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24 de junho de 2021 | 03:42 pm

SECA EM SOBRADINHO AFETA ABASTECIMENTO E PRODUÇÃO IRRIGADA

Tempo de leitura: 3 minutos
Seca em Sobradinho desnuda trecho alagado com a barragem (Foto Marcello Casal Jr./Agência Brasil).

Seca em Sobradinho desnuda trecho alagado com a barragem (Foto Marcello Casal Jr./Agência Brasil).

Edwirges Nogueira | Agência Brasil

O sertão vai virar mar
Dá no coração
O medo que algum dia
O mar também vire sertão

Trecho da música Sobradinho, de Sá e Guarabyra

Do alto, quem vê a barragem de Sobradinho encontra imensas tubulações que se estendem lago adentro e conectam a água do reservatório a um canal. A obra, implementada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), é uma ação emergencial para evitar o desabastecimento do Perímetro Irrigado Senador Nilo Coelho. Criado em 1984, o perímetro tem 23 mil hectares divididos entre pequenas, médias e grandes empresas nos municípios de Petrolina, em Pernambuco, e Casa Nova, na Bahia.

“Essa é uma situação emergencial em que a gente não pode tomar uma decisão nem tão antecipada, porque não temos certeza sobre a chuva, nem tão tardia. Nós ficamos nesse dilema sobre qual o momento certo de arregaçar as mangas, mas parece que acertamos”, diz o gerente de empreendimentos de irrigação da Codevasf, Carlos Pinheiro. Devido ao baixo nível de Sobradinho, há um risco de que o canal de aproximação destinado ao perímetro irrigado não consiga mais captar água.

A obra consiste na instalação de dez bombas flutuantes para pegar água em um ponto mais profundo de Sobradinho. A água passará pelas cinco linhas adutoras e seguirá, por meio de um canal de 2,4 mil metros construído à margem do lago, para distribuição aos produtores. “O São Francisco é nosso pai e nossa mãe. A fruticultura está visceralmente ligada ao rio. Se o rio falhar, temos um efeito dominó”, compara Leonardo Cruz, engenheiro civil responsável pela fiscalização da obra.

Estima-se que a fruticultura irrigada no Nilo Coelho gere 45 mil empregos diretos e indiretos e mais de 400 mil toneladas de alimentos por ano – uma produção de R$ 1,1 bilhão anual. Com a construção do canal e instalação das bombas, mesmo que Sobradinho chegue a 0% de seu volume útil, será possível contar com os cerca de 6 bilhões de metros cúbicos de água que constituem o volume morto.

O QUE FAZER E QUANDO FAZER

O empresário Sílvio Medeiros também ficou no limiar entre o que fazer e quando fazer para evitar prejuízos na sua fazenda. Ele produz uva e manga em 600 hectares no perímetro irrigado. Quando percebeu que o baixo volume de água em Sobradinho poderia afetar sua produção, providenciou a compra de equipamentos para a instalação de uma adutora. “Em maio, percebemos que o nível do lago estava muito baixo comparado a anos anteriores. Foi um momento de pânico.”

Graças à chuva que vem alimentando a nascente do Velho Chico, a quantidade de água em Sobradinho vem aumentando, mas ainda lentamente. Segundo o boletim diário de acompanhamento da Bacia do São Francisco, divulgado pela ANA, a capacidade do reservatório estava em 1,98% no dia 23 – vinte dias antes, o volume do lago estava em 1,11% de sua capacidade.

Segundo o Inmet, neste mês, até o momento, choveu 200 milímetros na cabeceira do rio. A média histórica de dezembro é 300mm. “A perspectiva é boa. Espera-se que ocorra chuva em janeiro, mas não deverá ser suficiente para suprir o déficit dos reservatórios. Vamos torcer para que esse período chuvoso esteja dentro da média histórica”, aguarda o meteorologista Claudemir de Azevedo.

Com a chegada de água nova, o canal do perímetro irrigado segue captando recursos suficientes para os produtores. “Temos perspectivas de que o nível do lago estabilize, mas não é uma situação confortável para os próximos anos”, explica Carlos Pinheiro. Estima-se que a vazão afluente de Sobradinho (água que entra no reservatório vinda da nascente do rio) esteja em torno de 1.200 m³/s. No mesmo período de 2000, a vazão chegou a 1.800 m³/s.

Confira a íntegra do especial em Agência Brasil.

 

Esta publicação possui 3 comentários
  1. Eis ai o castigo do Pai Celestial, nunca amarás satanás, ele é o pai da mentira, tudo que ele profere é mentira, tapeação, ilusão, o mesmo quer ser sempre maior do que Deus.

    O peste foi expulso da Casa de Deus e prometeu construir seu reino maior do que o Pai Celestial, o bedegueba, é um dos acunhas do Satanás e o mesmo
    encontrou caminhos fértil no Nordeste e por isso que o nordestino padece e padece sem parar.

    Continuem a votar no Satanás, cujo representantes, Lula Lalau da peste e Dilma diabo.

    Aqui pra nós; quem está com o Pai Celestial a vida não é fácil, o bedegueba
    sempre atenta, imagine quem é seguidores da coisa ruim, o que vem só desgraças.

  2. A represa de Sobradinho, e o Velho Chico, nos fazem lembrar o Mar de Aral, na Ásia Central; drenado à exaustão para irrigação agrícola onde hoje só resta um deserto de areia dos locais que floresciam quilométricas extensões algodoais. E do Mar de Aral, resta 12% da sua água, empobrecida de sua diversidade. E nas areias outrora sob quinze metros de água, agora proliferam enorme bandos de ratazanas domésticas, cuja leptospirose, tifo, triquinose, tuberculose, etc. expulsaram as populações que viviam da pesca e agricultura domestica ao seu entorno. Hoje o que vemos por lá são os enormes caminhões pipas carregados de veneno raticida e as dezenas de trabalhadores envolvidos no extermínio impossível dos milhões de ratos entocados nos solo onde outrora singravam navios, barcaças e barcos pesqueiros. Tristes e moribundos, ao Mar de Aral e ao Velho Chico que alimenta Sobradinho e todo o Nordeste. Pra eles, o socorro não veio, nem que tardiamente.

  3. A represa de Sobradinho e o Velho Chico, nos fazem lembrar o Mar de Aral, na Ásia Central; drenado à exaustão para irrigação agrícola onde hoje só resta um deserto de areia dos locais que floresciam quilométricas extensões algodoais. E do Mar de Aral, resta 12% da sua água, empobrecida de sua diversidade. E nas areias outrora sob quinze metros de água, agora proliferam enorme bandos de ratazanas domésticas, cuja leptospirose, tifo, triquinose, tuberculose, etc. expulsaram as populações que viviam da pesca e agricultura domestica ao seu entorno. Hoje o que vemos por lá são os enormes caminhões pipas carregados de veneno raticida e as dezenas de trabalhadores envolvidos no extermínio impossível dos milhões de ratos entocados nos solo onde outrora singravam navios, barcaças e barcos pesqueiros. Tristes e moribundos, ao Mar de Aral e ao Velho Chico que alimenta Sobradinho e todo o Nordeste. Pra eles, o socorro não veio, nem que tardiamente.

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