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19 de fevereiro de 2020 | 08:30 pm

O DEBATE NA TV SANTA CRUZ

Tempo de leitura: 2 minutos
Apenas sete dos nove candidatos participaram do debate na Santa Cruz.

Mangabeira, Augusto, Santana, Fernando, Davidson, Azevedo e Geraldo ontem à noite.

TABELINHA – O debate da TV Santa Cruz foi marcado por um menor número de embates entre os principais nomes da corrida sucessória em Itabuna. A explicação pode ser a estratégia adotada pelo ex-prefeito Fernando Gomes (DEM) de fugir de embates com Geraldo Simões (PT), Davidson Magalhães (PCdoB) e Augusto Castro (PSDB).

LARANJA – A todo momento que podia escolher a quem perguntar, principalmente nos momentos de temas livres, Fernando tinha uma preferência: Coronel Santana (PTN), seu antigo aliado. A abordagem dos temas era sempre amena. A tática levou eleitores e analistas a apontar Santana como “laranja” de Fernando. Outros até brincaram dizendo que o chefe da Guarda Municipal em eventual governo do democrata já estava definido – ele, Santana.

DOUTOR NO FOGO – Com poucas oportunidades de fazer perguntas a Fernando, o trio Augusto-Davidson-Geraldo mirava no médico Antônio Mangabeira (PDT). Com desempenho abaixo do regular nos debates, o doutor levou saraivada.

FANTASMA? – Numa das intervenções, Geraldo Simões sugeriu que Mangabeira é médico “fantasma” do SUS. Recorreu ao cadastro do sistema público para questioná-lo como tem tempo para trabalhar 104 horas por semana (“e ainda estudar”), com empregos na rede pública e em clínicas particulares. “Manga” se defendeu. Disse que algumas clínicas usavam o seu nome para conseguir cadastro no Ministério da Saúde. E afirmou já ter pedido para que retirassem o número.

CORRUPÇÃO – Fernando Gomes teve apenas um embate mais duro. Logo no primeiro bloco, Geraldo o escolheu para questioná-lo se ele era contra ou a favor da transferência da gestão dos serviços de água e esgoto da Emasa para a estadual Embasa. Fernando repetiu tática de outro debate para tentar desqualificar Geraldo, chamando-o de mentiroso porque disse ter projetado a barragem. O petista solicitou direito de resposta. Pedido negado. Quando pôde, disse que ainda estava vivo para, incrédulo, ver Fernando Gomes (“o Paladino da Moralidade”) falar em combate à corrupção.

DINHEIRO NO BOLSO – Um dos momentos mais cômicos do debate na afiliada da Globo foi o confronto entre Fernando e Augusto. Ambos tratavam do tema saúde. Augusto lembrava que Fernando havia indicado um dono de funerária (Raimundo do Caixão) para gerir o Hospital de Base, quando Itabuna perdeu a gestão plena (comando único) do SUS. Fernando lembrou que Augusto havia indicado Geraldo Magela para comandar a saúde na gestão de Capitão Azevedo (DEM). Risonho, concluiu: E Magela encheu os bolsos de dinheiro.

EMBASA, NÃO Das abordagens que realmente interessavam à população, o assunto Embasa foi dos (poucos e) mais discutidos. Agora, sabe-se que Fernando e Augusto são contra a entrega dos serviços de água e esgoto para a Embasa.  Davidson e Geraldo defendem a transferência. Alegam que o estado se comprometeu a investir R$ 220 milhões na coleta e tratamento do esgoto, mais R$ 40 milhões para captação e distribuição de água.

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