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20 de abril de 2021 | 11:41 am

ELEIÇÃO SOB SUSPEITA NA UFSB

Tempo de leitura: 2 minutos
Joana Angélica é questionada por parentesco com candidatos.

Joana é questionada por parentesco com candidatos.

A vice-reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Joana Angélica Guimarães, está na mira de parte dos docentes da instituição. Por causa das férias de Naomar Monteiro, Joana assumiu a reitoria da UFSB justamente no período em que ocorrem consultas para definir os novos decanos e vices nos campi.

A queixa dos opositores: sem licenciar-se do cargo, Joana terá o esposo e um irmão concorrendo, respectivamente, nos campi de Itabuna e Teixeira de Freitas. Pela Chapa Efetivação, Marcio Augusto Vicente de Carvalho concorre em uma das chapas no campus Jorge Amado, de Itabuna. É o esposo de Joana.

Professores interpretam que o parentesco de Marcio Augusto com a vice-reitora – hoje reitora em exercício – pode favorecê-lo. “Na condição de vice-reitora e reitora em exercício, ela detém informações privilegiadas sobre a administração e atividades de todas as unidades acadêmicas e instâncias da UFSB. Por força da relação, seu esposo terá vantagens desproporcionais, já que são casados”.

Há quem peça a “impugnação imediata” das chapas que possuem membros com parentesco com a reitora em exercício. Embora trate-se de processo eleitoral, citam o artigo 9º do Código de Ética dos Servidores da UFSB, que proíbe a participação de parentes em decisões relacionadas à seleção, contratação, promoção ou rescisão de contrato de parentes consanguíneos ou afins, até o terceiro grau.

OUTRO LADO

O site não conseguiu contato com a reitora em exercício. Já Marcio Carvalho, preferiu não se posicionar. O professor lembrou que há uma comissão eleitoral e ela poderá se posicionar em relação ao questionamento dos opositores. Atualizado às 11h46.

Esta publicação possui 17 comentários
  1. Eu fico impressionado com a capacidade de alguém ter a coragem de impossibilitar alguém de concorrer a uma eleição com uma justifica dessas, isso define bem qual o nível das estratégias de desqualificação que podem ser utilizadas. Quem coordena o processo eleitoral é uma Comissão, também eleita por representantes de segmentos, tendo, inclusive, membro do Conselho Social do Campus e ninguém, de acordo com o Edital aprovado pela Congregação, é impedida/o de concorrer. Isso se chama PLEITO. Vamos para as urnas, gente, sem golpes baixos! As duas chapas são legítimas e seguiram todos os procedimentos do edital, isso foi verificado pela comissão eleitoral.

  2. A tentativa de impugnação desta candidatura é absurdamente ridícula. Como professora da UFSB, que não tem cargo algum nesta Instituição, que chegou nesta Universidade antes mesmo dos primeiros estudantes, venho dizer que estou estarrecida com tal insinuação. E o uso do artigo 9 do Código de Ética totalmente descontextualizado chega a ser patético. Mas vamos supor (mesmo que seja absurdo) que devamos trazer este artigo para esta situação específica (mesmo que este artigo não caiba em situações eleitorais), a única coisa que se poderia fazer seria impedir a participação de Joana do Processo Eleitoral, ou seja, ela não poderia votar para o Decanato questão. Deu para perceber como não faz sentido algum? Peço por mais respeito, por mais seriedade diante de processos eleitorais legítimos e democráticos! Onde todos os estudantes, servidores técnicos e docentes que avaliarão e decidirão quem ocupará o cargo.

  3. Envergonhado por constatar a necessidade de colegas em apelar para tamanha baixeza ao colocar publicamente em dúvida a credibilidade da vice-reitora e, por tabela, de toda comissão eleitoral.
    Triste em perceber que um processo sério, que poderia ser pautado em propostas, ser manchado com atitudes lamentáveis como esta ridícula tentativa de desqualificação.

  4. Diante do exposto pelo Rafael Guimarães, esta nota parece o que é: manobra política de uma oposição que já dá sinais, de partida, de ter medo das urnas. O resultado esperado não parece ser o tapetão, porque impossível — a chapa foi legitimada tanto pelo Edital quanto pelo pleito, e já participa oficialmente de uma disputa que, ao contrário do que dá a entender a oposição, só se enriquece no contraditório! Fiquem atentos: o que esta “nota” quer realizar é plantar a dúvida e retirar votos de uma chapa que tem mostrado propostas concretas e dialogado com a diferença. Menos tapetão, mais debates qualificados!

  5. Esta matéria é um absurdo, nenhum professor atestou favorecimento da chapa mencionada, isto é mais uma manobra política suja. É preciso entender que a universidade precisa de uma revisão e para isto precisa de uma eleição qualificada e não esta estratégia coronelista.

  6. Eu fico envergonhada com esse tipo de argumento que os chamados ” opositores” a chapa Efetivaçao lançam mão. Foi lançado o edital com comissão eleita para acompanhar e dar lisura a todo processo. A estratégia de difamação da chapa EfetivAçao e da professora Joana é de baixo nível e indica unicamente que estamos caminhando no lugar certo. Fazendo uma campanha limpa, ética e respeitosa. Sinto vergonha alheia. A eleição se ganha é nas urnas!

  7. A disputa eleitoral está sendo conduzida seguindo os mais altos padrões éticos. As/os docentes que estão candidatos foram todos aprovados em concurso público, e portanto podem participar do processo eleitoral, seja na qualidade de eleitores, seja na qualidade de candidatas/os.

  8. É simplesmente um absurdo e extremamente vergonhoso o que alguns tem feito na UFSB para alcançar o “poder”, fazer uma campanha difamatória contra Joana e Marcio mostra o nível a que estes candidatos desceram e levaram um punhado junto com eles.
    Apelar para esse tipo de manobra mostra o quanto estão sedentos por poder e desesperado para ganharem as eleições, além claro, de revelar o nível de política que querem fazer.
    Triste!

  9. Me sinto invergonhado enquanto docente e comunicólogo ao me deparar com uma matéria deste teor. Demonstra a maldade de quem enviou esta informação absurda e a irresponsabilidade deste canal em publicar algo sem apurar. Lamento Editor, você falhou miseravelmente.

    Da Redação: Senhor professor e comunicólogo Fabio, partimos do princípio de que imprensa não é Justiça. Não nos cabe silenciar vozes dissonantes. Como também não nos cabe julgar se a suspeita levantada pelos adversários, fundamentada no Artigo 9º, é equivocada ou não. Isso fica para espaço de opinião. Não foi o caso.

  10. Realmente, ao q parece certas TEMERárias contaminações externas,tão em voga nas hostes palacianas brasilenses,as “hermeneuticas das conveniências” de pseudos purismos legalistas contaminam (?) as eleições ufsbianas . Na qual uma dita possível “Situação” ,travestida de “Oposição Libertária “, assume aparente posição nitidamente “pseudo legalista e golpista” … Resta saber e conferir se assumirão a seguir, tb todo um maquiavélico decálogo “neo liberalizante” onde :
    1- Se defendam pessoas, seus grupos e jamais ideias;
    2- Se trapaceie, minta, invente. As disputas pelos poderes permanecerão pois as relações acadêmicas são descartáveis;
    3- Sempre julgue pelas aparências dos factóides criados. Todos já sabemos que tudo que parece é depois que “nazisticamente” se propagandear repetidamente que assim o foram ou será;
    4- Um “monólogo convergente”de que tudo “está lindo” continuará sendo uma estratégia de despolitização poderosa;
    5- Uma chapa”mascarada” de boazinha sempre defende as melhores “ideias” para um projeto de gestão universitária;
    6- Compreenda que vozes dissonantes fazem parte do “caos” político anti institucional e que devem ser silenciadas por todos os meios;
    7- Converse só com aquelxs que concordam com nossa “Oposição Libertária”, pois trocaremos favores e nos disporemos a lhes representar utilitariamente nos diferentes espaços de gestão universitária.;
    8- Entenda que é um momento acadêmico “maquiavélico”, pois cada candidatx usará de todos os meios para que a sua chapa e suas ideias sejam vencedoras;
    9- Não seja ovelha! Não se deixe arrebanhar! Seja um Lobo e como tal recite Hobbes … Decida votar na “alcatéia” mais forte, onde as palavras são doces e os dentes super afiados …;
    10- Afinal, as campanhas políticas nas Universidades são sempre de baixo nível. Onde o ser humano é o lobo do outro …
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  11. A sugestão de impugnação das chapas em função de parentesco com a Reitora em exercício faz parte de uma mentalidade política católica: não sendo todos nós puros como os anjos do céu, a eleição será sempre maculada.
    Alguém já cogitou na hipótese de que não somos anjos e temos que tentar realizar uma eleição minimamente isenta, usando para isso NOSSAS INSTITUIÇÕES.
    A iniciativa é tão absurda que, se fosse válida, deveria afastar o Reitor (que está de férias) já que ele também tem INTERESSE na eleição.
    Em toda eleição há interesse e ela só existe por causa dele. Se há alguma intervenção indevida, a Comissão Eleitoral que tome as providências devidas. Ela é a INSTITUIÇÃO POLÍTICA RESPONSÁVEL.
    Vamos politizar as eleições e deixar a religião para o foro privado.

  12. Sou discente da UFSB e independente do vinculo com Joana, Marcio tem se mostrado um exemplo de coordenador no centro acadêmico de humanidades, então não vejo problema nenhum em um homem muito bem capacitado se candidatar ao decanato, da próxima procure mais a fundo, quanto ao irmão não faço ideia de quem seja não tive contato com ele.

  13. A tal fonte citou, ao meu ver, indevidamente, o artigo 9°, mas é ótimo observar que o mesmo também fala que um servidor da UFSB não deve “motivar e/ou incentivar situações que possam gerar constrangimento ou qualquer forma de violação à dignidade da pessoa humana”, ou ainda “divulgar informações ou fatos sobre os quais devesse guardar sigilo ou cuja veracidade e procedência dependam de confirmação”. Esse processo eleitoral tem se mostrado uma verdadeira baixaria, menos maduro inclusive que os processos eleitorais estudantis. Qual a finalidade disso? Por que? Para quem?
    Sugerir que uma das partes teria “informações privilegiadas” significa questionar a ética de uma comissão eleitoral. Só que pra isso é necessário que se tenha, mais do que insinuações e sensacionalismo barato e anônimo, fatos e provas concretas.

  14. É com tristeza que vejo a ideia de suspeita aparecer neste blog sobre o processo de consulta para decanos da UFSB. É o primeiro processo de consulta à comunidade da UFSB, composta por estudantes, docentes e técnicos administrativos e só por este motivo já é um momento histórico desta tão jovem universidade. O processo de consulta foi aberto e inicialmente não houveram chapas inscritas. O Edital foi reaberto e as duas chapas que se inscreveram foram devidamente homologadas por uma comissão eleitoral constituída de representantes de todas as categorias. Os princípios da ética e da transparência com a coisa pública estiveram presentes durante todo o processo. O professor Márcio é docente do quadro permanente da Universidade, tendo sido aprovado em concurso público para o ingresso no serviço público federal, sendo portador de um currículo que lhe dá experiência e qualificação para concorrer à este e outros pleitos no âmbito desta Universidade. Ele é coordenador do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades e está participando de um processo de escolha; caso a chapa que encabeça seja escolhida pela comunidade, será indicada para a eleição que se realizará na Congregação do Instituto de Artes, Humanidades e Ciências.
    É preciso esclarecer que este não é um cargo indicado pela reitoria.
    Me parece que a fonte anônima que deu a informação ao jornalista desconhece os processos de consulta que estão ocorrendo na universidade, bem como desconhece a própria estrutura da universidade. Tenho dúvidas mesmo, se são professores, já que pecaram eticamente ao fazer uma denúncia infundada e mesmo caluniosa. Gostaria que este(s) professor(es) fizesse(m) como eu e como outros tantos aqui, assinasse(m) seus comentários e denúncias. Nem vou comentar a menção ao licenciamento da vice reitora, presente no texto, pois este sim beira o mais absurdo golpe! Desejo que possamos, nos próximos dias, elevar a qualidade desta campanha, afinal somos todos educadores. Vamos às urnas!

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