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29 de setembro de 2020 | 01:46 pm

ROMPEM-SE AS CORDAS. E O CARNAVAL DA BAHIA ABRE AS ASAS PARA A LIBERDADE

Tempo de leitura: 2 minutos

DT blog 3Daniel Thame | danielthame@gmail.com

 

Coube a Rui Costa,  um governador nascido e criado numa família humilde do bairro da Liberdade (mais que uma ironia, o nome embute um simbolismo), iniciar um processo de liberação das amarras.

 

Durante duas décadas, o Carnaval de Salvador transformou-se numa espécie de Casa Grande & Senzala.

Protegidos pelas cordas, a elite branca de Salvador e milhares de turistas do Brasil e do Exterior, igualmente brancos em sua esmagadora maioria, desfrutavam das grandes atrações do Carnaval, em blocos cujos abadás caríssimos transformaram-se em grife e símbolo de status.

Do lado de fora das cordas, espremido entre as  calçadas e os camarotes, o povo, negros e multados da mais miscigenada e também mais negra das cidades brasileiras. Os chamados  pipocas, sorvendo migalhas do banquete oferecido aos bem nascidos.

Como os blocos se tornaram um espaço exclusivo, produzia-se um clima de alegria, mas uma alegria artificial.

Um “Muro de Berlim”  tropical, contraste constrangedor na festa que de popular só tinha o nome. Porque havia a corda.

Juntos, sim. Mas misturados, aí já era demais!

Não é mais.

Coube a Rui Costa,  um governador nascido e criado numa família humilde do bairro da Liberdade (mais que uma ironia, o nome embute um simbolismo), iniciar um processo de liberação das amarras.

Romper a corda.

Entre as já memoráveis imagens do Carnaval de Salvador em 2016,  nenhuma é mais forte, pelo que representa, do que a de grandes artistas como Ivete Sangalo, Bell Marques e Banda Eva, Léo Santana, Baby do Brasil, Moraes Moreira, Vingadora, Luiz Caldas, Sarajane, Gerônimo, Saulo cantando para uma multidão sem cordas, unida na alegria autêntica, que é marca do povo baiano, negros e brancos, pobres e ricos.

Ao romper as cordas e democratizar a folia, Rui Costa quebra um paradigma e abre caminho para fazer do Carnaval da Bahia efetivamente a maior festa popular do planeta.

Popular porque, enfim, o povo é protagonista e não um mero espectador excluído da folia.

Axé!

Daniel Thame é jornalista e editor do Blog do Thame.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. O povo precisa ser bem atendido na saúde,bem atendido na segurança pública,o povo precisa ser atendido na educação. Aqui pra nós,os (9) cidadãos negros e moradores de periferias de Salvador,ali no Cabula e foram assassinados pela polícia do governador e o próprio governador alegou que a polícia agiu certo. Assassinar negros,pobres e moradores de periferia que o próprio Ministério Público recorreu que ali se deu uma execução.

    A saúde pública o povo é tratado como carniça na Bahia e porque não dizê-lo no Brasil há 13 anos que o PT “governa” o país e o Brasil só é uma carnificina se assassina mais pobre,negro,homossexual e moradores de periferia e a Bahia se destaca neste nicho no Brasil.

    A educação,as escolas são uma porcaria pra não chamá-lo de chiqueiros,os professores com salário atrasados,os contratados e os concursados salário de miséria e os alunos termina o ensino médio e não sabe interpretá-lo três linhas de um texto.

    A mediocridade do governador é incomensurável que chega a debochar dos baianos e o autor deste anunciado floreia um anunciado de usar uma festa sem corda como se fosse o descobrimento da roda.

    Pobres argumentos cujos fanatismo que não beira o ridículo é o próprio e, como o Carnaval ter surgido agora, um então menino de recado e suas origens o anunciado retrata da humildade do governador.

    O que poderia falar da opulência no palácio,dezenas de caros e funcionários público aos seu serviços e as mordomias que seus familiares e agregados usufruem e sairá podere de rico,assim,como o antecessor.

    Pelo anunciado,que tal retratar a humildade e origem do governador e copiar o que o presidente do Paraguai fizeste assim que assumiu o poder, pois é, seria coerente o anunciado cujo comportamento de José Mujica,presidente do Uruguai,país menor do que a Bahia e o ex-menino humilde nascido nas periferias de salvador não se deslumbrasse com o poder.

    Escrever só faz bem a alma,seja escrito o que for,é melhor escrever do que ser um analfabeto de Pai e Mãe,assim com Lula Lalau.

  2. Esse modelo “blocos vs pipoca” já vinha se esgotando nos últimos anos, mas só agora foram acesas as primeiras velas da esperança. Parabéns ao governador pela acertada decisão de incentivar o desfile de trios sem cordas, devolvendo a festa ao seu dono legítimo, de direito e de fato: o povo baiano, composto por gente de diferentes classes sociais, etnias e credos.

  3. Só para fazer uma pequena correção. As cordas não tem nada a ver com negros ou brancos e sim com grana. Blocos como o Ile Ayê e o Filhos de Gandhi também usam cordas e proíbem a entrada de brancos.

    As cordas foram a privatização do carnaval, para gente da classe média, brancos, negros, mulatos. Nada a ver misturar questão racial no que é só questão econômica.

  4. Para o carnaval o governador gasta milhões para romper as cordas e a tal falada democratização da folia, mas pra os servidores diz que o estado passa por uma dificuldade financeira, anunciando alguma medidas iniciais como restrições a concessão de reajustes salariais para 2016, a suspensão de concursos públicos, pagamento de horas-extras e no ultimo caso até demissões para poder manter a Lei de Responsabilidade Fiscal. Aí eu fico me questionando, como teve dinheiro pra essas atrações no carnaval? Para a democratizar a folia?

  5. Rui pagou os artistas com dinheiro publico, não foi de graça que as cordas foram rompidas, a elite a qe se refere inclusive o próprio governador estava instalado nos camarotes, este sim o novo lugar que abriga os foliões que podem pagar, de quebra tem mais segurança e podem desfrutar de todas as bandas que passam pela avenida.
    Lá embaixo na pipoca o povo se aglomera, um amontoado de gente que brincam sem conforto, sem segurança, sem banheiro.
    Rui manda a conta para todos os baianos , inclusive o cidadão que vive onde não tem carnaval e é obrigado a dispor de sua segurança para enviar para Salvador , resultado, a violencia explodiu m Itabuna.

  6. Interessante, o governo popular do PT só atenta para a democratização do carnaval de Salvador (com um alto custo para o erário), após 09 anos de poder, coincidentemente no momento em que prefeito de oposição (Neto) segue disparado em popularidade, tornando-se uma forte/real ameaça para o PT nas próximas eleições.

  7. Zelão diz: – “Querem roubar os ovos de ouro da galinha do vizinho”

    O governador Rui Costa, diante do sucesso que foi o carnaval de Salvador este ano, quer “roubar para o seu governo” as glórias do sucesso, utilizando o “Paredão Metralhadora” da mídia, em detrimento do governo do município, comandado por ACM Neto.
    Enquanto a prefeitura e a iniciativa privada investiram cerca de 80% dos custos do carnaval, o governo do estado investiu apenas 20% (computando os gastos com a segurança, que é dever do Estado.) Mesmo assim “ruinzinho” não se fez de rogado e, tenta “roubar os ovos de ouro, postos pela galinha do vizinho.

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