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9 de abril de 2020 | 07:02 am

DESMONTE DA CEPLAC É DEBATIDO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Tempo de leitura: 3 minutos
Audiência na Assembleia Legislativa debateu desmonte da Ceplac.

Audiência na Assembleia Legislativa debateu desmonte da Ceplac.

A crise e o desmonte institucional da Ceplac foram debatidos na Assembleia Legislativa, na manhã desta quinta-feira (6). A redução em quase 50% do orçamento para este ano, o rebaixamento institucional, tornando o órgão departamento da Secretaria de Mobilidade Social do Produtor Rural e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e o enxugamento dos setores de pesquisa e extensão estão entre os problemas apontados como centrais no desmonte promovido pelo governo federal, a partir de abril de 2016.

Os assuntos foram debatidos em audiência pública proposta pelo coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, Marcelino Galo (PT). Ainda como causas do desmonte estão, na análise de parlamentares e ceplaqueanos, a não realização de concurso público há 30 anos. Isto, observam, contribui com o agravamento do quadro da instituição dedicada à pesquisa, assistência técnica e extensão rural da lavoura cacaueira no país, que já teve 4 mil funcionários, mas atualmente conta com 1.722 servidores, sendo que 65% já estão aptos a se aposentar.

Para o deputado Marcelino Galo, a Ceplac tem sido tratada de forma desrespeitosa por quem não compreende o papel desenvolvido pelo órgão na assistência, na pesquisa, no desenvolvimento regional e na proteção da biodiversidade do bioma Mata Atlântica, que engloba a maior parte do território Litoral sul da Bahia.

“Ouvimos relatos de pessoas que se empenharam e contribuíram ao longo de sua vida com a construção desse patrimônio que deve ser preservado, revitalizado e fortalecido por ser fundamental para o desenvolvimento regional da Bahia. Para além da estrutura física, a Ceplac tem o patrimônio científico, intelectual e cultural que tem que ser preservado e potencializado”, disse o deputado Marcelino Galo.
“Essa audiência pública abre as portas da Assembleia Legislativa no sentido da gente incorporar essa pauta e ver os caminhos que vamos tomar, juntos, de forma democrática, para fortalecer essa luta para além das questões partidárias, para além das disputas políticas, porque é uma questão estruturante para o desenvolvimento. Temos que discutir, apresentar propostas e encontrar soluções”, acrescentou o parlamentar, que é engenheiro agrônomo e vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa.

“Tenho 34 anos de trabalho na instituição e fico muito triste quando tudo isso acontece, porque a Ceplac é a principal empresa da Região Cacaueira. Se ela sucumbir, a região sul da Bahia vai sucumbir junto também”, analisou o superintendente da Ceplac, Antônio Zugaib, que criticou o rebaixamento institucional, a partir do Decreto nº 8.852, de 21 de setembro de 2016.

O rebaixamento fez com que o órgão perdesse autonomia administrativa e financeira. “Isso traz uma série de entraves e consequências ao funcionamento do órgão, que tem 49 escritórios em oito territórios no estado”, acrescenta.

Já o agrônomo extensionista Antônio Fernando Ribeiro, que representou a Comissão de Revitalização da Ceplac (CRC) na discussão, defendeu uma proposta de revitalização e de reerguimento institucional. “Lamentamos o estado de caos, de desprezo, de desatenção que o governo brasileiro tem dispensado à instituição Ceplac. Por isso, apresentamos essa proposta de revitalização, porque queremos o fortalecimento da instituição que é importante para o desenvolvimento regional e para a agropecuária no Brasil”, destacou.

Também participaram da audiência pública Washington Farias, que representou o Conselho de Entidades dos Servidores da Ceplac, o deputado Augusto Castro (PSDB), produtores de cacau, estudantes da Faculdade Ruy Barbosa, de Salvador, e interessados no tema.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. Tem que acabar com essa CEPLAC e transforma-la em EMBRAPA CACAU que tem uma estrutura mais eficiente e exige profissionais com alto gabarito para trabalhar. Diferente da CEPLAC e os sindicalistas que estão ali apenas para a boquinha.

    O Vassoureiro Gelado e o Mensaleiro Jojoba saíram da CEPLAC, lembre-se disso.

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