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21 de fevereiro de 2020 | 09:18 am

QUASE METADE DOS BRASILEIROS VIVE EM CIDADES SEM CINEMA

Tempo de leitura: 2 minutos
Sala de cinema é sonho para quase metade das cidades (Foto Marcelo Camargo/Ag. Brasil).

Sala de cinema é sonho para quase metade das cidades (Foto Marcelo Camargo/Ag. Brasil).

Da Agência Brasil

O número de salas de cinema no país cresceu 12,2%, saindo de 2.679 unidades em 2013 para 3.005 em 2015. Apesar do crescimento, 46% dos brasileiros não dispõem de salas de cinema no município onde vivem. Em 2012, esse percentual era de 51,6%.

Os dados fazem parte do estudo Impacto Econômico do Setor Audiovisual Brasileiro, feito pela Tendências Consultoria pela Motion Picture Association (MPA), entidade que representa os seis maiores estúdios de Hollywood em todo o mundo, a pedido do Sindicato da Indústria Audiovisual (SICAV), com sede no Rio de Janeiro.

O estudo levou em consideração as informações mais recentes da Matriz de Insumo – Produto (MIP) de 2013, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que analisa a estrutura produtiva brasileira e os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) referentes a 2013 e 2014. O estudo vai ser lançado hoje (7) no RioMarket, área de negócios do Festival do Rio.

“Há uma concentração geográfica das salas de cinema em relativamente poucos estados, portanto, precisa ter mais oferta física para que as pessoas possam consumir também produto audiovisual”, disse o diretor da Motion Picture Association-America Latina (MPA-AL), Ricardo Castanheira, à Agência Brasil.

DEMANDA POR STREAMING

Um dos maiores problemas enfrentados pelo setor no país continua sendo a pirataria. De acordo com o estudo, com a forte migração do consumo para meios digitais, a distribuição de produtos piratas pela internet cresceu, principalmente, por streaming (transmissão de vídeos e aúdios pela internet).

Dados da Motion Picture Association da América Latina (MPA-AL), de 1º de dezembro de 2015 a 30 de maio de 2016, apontam a existência de mais de 400 websites de pirataria voltados para o mercado brasileiro, entre eles 57 recebem mais de 1 milhão de visitas mensais.

A presidente da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI), Maria Carmen de Souza Brito, destacou que o impacto da pirataria não se restringe à questão financeira. “A pirataria no mercado digital envolve direitos de autor, direito de marca e até direito de patente em algumas situações”, disse à Agência Brasil.

Para a presidente, neste momento de crise financeira, as pessoas podem ficar mais propensas a usar sites ou comprar produtos piratas. “Se o poder econômico diminui, a tendência é maior [de consumir produto pirata]. Existe o uso da pirataria quando os consumidores não sabem que é pirata e isso acontece em diversas áreas e existe a situação em que as pessoas sabem que são produtos não legítimos e ainda assim consomem levadas pelos preços”, disse.

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