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27 de fevereiro de 2020 | 04:40 am

FUNDO INVESTE R$ 3 MILHÕES NO CACAU NO PARÁ

Tempo de leitura: 2 minutos

cacauEnquanto os produtores baianos ainda não se cansaram de esperar negociações que alterem a ruína de sua atividade, decorridos mais de oito anos do prometido PAC do Cacau e 28 anos da eclosão da praga vassoura-de-bruxa no sul da Bahia, os cacauicultores do Pará avançam em direção à conquista da hegemonia na produção de cacau.

O conselho gestor do Fundo de Apoio à Cacauicultura do Pará (Funcacau), integrado por sete instituições, aprovou a liberação de quase R$ 3 milhões para sete projetos de apoio ao desenvolvimento da produção de cacau no Estado. Serão investidos de cerca de R$ 5 milhões.O financiamento da construção de três miniindústrias de processamento de cacau em áreas produtoras para atender a agricultores familiares é um dos projetos a receber recursos do Fundo.

Cada unidade industrial terá capacidade de processar 50 quilos por hora e poderá transformar a amêndoa em massa de cacau, nibs (fragmentos da amêndoa) e até mesmo chocolate, segundo Fernando Mendes, coordenador substituto da superintendência da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) no Pará. O projeto é de autoria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Outros projetos incluem a liberação de recursos para o desenvolvimento genético do cacau, para o controle da broca, através de ferormônios; a construção de uma caldeira para acelerar a produção de óleo essencial usado no controle de pragas do cacaueiro e para treinar técnicos no Peru a respeito da praga da monilíase. A doença é mais séria, desde a vassoura-de-bruxa, mas não afeta o Brasil.

A própria Ceplac deve apresentar pelos próximos meses um projeto de produção de semente híbrida que demandará investimento entre R$ 600 mil e R$ 700 mil, afirmou o coordenador.

O Funcacau, financiado a partir de uma taxa cobrada sobre a comercialização do cacau no Estado, foi criado em 2007 com prazo de vigência de dez anos. Neste semestre, o conselho gestor do Fundo vai apresentar ao governo estadual um pedido para a prorrogação da vigência, que vence em dezembro deste ano, mas ficará na dependência de aprovação da Assembleia Legislativa do Pará. Redação com o Valor.

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