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5 de julho de 2020 | 01:21 am

COMPASSO DE ESPERA

Tempo de leitura: 2 minutos

marco wense1Marco Wense

 

Parou tudo. Se não acontecer algum fato novo, a discussão em torno da sucessão de Claudevane Leite (PRB) vai ficar na expectativa de quem será o candidato do governismo e da oposição.

 

O processo sucessório de Itabuna, que já causa certo alvoroço com a pré-candidatura do médico Antônio Mangabeira (PDT), vive o seu momento de hibernação.

Aquele início eletrizante, com os partidos se movimentando em busca da composição da chapa proporcional, como se os pretendentes fossem “ouro em pó”, passou. Escafedeu-se.

As alterações nos prazos para a mudança de partido de quem já tem mandato e para filiação partidária de quem quer disputar o pleito, seja para vereador ou prefeito, provocaram essa passageira calmaria.

A impressão que fica é que tudo foi em vão, que vai começar tudo de novo, que o acordado pode ser alterado, perdeu consistência. Novas rodadas de conversas serão agendadas.

Os senhores políticos, principalmente os detentores de mandato e candidatos à reeleição, podem mudar de legenda sem correr o risco de qualquer punição. A tal da janela de 30 dias joga o instituto da fidelidade partidária na lata do lixo.

Parou tudo. Se não acontecer algum fato novo, a discussão em torno da sucessão de Claudevane Leite (PRB) vai ficar na expectativa de quem será o candidato do governismo e da oposição.

O que se pode prever é que o governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM) farão de tudo para evitar duas candidaturas na base aliada. Ambos sabem que a união de forças é imprescindível para ganhar a eleição.

Esse marasmo, no entanto, não pode deixar o jornalismo político inerte. Se não há novos fatos, lança-se mão de especulações, que são aceitáveis quando assentadas em uma lógica.

Especular que o governador Rui Costa pode apoiar Roberto José, que é do PSD, legenda situacionista, não é a mesma coisa de dizer que Fernando Gomes (DEM) trabalha para ser o vice de Geraldo Simões (PT) e vice-versa.

Previsões esquisitas, estapafúrdias e bizarras, principalmente quando protagonizadas por quem não tem credibilidade, devem ser desdenhadas pelo cidadão-leitor-eleitor-contribuinte.

A especulação com responsabilidade, dentro de uma razoável lógica, é inerente ao jornalismo político. Deplorável é a invencionice, a má-fé e o costumeiro e vergonhoso toma-lá-dá-cá.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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