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19 de abril de 2021 | 03:28 am

UM PESO, DUAS MEDIDAS – O GUERREIRO SANGRA

Tempo de leitura: 2 minutos

josé januárioJosé Januário Neto | netto_felix74@hotmail.com

 

É uma guerra civil velada. As polícias estaduais não mais lutam contra o insurgente ou subversivo. A guerra é declarada e desamparada pelo Estado e por autoridades que deveriam combatê-las.

 

 

Nos últimos meses, vivenciamos acontecimentos de extrema violência, principalmente contra o cidadão. Não obstante, nesse turbilhão está o policial militar que, como qualquer profissional, tem sua carga humana diária, o estress, o desvio de conduta, o descompromisso ou a abnegação ao serviço público.

Toda ação mal planejada, eivada de maldade com o intento de fraudar um outro crime, resultará em desdobramentos para toda classe policial. No pensamento popular, fica a ideia que a formação do profissional de segurança pública é ineficiente, precária e não surtirá o efeito desejado.

Perdurará por alguns anos para a minoria dos profissionais da imprensa que toda ação policial é semelhante às que eram cometidas na época da ditadura com repressão política. As polícias têm na atualidade, dentro das suas especificidades, cada uma a sua missão constitucional.

Às Polícias Militares cabe o policiamento ostensivo; as Polícias Civis, a investigação e persecução criminal; e a Polícia Federal, investigação de grande monta com conexões nacionais e internacionais contra a União, a sociedade, o cidadão e a ordem financeira. Já a Polícia Rodoviária Federal, a prevenção e fiscalização das rodovias federais e amparo às ações da Policia Federal e/ou Justiça Federal.

Dito isso, entraremos num tema que recentemente vem trazendo inquietude aos policiais de modo geral: a valorização da vida, seja ela qual for. Nas grandes mídias sempre é descoberto, mostrado, exibido policiais fraudando local de supostos confrontos, agressão verbal, abuso de poder e tortura. Não que a investigação jornalística tenha que sofrer retaliações e supressão em seu conteúdo a ser exibido.

A discussão é o valor da vida do policial. As polícias, como disse antes, órgãos diretos da administração pública, possuem corregedorias internas que incessantemente realinham, readequam aquele servidor faltoso à sua normalidade ou punirá com pena de demissão para casos mais gravosos.

No Estado da Bahia, vários profissionais de segurança morreram durante o ano de forma covarde. No Rio de Janeiro, um PM foi rendido, torturado, morto e arrastado cruelmente por toda a comunidade.

É uma guerra civil velada. As polícias estaduais não mais lutam contra o insurgente ou subversivo. A guerra é declarada e desamparada pelo Estado e por autoridades que deveriam combatê-las.

A repercussão da morte de um policial no país não tem o mesmo peso como qualquer outro cidadão ou indivíduo que viva à margem da lei. Pesa sobre os ombros do Homem da farda ou distintivo a obrigação em dar a vida pela sociedade.

Há uma subvalorização do seu esforço laboral e da sua vida, são os únicos servidores públicos que possuem o dever de morrer. Isso mesmo! Morrer para salvar terceiros. Não há meio termo.

É necessário valorizar e dignificar esses homens e mulheres, reprimir de maneira exemplar as ações cometidas contra os policiais. A morte de um agente estatal atinge a Democracia e todo o Estado brasileiro.

José Januário Neto (Soldado Neto) é policial militar e bacharel em Direito.

Esta publicação possui 7 comentários
  1. “O Guerreiro Sangra” É preciso por fim a este epíteto e os demais;”pesa sobre os homens de farda ou distintivo a obrigação em dar a vida pela sociedade”e as nossas mulheres de saias e distintivos? “são os únicos servidores públicos que possuem o direito de morrer.Isso mesmo! Morrer para salvar terceiros.”

    Se queres uma polícia amada pela sociedade,se faz necessário que acabe com estes
    epítetos que vira paradigma na formação do policial,os mesmos se tornam nocivos aos próprios policiais,pelo fato de se ver um ser superior. Morrer pra salvar terceiros,até um cachorro faz.

    O grande mau das polícias,são causadas pelas próprias polícias e as mesmas não se dão conta deste câncer. Um policial deveis exercer o ofício de agente de segurança pública como um sacerdócio das leis e agindo desta maneira o sujeito que cometeu o delito saberá reconhecer o dever do policial.

    Agora vem o câncer das polícias o grande mau; Humilhar o sujeito,bater,forjar prisão,tratar o sujeito pior do que trata um cão e o policial se achar que é super homem,eis ai a reação do sujeito odiar a polícia cujos reflexo são os assassinatos de policiais.

    O quanto outros sujeitos equilibrados que foram vítimas de policia entra na justiça por danos morais, imagine quantos processos estão aguardando sentença
    do magistrado? Eu mesmo estou aguardando.

    A mídia nos mostram a maneira que as polícias agem diante de um sujeito que cometera um delito,estes policias,cujas ações são deprimente,agem piores de que qualquer criminoso e facínora.

    Entretanto,à realidade pelas quais as ações policias são realizadas entre 1O ações,uma desta foi dentro da lei,é uma prova inconteste pelas reações dos sujeitos que busca a vingança assassinando os policiais,como exemplo; o policial que foi assassinado na porta do correio, em São José da Vitória,próximo a Buerarema e outro policial Rodoviário Federal,com 7 meses de polícia,assassinado
    na Pituba,Salvador,ambos inocentes,porem, o sujeito odeiam qualquer policial e se viga com quem encontrar pela frente.

    ” A morte de um agente estatal atinge a democracia e atingem todo estado brasileiro” é um exagero tal reflexão,uma vez que as policias vem agindo tal qual e pior do que o sujeito que comente o crime.
    Quando as ações das polícias forem todas legalistas e como o sacerdócio do cumprimento das leis se faz jus a reflexão.

  2. A mentira dita pelo bandido vira verdade e a verdade dita pelo policial é sempre mentira. Não se investe numa policia técnica eficiente e nem se dá aos policiais militares as condições de trabalho desejáveis. Não estamos querendo justificar desvios de condutas que existem em todos os setores, mas é preciso ivestir para que tenhamos um policiamento satisfeito e reconhecido.
    O comentário é pértinente e nada dito causou estranheza e está fora do contexto. Tudo real!

  3. Desabafo de um militar carioca.
    29 de abril de 2014 por carlosrobertodia
    Desculpem, mas me permitam um desabafo.
    Tô cansado da inversão de valores deste país.
    A Globo se já não bastasse o desserviço que presta dedica horas da sua programação, a exemplo desse programa ‘educativo’ da Sra Regina Casé, em homenagem ao tal do DG. Pra quem não sabe a verdade dos fatos, uma vez que pra imprensa manipuladora é preferível omitir, o sr DG participava de um churrasco na favela, onde também estava ‘Pit Bull’, um dos traficantes mais procurados pela polícia, chefão do tráfico da Pavão Pavãozinho, em Copacabana.https://policialdopovo.wordpress.com/2014/04/29/desabafo-de-um-militar-carioca/535605_496564367044302_1742672727_n/#main
    A PM foi alertada por denúncia, chegou e foi recebida com tiros pelos seguranças do traficante pra fazer a ‘contenção’ e possibilitar a fuga de ‘pitt bull’. Quem estava na festa fugiu como pôde, o tal do DG e um amigo tentaram pular para a laje de uma creche no meio do tiroteio. Atingido, o DG bateu num muro e caiu na creche. Pois é, vejam com quem andava o DG, e olha q isto não me surpreende, visto q em janeiro o dançarino postou homenagens em sua página do facebook ao traficante Patrick Costa dos Santos, vulgo Cachorrão, morto em confronto com a Polícia.

    Na postagem o DG dizia: “PPG tá de luto, e os amigos cheios de ódio na veia, mais tarde o bico vai fazer barulho…Saudades eternas Cachorrão!”

    https://policialdopovo.wordpress.com/2014/04/29/desabafo-de-um-militar-carioca/

  4. Reconhecemos as falhas da dita “polícia despreparada” e conclamamos nossos amigos a entenderem que trata-se de algo cultural que atinge não apenas a surrada PM, mas a todos nós… os médicos não se sentem superiores a seus pacientes SUS?! Pense, instante em que os observam de cima para baixo quando necessitam de apoio e saúde; Os bancários ante um cidadão sem polpuda conta não se sentem superiores a informa-los, por exemplo, suas dúvidas pela metade, deixando o inditoso a ver navios dentro das agencias, muitas vezes expostos as interpretações de uma secretária programada ou máquina de auto atendimento ?! Os funcionários públicos, via de regra, não se sentem superiores aos cidadãos ?! Pense… vá a uma prefeitura e solicite um serviço e veja que “raio” de tratamento e atendimento vc receberá. Ora queridos, TUDO ISSO NÃO É VIOLÊNCIA !!! A polícia é parte de nós… é ou não é ?! Agora querer tapar o sol com a peneira e dizer que está tudo bem enfrentar a criminalidade do jeito que estes ditos “homens e mulheres de distintivo” fazem, sem apoio social ou moral, expostos aos riscos e com vencimentos acachapantes, rs rs. Ora, deixemos de hipocrisia, a polícia é o filtro de uma sociedade imunda e como querem que esteja o filtro de água que está em sua cozinha após décadas de uso e sem manutenção, limpinho !!! Rs. Me dá uma caneta aí meu vizinho… deixa eu assinar a minha nota… assino embaixo.
    ZÉ.

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