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4 de abril de 2020 | 06:30 pm

APÓS 20 ANOS, PORTO DE ILHÉUS INICIA OPERAÇÕES PARA EXPORTAR CACAU

Tempo de leitura: 2 minutos
Navio levará seis mil toneladas de cacau sul-baiano para a Holanda (Foto Pimenta).

Navio levará seis mil toneladas de cacau sul-baiano para a Holanda (Foto Pimenta).

A carga é histórica e carregada de simbolismo. Após 20 anos, o sul da Bahia volta a exportar cacau. As seis mil toneladas do produto começaram a ser embarcadas, no Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus, na manhã desta quarta-feira (27).

O carregamento deverá ser concluído no próximo final de semana, entre sábado (31) e domingo (1), quando o Navio Achtergracht, de bandeira holandesa, zarpa em direção a Amsterdã.

A operação será marcada, também, pelo ineditismo, de acordo com fontes da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba). O cacau será exportado a granel. Isso para ganhar tempo, evitando um reenvase por causa da falta de padronização das sacas. A exportação será feita pela Cargill, que tem parque moageiro em Ilhéus, e enviará a carga para a sua unidade naquele país europeu.

AUTOESTIMA

A operação levanta a autoestima do produtor em um período de alta na produção e na cotação do cacau nas bolsas internacionais – e com a arroba sendo comercializada, em média, a R$ 140,00 no eixo Ilhéus-Itabuna.

O produtor e presidente do Sindicato Rural de Ilhéus, Milton Andrade, ressalta pontos positivos e negativos da operação. Para ele, a exportação é um reconhecimento da qualidade do produto brasileiro e aponta, ao mesmo tempo, que há excedente no mercado. Caso as operações de exportação sejam contínuas, os reflexos serão ainda mais positivos para a região, na análise de Milton.

DESÁGIO

Milton enxerga como ponto negativo o deságio de, aproximadamente, 1,4 mil dólares por tonelada paga pela Cargill. O deságio faz com que deixem de ser movimentados em torno de R$ 576 milhões na Bahia e mais de R$ 1 bilhão em todo o país, quando computadas as produções do Pará, Amazonas, Rondônia e Espírito Santo.

Homens em operação de embarque de carga de cacau no porto ilheense (Foto Pimenta).

Homens em operação de embarque de carga de cacau no porto ilheense (Foto Pimenta).

Hoje, de acordo com estimativas do mercado, há excedente de, pelo menos, 60 mil toneladas de cacau no país, em parte como reflexo do excesso de importação no ano passado, quando as indústrias moageiras trouxeram 40 mil toneladas do produto no mercado africano.

Apesar da arroba do cacau atingir um dos melhores preços dos últimos anos, os cálculos de Milton apontam para um deságio de R$ 50,00 por arroba pago pela indústria ao produtor sul-baiano. “O preço justo da arroba do cacau, hoje, seria R$ 190,00”, diz em entrevista ao PIMENTA. A íntegra poderá ser conferida nesta semana.

Esta publicação possui 2 comentários
  1. Ô Pimenta, esta sua materia esta equivocada. Nao existe INEDITISMO nesta exportação. O que existe mesmo é LUDIBRIAÇÃO, do verbo LUDIBRIAR (enganar, falsear.etc) Nós cacauilcutores, estamos vivendo a nossa pior fase de nossas vidas, nao estamos sobrivendo com a venda de materia prima a R$140 reais a arroba. Tenho certeza que a Cargill está rindo da sua cara porque da minha ela nao ri há muito tempo. Estou ACHOCOLATADO “for many years” sacou. Se liga, O PAÍS QUE VENDE MATERIA PRIMA VAI CONTINUAR NA MERDA.

    Da Redação: O “ineditismo”, Jeca, está na forma de exportação. O título já fala em retomada de exportação, após 20 anos. Talvez a leitura tenha sido apressada e não tenha lido as ponderações do Milton Andrade, do Sindicato Rural de Ilhéus.

  2. Eis aqui uma realidade cuja bandeira do navio holandesa e a carga para Amsterdã,
    uma transação comercial transparente,por outro lado não há nenhuma transparência
    sobre os bois para a Venezuela.

    O que se trata de um navio de bandeira libanesa transportando gado para a Venezuela,se não fosse o acidente que causara a morte de milhares de boi ninguém
    iria saber.

    São indagações que o povo brasileiro quer saber; aqui no Brasil o povo estão faminto pelo um prato de feijão e não pode se quer comer ovos,carne é artigo de lixo.

    O governo do PT enviando gado e sustentando aquele povo venezuelano e o nosso na miséria,por quê?

    A fiscalização dos portos ou seja a guarda costeira a Marinha do Brasil para impedir uma tragédia,por quê não fiscalizou?

    O povo brasileiro tomou conhecimento após o desastre,o que não é o nosso caso cuja embarcação de cacau para os nossos ex-dominadores são transparentes,o que
    a comercialização de gado para a Venezuela não foi transparente,por que?

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