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27 de setembro de 2020 | 10:55 am

DESFILE NO RIO TERMINA COM HOMENAGEM A ÍDOLOS DA MÚSICA BRASILEIRA

Tempo de leitura: 2 minutos
Ídolos da música brasileira, como Bethânia, foram homenageados (Foto Agência Brasil).

Ídolos da música brasileira, como Bethânia, foram homenageados (Foto Agência Brasil).

As duas últimas escolas de samba do Rio de Janeiro que passaram no Sambódramo da Marquês de Sapucaí, na madrugada desta terça-feira, 9, apresentaram enredos em homenagem a ídolos da música brasileira.

A Imperatriz Leopoldinense levou para a avenida a dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano. Os dois estavam no último carro, que fazia referência à música “É o Amor”, sucesso que marcou a trajetória dos irmãos.

Na frente da alegoria estava seu Francisco, pai da dupla, que incentivou a carreira deles. Os filhos vieram na parte mais alta do carro. Zezé, de verde, e Luciano, de branco, as cores da escola da zona norte do Rio.

Eles não foram os únicos artistas no desfile. A cantora e compositora Paula Fernandes se apresentou no tripé Abelha-Rainha, simbolizando a polinização das abelhas entre girassóis de campos goianos. O ator Ângelo Antônio e a atriz Dira Paes, que representaram o seu Francisco e dona Helena, mãe da dupla, no filme “Os Dois Filhos de Francisco”, vieram fazendo encenações de um casal em uma casa simples do interior.

O encerramento da noite ficou por conta da Mangueira, em um desfile que emocionou o público. A homenageada foi a cantora Maria Bethânia, pelos 50 anos de carreira. O enredo “Maria Bethânia – a menina dos olhos de Oyá” exibiu uma Mangueira diferente dos últimos anos.

“Tinha pouco ferro, não tinha muito esplendor. Acho que foi um desfile com visual moderno. Tem um visual diferente, mais leve. Para a Mangueira foi diferente e fico feliz deles terem gostado para caramba”, disse o carnavalesco Leandro Vieira, na dispersão da Marquês de Sapucaí, que durante o desfile comentou que o dengo da baiana estava “dando certíssimo”. O dengo da baiana é uma parte da letra do samba-enredo.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, que é mangueirense, entrou na avenida à frente da escola. Ele disse que o enredo da Mangueira permitiu ainda um apoio à negação à intolerância religiosa. Juca Ferreira destacou também que a carreira de Bethânia é marcada pela valorização da música brasileira e resgate da cultura popular. “Bethânia é uma das grandes artistas do Brasil e seu canto está muito vinculado à cultura popular brasileira. O resgate, a defesa e o canto. Ela expressa o que de há de melhor no Brasil em termos culturais”, disse. (Da Agência Brasil)

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