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24 de fevereiro de 2021 | 02:17 pm

A UFSB E OS COMPLEXOS INTEGRADOS DE EDUCAÇÃO

Tempo de leitura: 2 minutos

Álamo-PimentelÁlamo Pimentel

 

O que se apresenta é apenas o início de uma transformação há muito reivindicada mas, até o momento, bloqueada pela ausência de projetos capazes de articular de forma orgânica e eficaz diferentes esferas do poder público na implantação de políticas educacionais.

 

A integração dos Sistemas de Ensino no Brasil constitui um dos mais importantes desafios para as políticas educacionais nacionais nos últimos anos. É preciso superar os obstáculos que hoje separam as esferas municipal, estadual e federal e geram desigualdades nos processos e estruturas de gestão na educação pública.

A Universidade Federal do Sul da Bahia – UFSB, em cooperação com a Secretaria Estadual de Educação, adianta-se no cumprimento desta importante missão histórica e inicia neste fevereiro de 2016 a implantação dos Complexos Integrados de Educação (CIEs) da rede estadual de ensino médio do Sul da Bahia.

Essa iniciativa implica profunda transformação dos modelos escolares que até então conhecemos. As escolas que aderirem ao projeto CIE passam de turno único para turno integral (manhã e tarde), implantando o conceito de Educação Integral. Para tanto, a UFSB assume a coordenação pedagógica das escolas, tornando-as campo de práticas para que os estudantes das Licenciaturas Interdisciplinares possam qualificar seus conhecimentos no convívio com os cotidianos e práticas escolares, oferecendo residências pedagógicas articuladas a programas de formação continuada dos profissionais da educação e produzindo inovações curriculares capazes de enfrentar os desafios do mundo contemporâneo.

Os primeiros CIEs instalam-se nos municípios de Itabuna, Porto Seguro e Itamaraju. A previsão é que, nos próximos anos, novos CIEs sejam criados com efetiva ampliação da participação de outras instituições. Ao articular ensino superior e educação básica, historicamente apartados, o projeto CIE busca, também, consolidar a qualificação do trabalho docente desenvolvido nas escolas. Assim, a formação de futuros profissionais da educação se dará em diálogo amplo e profundo com o contexto real das escolas e da região em que cada escola se localiza. Acrescente-se a este aspecto o trabalho incessante na busca por inovações pedagógicas em consonância com o que hoje preconizam os Planos Nacional e Estadual de Educação.

O que se apresenta é apenas o início de uma transformação há muito reivindicada mas, até o momento, bloqueada pela ausência de projetos capazes de articular de forma orgânica e eficaz diferentes esferas do poder público na implantação de políticas educacionais. Assim, a UFSB busca um novo modo de ver, fazer e sentir a escola e a educação. Acreditamos na transformação do presente visando à construção de um futuro viável para a elevação da qualidade da educação pública na Bahia, e, quem sabe, no Brasil.

Álamo Pimentel é diretor de ensino-aprendizagem da Pró-Reitoria de Gestão Acadêmica da UFSB.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. O anunciado acima é um tiro fora do alvo à extrema distancia do objetivo cujo foco protagonista de “renascer uma nova e futura geração de desenvolvimento regional e do Brasil”,cujo Complexo Integrado de Educação.

    Senão há evidência de nenhum país extremamente desenvolvido de acordo o anunciado pelo qual com esmero o autor traça suas ideias? De uma nova aurora no sistema de educação para a região e o Brasil com uma criação de uma escola se quer a mesma é incapaz de valorizar uma simples servidora de café ou uma faxineira.

    E nem vou entrar no mérito que a própria instituição cujo Ministério da Educação
    pontuou negativamente algumas semanas atrás a instituição de ensino que o anunciado tanto rasga o cobertor literalmente em elogios.

    Enfim, todos os países que ocupa o topo pela qualidade de ensino,cujas características à instituição de acordo o anunciado tanto evoca uma nova aurora
    na região e o Brasil,não passa de visão extremamente desconectada da realidade.

    Vejam; Se prioriza a valorização dos profissionais da educação, aqui em Itabuna
    os profissionais estão ganhando salário de fome e atrasado, estado idem, há pouco todas as universidades federais revindicavam melhores salários e outras.

    O país investe extremamente na alfabetização,um exemplo,Reino Unido, vive com índice no topo, o que o anunciado passa por longe deste princípio, pra se ter uma ideia, a Correia do Sul, atinge 1OO % e o Brasil, 24%, todavia, é extremamente fácil do trem flanar fora do trilho literalmente o que retrata do anunciado. Fonte. INEP.

    O Brasil deveria se mirar nos países que fazem os deveres de casas e bem feita;
    Finlândia, Canadá, Japão, Austrália,Estados Unidos, são investidos na alfabetização e os educadores e extrema qualidade do espaço físico e da aprendizagem.

    Os pais e a sociedade não estais nem ai, educar é um sacerdócio do governante e o anunciado acima repete o que os governantes do Brasil praticam,o embuste e enganar,iludir à sociedade com “Complexo Integrado de Educação” aliás nome pomposo.

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