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15 de abril de 2021 | 01:54 pm

BAIANOS REPROVAM NOME DE NOVA FASE DA LAVA-JATO

Tempo de leitura: 2 minutos

acarajé-2-okA alegria e a tranquilidade do baiano são mundialmente conhecidas, mas não é recomendável profanar aquilo que o povo da boa terra considera sagrado: isso vale pros seus templos, seus terreiros e, não menos, para seu acarajé.

O bolinho de feijão tem na Bahia um status superior, tanto que é oferecido aos orixás. E é pecado gravíssimo menosprezá-lo, vulgarizá-lo ou profaná-lo. Até a Fifa, que tentou impedir a venda do quitute na Arena Fonte Nova durante a Copa de 2014, acabou tendo que baixar a bola. Mas a má-vontade da cartolagem irritou tanto os orixás, que a entidade máxima do futebol desmoronou após o mundial.

Agora, a Polícia Federal pisa em campo minado, ao batizar a 23ª fase da Operação Lava-Jato com o nome de “Acarajé”. O fato repercutiu mal entre muitos baianos e, nas redes sociais, há inúmeros protestos contra a escolha dos meganhas.

“Queremos que combatam a corrupção, mas exigimos que respeitem nossas tradições”, proclamou via WhatsApp um baiano, retado com a PF. O mesmo chegou a sugerir que o governador Rui Costa assine uma moção de repúdio contra a apropriação indébita do símbolo sacro-gastronômico.

Longe do tabuleiro da baiana, a Operação Lava-Jato vive um momento labiríntico e sofre questionamentos de setores da sociedade, principalmente no campo jurídico. Sem desconhecer a importância do combate a corrupção, as críticas miram possíveis abusos contra direitos fundamentais, como o uso da prisão preventiva para forçar delações.

A FASE – A 23ª fase da operação cumpre um total de 58 mandados no Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. São 38 de busca e apreensão, dois de prisão preventiva, seis de prisão temporária e cinco de condução coercitiva. Na capital baiana, agentes da PF visitaram a sede da Odebrecht e a casa de praia do marqueteiro João Santana, que é um dos alvos desta etapa da Lava-Jato.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. O acarajé legado da culinária africana,veio com os negros escravizados e os mesmos que construíra a riqueza do Brasil e a Bahia onde recebeu maior quantidade de “animais” ou seja o negro,cujo suplício trabalho forçado. Pag.14.

    O que seria uma grande honra o nome desta ação da Polícia em homenagem a limpar o Brasil do “jugo da escravidão” o que a corrupção é igual os anos idos do trabalho forçado dos negros aqui na Bahia e no Brasil,ou seja uma regra,o que nos lembram a celebre frase do Dr.Rui Barbosa,”de tanto triunfar a corrupção,os honestos terá vergonha” e a corrupção é endêmica nestes últimos 13 anos.

    Portanto,baiano ou baianês, o nosso legado é de um povo desonesto,se alegre com esta ação da Polícia, a mesma tá homenageando a nossa ancestralidade com a culinária,se orgulhe! Pag.72.

    Obrigado! Por esta homenagem!

    Fonte. Vigiar e Punir. Michel Foucalt.

    Fonte. 18O8. Goes Laurentino.

  2. Zelão Diz: – NO TABULEIRO DA BAIANA… TEM!

    Diante do grande número de empreiteiras, políticos e marqueteiros da Bahia, envolvidos nos escândalos apurados pela Operação Lava Jato, a Polícia Federal, pretende “batizar” uma nova fase da operação, com o título de: – “No Tabauleiro da Baiana… Tem?”

  3. Isso é conversa de petista…o nome não ofende em nada as tradições do quitute baiano. Que bobagem. E querem culpam o ministério publico por punir LADRÕES.

  4. Com certeza deve ser Bahianos petistas ou um carioca que se diz bahiano.

    Pois, eu como 100% bahiano acho que foi uma bela homenagem.

    Se acarajé for sinônimo de combate a corrupção, agora que vou comer mais acarajés ainda para ver se acaba de prender que ainda falta.

  5. idiotice nome de operação. colocar nome em operação só tem objetivo de vaidade e promoção pessoal. investigações deveria ser feita em silencio para ter mais exito.

  6. Agora muda tudo; a nossa delícia de iguaria foi maculada como sinônimo de propina pelo dono da Odebrecht,aí sim que, é uma imperdoável ofensa em relacionar propina ou seja dinheiro roubado do patrimônio público da Petrobras e apelidar de Acarajé.

    Macular um alimento centenário enraizado na cultura baiana e blasfemar denominando nome de propina,corrupção de acarajé,é o mesmo do pixuleco,sinônimo de propina.É uma prova inconteste que o Sr.Marcelo,proprietário da Odebrecht,não tem nenhum sentimento nobre pelos negros.

    E olhe! São a força de trabalho baiano cuja mão de obra de negro e sem falar na
    delícia desta iguaria que é legado dos escravos. Aqui pra nós; apelidar Acarajé
    de propina foi longe de mais.

    Entretanto, sobre a ação para investigar o que seria o Acarajé,pela Polícia Federal e cujo nome de Acarajé, permanece o reconhecimento em homenagem ao povo negro da Bahia e a deliciosa iguaria legado da nossa ancestralidade,Acarajé.

    Fonte. Jornal da Globo,meia noite,comentário de Arnaldo Jabor.

    27/O2/2O16.

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