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11 de abril de 2021 | 04:51 am

OPERAÇÕES RESGATARAM 3 MIL PESSOAS EM SITUAÇÃO DE TRABALHO ESCRAVO NA BAHIA

Tempo de leitura: 2 minutos
Aumento de trabalho escravo em Ilhéus preocupa ao MTP

Aumento de trabalho escravo em Ilhéus preocupa o MTP|| Foto José Nazal

Operações realizadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), nos últimos 14 anos, resultaram no resgate de 3.154 pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão na Bahia. Os municípios com maior quantidade de ocorrências são Barreiras (445), Correntina (249), Formosa do Rio Preto (229), Jaborandi (293), Luís Eduardo Magalhães (313) e São Desidério (967).

Além de Barreiras, entre os maiores municípios baianos, foram resgatados trabalhadores em situação análoga de escravidão em Ilhéus (24), Salvador (40), Feira de Santana (24) e Vitória da Conquista (73). Os dados são do Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil, portal de informações desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

ITABUNA FORA DA ROTA

Na Bahia, 366 municípios estão registrados no portal observatorioescravo.mpt.mp.br.De acordo com os dados consultados pelo PIMENTA, nos últimos 14 anos não houve resgates de trabalhadores em situação análoga de escravidão em municípios como Camacan, Canavieiras, Coaraci, Jequié, Itabuna, Ibirapitanga,Itajuípe,  Itamaraju, Ipiaú, Eunápolis, Porto Seguro e Una.

O MPT informou, porém, que as operações na Bahia costumavam ocorrer na região oeste, considerada área endêmica por ter propriedade com grande extensão e distantes de grandes centros. Nos últimos anos, no entanto, situações em que pessoas eram submetidas a condições degradantes de trabalho vêm sendo encontradas em grandes cidades, como Salvador, Ilhéus e Feira de Santana.

TRABALHADORES RESGATADOS EM 28 MUNICÍPIOS BAIANOS

No estado, o MPT trabalha no combate ao trabalho escravo junto com a OIT, as secretarias estaduais de Justiça e de Trabalho, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-BA) une os órgãos numa ação coordenada.

No ano passado, foram realizadas 17 operações em 28 municípios baianos, onde foram  resgatados 60 trabalhadores. De acordo com o MPT, a articulação entre as instituições tem feito a Bahia se destacar nacionalmente como um dos estados com maior número de ações de resgate de trabalhadores em condição de escravos.

Os dados do MPT apontam o Pará como o estado brasileiro com o maior número de casos, onde 9.853  trabalhadores  foram resgatados. O Mato Grosso (4.302) é o segundo no ranking nacional, seguido por Goiás (3.716) e Minas Gerais (3.333).

Este post tem um comentário
  1. A história da humanidade é intrínseca a escravidão e sempre haverá mediocridade da porcaria do ser humana insensível aproveitar dos mais fracos,humilhar,dominar
    e subjugar, e a palavra escravizar no sentido amplo caracteriza-se por diversas maneiras:

    sexual,agenciar,retê-lo documentos,vigilância local do trabalho,contar o tempo de ir no banheiro,dívida impagável do trabalhador(a),aproveitar do poder:Crime -pena de 2(dois) anos a 8(oito) anos,e multa, agravante se a vítima for menor de idade e maior de 6O anos.

    Bolsa esmola, alcunha de Bolsa família, é escravizar,humilhar o fraco e tornando escravo(a) da dependência e aprisionada na submissão de diversas maneiras:
    Objeto material: é a pessoa aprisionada como escrava(o) sem dignidade um(a) esmolando.

    Objeto jurídico: é a liberdade da pessoa de ir vir,comer,dormir,ter direito saúde,moradia,educação etc, que caracteriza crime comum,qualquer um pode cometer e qualquer um pode ser vítima.
    (Art.149 CP) de acordo com a lei 1O.8O3/2OO3

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