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26 de setembro de 2020 | 01:01 pm

PROJETO INCENTIVA ESTUDANTES NA PRESERVAÇÃO DE MANGUEZAIS EM ILHÉUS

Tempo de leitura: 2 minutos
Atividade no manguezal desperta para proteção e conservação em Ilhéus ||  Foto Divulgação

Atividade no manguezal desperta para proteção e conservação em Ilhéus || Foto Divulgação

Os estudantes do Colégio Estadual Professor Fábio Araripe Goulart, em Ilhéu, na região sul da Bahia, estão desenvolvendo um olhar especial para os manguezais que ficam próximos à unidade escolar. Graças ao projeto “Vivência e Convivências”, o manguezal está servindo como objeto de estudo para os estudantes, que aprendem, durante aulas de campo, sobre as diferentes formas de vida e, principalmente, sobre as formas de conservação e proteção do ecossistema.

A atividade, segundo a professora Adeline Gomes, busca despertar estudantes para as intervenções que são feitas pelo homem e que ameaçam os manguezais. “A proposta da atividade das disciplinas de Iniciação Cientifica e Humanidades é ir além dos muros da escola. É fazer com que os estudantes reconheçam os problemas no entorno do bairro onde moram, como por exemplo, a destruição da vegetação do mangue, a poluição do rio e as construções irregulares que ali existem”, explica.

A estudante Ana Caroline Rocha, de 15 anos, do 1º ano, não conhecia o manguezal e fala que a aula de campo proporciona um aprendizado que ela não vai esquecer. “Foi muito bom conhecer o mangue, pois, apesar de ser aqui no bairro nunca tinha visitado. Vi os problemas, os seres que vivem lá e a paisagem do lugar. Aprendi sobre o valor que o mangue tem para o nosso bairro, tanto histórico quanto ambiental, e conversamos sobre iniciativas que devemos tomar e passar para a família e os amigos para a preservação do mangue, do rio e das espécies que vivem ali”, relata.

Já Érica Bispo, 17, também do 1º ano, diz que conhece bem a realidade do local, pois reside próxima ao mangue. Ela fala sobre a importância do mangue para muitas pessoas que tiram de lá o sustento para as suas famílias. “Os ribeirinhos conhecem a realidade do local e não poluem o rio. Mas os visitantes não fazem o mesmo, pois, quando vão pescar, sujam e poluem deixando lixo na beira do rio. Sempre realizamos mutirões de limpeza para amenizar a sujeira, conversamos com os visitantes e o meu pai está providenciando uma placa de alerta para os visitantes não deixarem lixo. Muitas pessoas sobrevivem do mangue e precisamos preservar”, afirma.

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