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26 de maio de 2020 | 09:41 am

LOJA PÕE LIXO NA ARTE. E A ARTE, NO LIXO!

Tempo de leitura: 2 minutos
Painel de Genaro sofre ataque da Ricardo Eletro (Foto Pimenta).

Painel de Genaro sofre ataque da Ricardo Eletro (Foto Pimenta).

O painel A civilização do cacau (Saga do cacau), de Genaro de Carvalho, no encontro da Praça Adami com a Avenida do Cinquentenário, em Itabuna, é um dos mais ricos retratos da cultura cacaueira sul-baiana. A obra foi fixada ali, no Edifício Comendador Firmino Alves, em 1953, encomendada pelo Banco Econômico. Sofreu a ação do homem até ser, finalmente, restaurada em 2011 pelo artista Richard Wagner, contratado pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), então presidida pelo escritor grapiúna Cyro de Mattos.

Para resistir à ação predatória em uma das regiões mais movimentadas do centro da cidade, um gradeado protege o painel em azulejo. Nem sempre o bicho homem respeita este limite. Nem sempre o gradeado significa proteção. Camelôs utilizam o espaço para guardar produtos ou até mesmo cadeiras. Não há repressão por parte do município.

A permissividade abriu espaço para que não só os informais cuidassem de, novamente, ameaçar o patrimônio artístico e histórico. De domingo para segunda, homens contratados pela Ricardo Eletro tiveram a “brilhante” ideia de usar o espaço para descartar o resto de letreiro da finada Insinuante.

Questionada pelo PIMENTA, a gerência da loja explicou que a decisão de usar aquele espaço como descarte de lixo teria sido tomada, desavisadamente, por operários contratados para mudar a cara do estabelecimento, trocando o letreiro da finada rede de móveis e eletros. “A gente vai tirar [o lixo] amanhã”, disse a tranquila gerente.

O blog procurou a presidente da Ficc, Nilmecy Gonçalves, mas a sua assessoria informou que ela estava fora da cidade.

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