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12 de agosto de 2020 | 08:00 pm

LUIZ GAMA, MENSAGEIRO DA ABOLIÇÃO

Tempo de leitura: 2 minutos

Durval Filho - diretor da Biblioteca Afrânio Peixoto - Foto Walmir Rosário (1)Durval Pereira da França Filho

 

Fugiu para São Paulo e lá conquistou a liberdade, aos 17 anos. Em 1848, assentou praça no Exército, depois se tornou tipógrafo e escrivão da Secretaria de Polícia, de onde foi demitido por integrar o Partido Libertador.

 

No momento em que se comemora o dia da consciência negra, 22 de novembro, vale uma justa homenagem a um dos maiores mensageiros do abolicionismo do Brasil, Luiz Gama, um Negro baiano que, segundo as palavras de Rui Barbosa, foi “um coração de anjo,… um espírito genial, uma torrente de eloquência, um coração adamantino, personagem de granito, aureolado de luz”.

Nasceu em Salvador, no dia 21 de junho de 1830, filho da africana liberta Luiza Mahim e de um português que, por motivos óbvios, o filho não quis identificar. Nasceu de ventre livre, mas o pai, um fidalgo empobrecido pelo jogo, de péssimo caráter, o vendeu como escravo, quando ele tinha apenas dez anos de idade.

Luiza Mahim era uma pagã de formação islâmica, que nunca aceitou a doutrina cristã. Vivia como quitandeira, e foi presa várias vezes suspeita de envolvimento em movimentos insurrecionais, como a Revolta dos Malês de 1835. Em 1837 foi para o Rio de Janeiro e nunca mais voltou à Bahia, embora o filho a tivesse procurado, sem resultado.

Luiz Gama foi levado para o Rio de Janeiro, onde foi escravo de um português de sobrenome Vieira, comerciante, por cuja família foi bem tratado. Contudo, apesar do carinho e dos cuidados que recebia, foi entregue a Antônio Pereira Cardoso, um negociante e contrabandista que, posteriormente, foi preso por haver deixado alguns escravos morrerem de fome em cárcere privado, e suicidou-se. Depois disso, ninguém queria comprar Luiz Gama, porque era baiano e os escravos baianos não tinham boa fama. Mesmo assim, aprendeu a ler e escrever, a trabalhar como copeiro, sapateiro e a costurar roupas.

Fugiu para São Paulo e lá conquistou a liberdade, aos 17 anos. Em 1848, assentou praça no Exército, depois se tornou tipógrafo e escrivão da Secretaria de Polícia, de onde foi demitido por integrar o Partido Libertador. Dedicou-se ao jornalismo e, impedido de matricular-se na Faculdade de Direito, provisionou-se como advogado, tornando-se defensor da causa dos escravos e conseguindo a libertação de mais de 500 deles.

Ganhou fama e notoriedade. Foi um dos fundadores do Centro Abolicionista e do Partido Republicano de São Paulo e filiou-se também à maçonaria. Era um dos oradores do Clube Radical Paulistano. Através de sua produção poética, satirizou de forma violenta as pessoas da Corte. Recebeu o apelido de Bode, por causa de sua cor e do cavanhaque que usava. Mas na memória do povo brasileiro e, em especial do baiano, um nome se coloca em realce nessa galeria de guerreiros em favor da liberdade, da integração e da reabilitação do negro e contra a opressão – Luiz Gonzaga Pinto da Gama.

Faleceu em São Paulo, de diabetes, no dia 24 de agosto de 1882.

Durval Pereira da França Filho tem formação em História e é membro da Academia de Letras e Artes de Canavieiras (ALAC).

Este post tem um comentário
  1. O grande dia dos negros foi a lei Áurea,uma vez que aboliu o cativeiro dos negros,porem,esta dada nenhum brasileiro se lembra,até o comentarista deste anunciado,o que é intrigante,é o comportamento dos negros esquecer o dia que saiu do cativo.

    É o dia dos negro,dia da consciência negra e por ai vai e todos mancomunado com verme e bandido chefe de ladrões dos cofres público do Brasil,Lula Lalau e este marginal é homenageado.

    Será que os negros não sabe viver sem a cultura de suas ancestralidades,os mesmos faziam mau a se próprio,era guerreando contra o próprio negro e dominando
    escravizando e vendendo para os brancos traficantes e vindo pra Brasil como bichos.

    Será que os negros ainda não adquiriu ter consciência? Pra saber o certo e o errado? Pra então ter um norte de suas vidas,meu Deus! Até quando os negros vão
    ser manipulados por esta corja do PT e dos comunistas,o que os comunistas fazem?
    Escravizar os negros,assim é em Cuba e onde os comunistas detém o poder.

    O PT manipula e só faz roubar o Brasil com os brancos,os negros o PT traz na espora,igual as origens dos negros,serem humilhados com bolsa da quilo,esmola pra isso etc e tal,acordo negros,eu sou negro e já acordei a tempo.

    Vamos pedir o Impeachment da branca e ladra da Petrobras e do Branco chefe de gângster do Lula Lalau,são todos exploradores e manipuladores do negros do Brasil e da Bahia.

    É por isso que na Bahia o PT é mais votados,segundo o anunciado”escravo baiano
    não tem boa fama” “baiano é uma gente velhaca,treiteira,mau educada,uma gente fedorenta”Marquês do Lavradio, baiano só toca berimbau por ser instrumento de uma corda só” sábio Natalino, “tenho pena dos baianos” Filha de dona Canô.

    Se Luisa Mahin fosse viva,a mesma não concordaria com essa tal de consciência
    negra e apoiando bandidos e ladrões dos cofres público do povo brasileiro que são o PT e os comunistas.

    A praça antiga dos veteranos na Baixa dos Sapateiros em homenagem esta princesa
    africana conhecida como Rainha da Bahia,mulher guerreira e de ideal,recebeu uma
    humilde homenagem,cuja praça,Luísa Mahin. Homenagem justa,muito justa e justíssima.

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