eleitos Agnaldo Timóteo e o único índio da história do Brasil, para o Congresso Nacional, o cacique Mário Juruna.

Brizola e Timóteo tinham em comum o estilo “falo o que penso e não levo desaforo pra casa”, mas divergiam no conteúdo. O primeiro, um político progressista. O artista, conservador. Ou seja, uma relação que tinha tudo pra não dar certo. E não deu.

Logo após a posse, Brizola reuniu seu grupo e explicou as prioridades para os primeiros dias do governo. Agnaldo Timóteo reivindicou financiamento de 100 mil dólares para montar uma gravadora e 30 empregos para cabos eleitorais.

Brizola pediu paciência. O deputado esbravejou: “Tive 600 mil votos, porra, e exijo o que tenho direito”. Disse mais alguns desaforos. Segundo testemunhas, Brizola reagiu: “Fica calado, seu boca suja”. No entanto, Agnaldo disse aos veículos de comunicação que Brizola falou “crioulo boca suja”.

Na eleição indireta para a presidência da República quando Tancredo Neves e Paulo Maluf disputaram os votos do Congresso Nacional, o deputado Agnaldo Timóteo se aliou a Maluf. O Pasquim, com sua irreverência característica, estampou a manchete: “Preto safado apoia branco idem”.

Voltando à crítica ao senador Aécio Neves, Agnaldo Timóteo, comentando sobre o momento político num debate numa emissora de TV, disparou: “Este playboyzinho de Copacabana e Ipanema está agindo como um moleque. Este moleque está querendo que meu país pegue fogo. E eu não quero que meu país pegue fogo, porque pode haver conflito, pode haver morte.”

Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

Esta publicação possui 3 comentários
  1. A política é uma ciência política,portanto a mesma,não pode e nem deve viver intrínseca com amizade ou admirá-lo alguém ou mesmo entre família.

    A política é a política,a convivência é passageiras,a não ser que as ideias são equânimes ou de interesses…O que ambos pode caminhar juntos um caminho mais longo.

    O que não pode e nem deve se confundir amizades com políticas,exemplo;vou votar em te,por ser meu amigo,vou votar em te por ser meu marido ou mulher.

    Vou apoiar fulano ou beltrano por ser meu parente,não deve e nem pode ser assim,
    o que deve ser e prevalecer é o caráter da pessoa e o proposito.

    No que se trata do anunciado,sobre Agnaldo Timóteo,como cantor é uma entidade,eu sou apaixonado por o artista,suas músicas são indeléveis.

    Como político é pior do que um cachorro,uma analfabeto,fala coisa com coisa,é uma zero a esquerda,pode jogar o político na lata da latrina.

    Agora como cantor,artista pode levar aos céus,beijo Agnaldo Timóteo,te amo por demais,se no mundo contar 6 cantor melhores do mundo,você está entre os 6 artistas consagrados do planeta.

  2. É o ciclo político, meu caro. Infelizmente, a análise do próprio discurso vem atrasada (quando vem). Nesta semana, inclusive, o senador Cristovam Buarque relembrou em seu facebook uma das pérolas do ex-presidente Lula:

    “Lula atrasado.

    Ontem o ex-presidente Lula fez um palestra em Brasília com 12 anos de atraso: sobre educação. Falou que os filhos dos pobres e os filhos dos ricos deveriam ter escolas iguais; que filhos dos parlamentares devem estudar na escola pública; que não investir em educação provoca um custo da omissão; que educação não é gasto, é investimento; e que é preciso federalizar a educação, usando claro o eufemismo de pacto federativo. Pena que ele não tenha aceito nenhuma destas idéias em 2003 e demitido o ministro que tentava convence-lo disto; que tenha demorado tanto para dizer e não tenha parecido realmente convencido; e pena também que a presidente Dilma não estivesse na palestra.”

    (Fonte: https://www.facebook.com/Cristovam.Buarque/posts/967332856642978)

  3. prezada,comentarista ,Tatiana.S.

    O que é essencial as informações;a mesma é vida! O que milhares de eleitores e eleitoras extremamente desenformada e extremamente analfabeta de tudo,que alimenta
    mequetrefes do estirpe deste verme,cujo nome de Lula Lalau.

    Tatiana S. Parabéns!

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