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21 de fevereiro de 2020 | 08:51 am

QUAL A ITABUNA QUE QUEREMOS?

Tempo de leitura: 2 minutos

AndirleiAndirlei Nascimento | andirleiadvogado@hotmail.com

 

Itabuna precisa se reencontrar, no caminho do desenvolvimento político, cultural e social. O nosso voto é o maior instrumento que temos e poderemos mudar, mais uma vez, a história desta terra.

 

Em 28 de julho de 1910, foi emancipada a nossa cidade, do município de Ilhéus, com o registro de Pedra Preta, depois, como Itabuna. Revendo a história da nossa cidade, contada em versos, prosas e romances, verificamos que a mesma se originou de árabes e principalmente de sergipanos, que saíram das suas terras em busca do eldorado, já que a seca no Nordeste, naquele momento, fazia flagelos. Por aqui, aqueles que chegavam, alguns se preocupavam em ser caixeiro-viajante, enquanto que outros se dedicavam à agricultura, no desbravamento de terras para o plantio de cacau, e, também, em serem “jagunços”.

Como se tratava de zona fronteiriça, a exemplo do ocorre em qualquer lugar do mundo, foram travadas muitas lutas e muita violência, onde prevalecia a Lei do Mais Forte, com invasões de terras e muitas mortes em busca do ouro branco chamado cacau.

Mas, ao longo da história da nossa cidade, tivemos personalidades que até hoje devem ser lembrados pelo respeito a este pedaço de chão. Homens públicos que com suas administrações, marcaram o nosso município. Devido ao comprometimento administrativo deles, Itabuna passou a ser a terceira cidade do Estado, em termos de desenvolvimento socioeconômico. Itabuna era orgulho dos itabunense.

Na década de 1990, com a crise do cacau, gerada pelo advento da vassoura de bruxa e por outros fatores, Itabuna passou a viver um estágio de estagnação. Em alguns aspectos, lamentavelmente, até retroceder. Essa grave doença, que surpreendeu o sul da Bahia, trouxe desânimo e empobrecimento socioeconômico em nosso meio, e criou uma onda de pessimismo.

Em meio a esse cenário desfavorável, o Centro Administrativo Firmino Alves foi ocupado por figuras que não tiveram preocupação com o desenvolvimento desta terra. E mais grave, frustrando o cidadão, aquele que com o suor, esforço e seus impostos, verdadeiramente constrói esta terra.

Itabuna, que sempre foi descrita por todos como cidade bonita e progressista, passou a ser uma cidade mal administrada, suja, feia, abandonada, verdadeiro palco de violência urbana. Recentemente, chegou ao primeiro lugar em casos de crimes contra nossos jovens e adolescentes em todo o país. Como um verdadeiro paradoxo, enquanto se constrói presídios se fecham escolas. Até quando este estado de coisa irá continuar?

Este é um ano singular para todos nós. Chega mais uma eleição municipal e deveremos escolher mais um gestor e os nossos vereadores. Itabuna precisa se reencontrar, no caminho do desenvolvimento político, cultural e social.

E o nosso voto é o maior instrumento que temos e poderemos mudar, mais uma vez, a história desta terra.

Andirlei Nascimento é advogado, pós-graduado em Processo do Trabalho e ex-presidente da OAB Itabuna.

Esta publicação possui 7 comentários
  1. Pedra preta? Qual a fonte? Gostaria de robustecer os meus conhecimentos,olhe que tenho lindo alguns livros e nunca fez referência a Pedra Preta,panfletos,jornais até história oral nunca ou ouvir falar quanto mais escrito. “Registro de Pedra preta” que um dia Taboca teve este nome?

    Só sei que Água Preta era Uruçuca,o anunciado se equivocou ou este comentarista tá equivocado,contudo, a história é pra ser escrita e reescrita com documentos e fontes. Espero a fonte do registro de “Pedra Preta.”

    Outro fato intrigante sobre “originou-se de árabes e principalmente sergipano, o
    que se sabe que foram os sertanejos e sergipanos os construtores de Taboca,o quanto os ilheenses no Bar Vesúvio degustava dos quibes do Nacib e chamava-o de árabes,o mesmo dizia que era turco.

    Talvez o anunciado queira citar a origem do nome de Itabuna,Ita é pedra na língua tupi,buna é um nome de uma lavandeira cuja apelido de Maria Buna e o fato
    que houve uma reunião pra substitui o nome de Taboca.

    No meio de tantos nomes,um gaiato da rua gritou,pode o nome de Maria Buna,dai que veio a junção de Pedra Preta,a mesma existia muitas no meio do rio e buna veio de Maria,a lavandeira.Os acervos de Taboca,esses fatos já são relatados sobre a história de Itabuna.

  2. Parabéns Dr. Andirlei. Sempre preocupado com as questões sociais, ao contrário da atual gestão que têm se preocupado com festas, bebidas e ostentações.

  3. A ITABUNA QUE NÓS QUEREMOS É JUSTAMENTE AQUELA QUE ERA 3º LUGAR EM DESENVOLVIMENTO SOCIO-ECONÔMICO, ERA AQUELA EM QUE PODÍAMOS BRINCAR COM NOSSOS FILHOS E NETOS NOS JARDINS DA CIDADE, ERA AQUELA EM QUE PODÍAMOS FICAR COM AS PORTAS ABERTAS SEM PRECISAR BOTAR GRADES, ERA AQUELA EM QUE PODÍAMOS IR EM FESTAS FEITAS NAS PRAÇAS PÚBLICAS, ERA AQUELA EM QUE ERA GOVERNADA POR PREFEITOS HONESTOS QUE FAZIAM A CIDADE CRESCER JUNTO COM OS SEUS HABITANTES, QUE NÃO DEIXAVAM DÍVIDAS PARA A PRÓXIMA GESTÃO E DEIXAVAM DINHEIRO NO CAIXA DA PREFEITURA, ENFIM TODOS NÓS QUEREMOS UMA ITABUNA DESENVOLVIDA, DIVULGADA NA MÍDEA COM ASSUNTOS POSITIVOS, E NÃO CONHECIDA COMO CIDADE DE CALOTEIROS, CIDADE DE PREFEITOS MARAJÁS, ENFIM QUE UMA ITABUNA DE PAZ E FELICIDADES.

  4. O fato é que o “povo” gostam das coisas como estão, ou mesmo nutrem um saudosismo de algo que de alguma forma chegou até dar certo (em partes).
    Assim vemos um grande eleitorado com inteção de votos as velhas roposas.
    Esquecem das ultimas gestoes, esquecem de como deixaram a cidade, acreditam que o que fizeram no passado com o apoio do governo estadual ou federal em tempos de aureos na economia do país vai se repetir.
    Só lamento por estes. nao sou ligado a nenhum partido. tenho 29 anos e acredito fielmente que o novo pode ser a melhor opção.

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