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6 de maio de 2021 | 03:26 am

“A REGIÃO” ANUNCIA O FIM DA EDIÇÃO IMPRESSA

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Primeiras páginas históricas: numa, a denúncia do tráfico de drogas; noutra, um crime ainda impune, a morte de Leal.

Primeiras páginas históricas: numa, a denúncia do tráfico de crianças; noutra, um crime ainda impune, a morte de Leal.

Em sua “Carta ao Leitor” desta semana, o diretor e editor de A Região, Marcel Leal, anunciou o fim da edição impressa do jornal a partir de outubro, após 29 anos de circulação semanal no sul da Bahia.

Marcel justifica o fim da edição impressa afirmando que “embora seja o jornal mais lido, é ignorado pelos anunciantes. A venda nas bancas continua boa, mas não cobre nem 10% do custo de fazer um jornal de qualidade”. “Não temos mais como bancar uma edição impressa que não se paga e é responsável por 80% dos custos. Só faremos edição impressa em ocasiões especiais, como o Natal”, afirma Marcel.

Fundando por Manoel Leal, pai de Marcel, A Região se consolidou como um dos mais combativos órgãos de imprensa do  Estado e, em sua primeira década, leitores chegavam a esperar nas bancas pelo jornal, famoso por reportagens exclusivas e pelas ´Malhas Finas` e `Malhas Grossas`, que traziam a marca da irreverência de Leal.

Manoel Leal foi assassinado num crime de mando em 1998 e até hoje os mandantes não foram identificados ou punidos. Marcel Leal assumiu o jornal e manteve a publicação, que com o fim da edição impressa, terá apenas a edição online. Do Blog do Thame.

Esta publicação possui 9 comentários
  1. Assassinato de Manoel Leal é idêntico o assassinato de Celso Daniel, os criminosos foram condenados,porém,os mandantes a lei não alcançou. Hoje em pleno século XXI é de lamentar-se,que retornamos idade média ou seja,as trevas.

    Há três séculos,Cesare Beccaria já condenava a sociedade europeia e escreveu sua única obra,Dos Delitos e Das Penas e se transformou no Best-Seller ou seja um clássico da literatura das normas jurídicas.

    Existe crime que atinge a moral do sujeito e outros a eficiência da lei deixa a desejar por sua ineficaz não atingir os mandantes de delito o que nestes dois crimes ficam patentes.

    O mandante do crime de Celso Daniel,o Brasil sabe quem são os mandantes ou seja,é o crime de concurso e o chefe é um sujeito extremamente conhecido no Brasil,fato que,o próprio irmão da vítima denunciou na mídia.

    O quanto o crime de Manoel Leal,é o mesmo crime,crime de concurso ou seja,mais de uma pessoa tramou o assassinato do ex-superintendente da Sulba e exercia a nobre profissão de jornalista.

    Aqui em Itabuna todos sabem quem são os mandantes e o então Ministro da Justiça,
    Ires Rezende,disse que sabia quem eram os mandantes do crime do jornalista de
    Itabuna.

    Pra robustecer os conhecimentos, as rais do Brasil e as raízes de Taboca,são milhares de exemplos que a lei não atingia seus mandantes,ex. a saga do Velho Chico que a Rede Globo mostra é aquilo mesmo,os mandantes dos crimes a lei é inútil.

  2. Novos tempos, novas adequações… O relevante não é a embalagem, mas o conteúdo… O importante é que a tradição de jornalismo de verdade permanece.

    Que permaneça o fiel compromisso de sempre bem representar e retratar “a região” (doa a quem doer)…

    Parabéns a Marcel e à equipe pela perseverança.

  3. Ué! Até agora os mandantes não foram identificados ou punidos? (…)
    Ê justiçasinha fulêrinha essa nossa baianinha, hein, seu Pimenta?!?

  4. É lamentável. Pena que nem todos têm acesso à internet. Aguardemos, então,
    o momento do retorno deste veículo tão importante para nós,leitores ” regionais”.
    Ah, uma sugestão: Se publicar só a “malha fina” já nos faz pensar a semana toda. Fiquemos de olho!

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