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3 de agosto de 2020 | 06:10 pm

PREFEITURA VAI DEMOLIR SHOPPING POPULAR DE ITABUNA; PREJUÍZO ULTRAPASSA R$ 2 MILHÕES

Tempo de leitura: 3 minutos

Comissão recomenda demolição de shopping popular|| Foto Waldir Gomes

Não será tão cedo que os vendedores ambulantes que atuam no centro de Itabuna contarão com um espaço decente e seguro para trabalhar. Nesta quinta-feira (4), a prefeitura informou que deverá demolir o Shopping Popular, que estava praticamente pronto, mas apresentou sérios problemas estruturais e de segurança, segundo uma comissão formada por técnicos do município.
Integrada pelo secretário de Desenvolvimento Urbano, Patrick Olbera Monteiro, pelos engenheiros João Zulato Filho, da Sedur, e Kleber Marcelo Bras, representante da Associação Brasileira de Engenheiros Civis, além do advogado Joselito Batista de Oliveira Filho, da Procuradoria-Geral do Município, a comissão sugeriu a demolição do prédio.
A decisão sobre o destino do prédio deve ser anunciada pelo prefeito Fernando Gomes ainda nos próximos dias. Nesse período, a Procuradoria-Geral do Município deve notificar ao Ministério Público da Bahia e entrar com uma ação judicial contra os gestores e a empresa responsável pela execução da obra, que foi orçada em R$ 2 milhões e deveria ser concluída há quase dois anos.
O relatório destaca que, após a análise dos dados coletados como extração do corpo de provas do concreto de pilares e vigas, “constatou-se que 90% deles estão abaixo do mínimo projetado para este tipo de estrutura”.
A comissão constatou, ainda, que todas as vigas do último pavimento – que foi demolido – estavam condenadas por apresentar níveis baixíssimos de resistência, com alto risco de colapso, daí a recomendação para remoção das mesmas estruturas, visando evitar qualquer tipo de acidente mesmo estando a obra paralisada.

De acordo com a Prefeitura de Itabuna, outro fator que contribuiu para a decisão sobre a necessidade de demolição da obra foi a constatação de erro no projeto estrutural, considerado o fator mais importante para o colapso da estrutura lateral, no lado em frente ao antigo Sesp, onde funciona hoje o posto de saúde José Maria Magalhães. “O erro no cálculo da estrutura foi o principal motivo do acidente ocasionado no final de 2016, mas nos referidos laudos não há a citação da estrutura do lado oposto, que também foi executada seguindo o mesmo projeto com o erro já constatado”.
MAIS PROBLEMAS?
A comissão informa que, devido aos erros no projeto, é possível verificar que a estrutura do segundo pavimento aparenta deslocamentos por conta da instabilidade estrutural proveniente de falha do projeto estrutural e erros na execução da obra. Segundo a prefeitura, outro problema é que as vigas de piso e pilares estão fora do alinhamento, podendo causar abalos na estrutura quando da ocupação do espaço por comerciantes e compradores.
O município afirma ainda que “torna-se inconcebível a retomada da obra, haja vista que a Sedur não analisou os projetos elaborados pela empresa contratada.” A obra chegou a ser embargada pelo Corpo de Bombeiros em 30 de novembro de 2016,  quando houve queda de parte de uma lage.
A prefeitura diz também que “o relatório da comissão menciona que após o desabamento e constatação de que a obra deveria ser embargada, o município, através da administração anterior, realizou dois pagamentos à empresa contratada, o que não deveria ocorrer, tendo em vista os problemas da obra, tornando inviável a sua retomada, até porque os gestores pagaram além do previsto no orçamento”.

Esta publicação possui 0 comentários
  1. A geringonça,que um incapaz prefeito foi capaz de nem saber o local adequado
    para edificar!
    Até um local para abrigar os micros empresários de Itabuna um incapaz prefeito em 4 (quatro) anos cagou tudo,nem precisa falar no trânsito,cagou tudo!
    A fachada de uma arquitetura histórica de Itabuna,esta porcaria de construção dos”Shopping dos Camelões” ofuscou a fachada da belíssima arquitetura da FSESP de saúde Itabuna.
    Votei no Vane 1O, foi um grande erro,nunca mais voto neste pior prefeito de todos os tempos de Itabuna.
    Um shopping de mercadorias do Paraguai em frente a Receita Federal,a um paço da fiscalização,mas não é nada,o desastre é tapar a frente da FSESP de Itabuna com
    material de péssima qualidade.
    Por derrubar esta geringonça,o prefeito analfabeto de pai e mãe, é digno de aplausos. Parabéns!

  2. Srs leitores do conceituado,pelo que conseguir observar na foto,foi demolição de parte pequenina estrutura,que em qualquer cidade porte minimo médio,não considera tal estrutura,como sendo shopping,se não estou enganado,o que está a vista,em qualquer cidade porte médio/grande é chamada como galeria pois,para se chegar estrutura shopping,está longe,muito longe.
    Creio que povo Itabuna,se não estou equivocado,não merece isso.

  3. Como é que pode ter erro no projeto e erro na execução.
    Como foi a fiscalização da prefeitura que não observou esse tal erro.
    E um detalhe. Eu tenho minhas duvidas que isso é erro de projeto.
    Pois um projeto deste porte depende do uso de softwares específicos.
    So se especificarem cargas e sobrecargas erradas sobre essa estrutura. é a unica opção.

  4. Acompanhei de perto a execução da obra pois moro perto e vi ali erros grosseiros de execução, não posso falar dos projetos que foram feitos pois não tive acesso aos mesmos, mas conheço os profissionais que os executaram, de extrema competência, quanto a fiscalização não posso dizer o mesmo, agora na gestão do atual prefeito fui ao local varias vezes fazer levantamentos em relação a estrutura do prédio e a cada ida lá observava que a estrutura rachava (Trincava). A laje com vãos de mais de 6.00m. teria que ser telada e não existe ferros negativos e positivos da laje, as vigas de balanço os blocos de concreto aparentavam erros, na minha opinião quem acompanhava a execução não tinha conhecimento técnico para analisar a execução em relação aos projetos e normas apresentados, não respeitaram os projetos, fiz vários levantamentos na área e como técnico posso afirmar. Infelizmente uma vergonha.

  5. Será que não foi apenas o desabamento de uma parte de marquise? Por que o prefeito demorou um ano para tomar a decisão de demolir? A prefeitura vai continuar sob as vontades dos ambulantes, como acontece com SETTRANS com relação ao transito e AETU? E a SETUR, qual a sua função?

  6. Amanhã Fernando Cuma ira provar do próprio veneno: um outro prefeito irá demolir a inutilidade da passarela que está sendo construída (com defeitos) no rio Cachoeira.

  7. Itabuna passa por um momento de mediocridade, uma obra para abrigar comerciantes que vendem produtos sem NF, sem garantia, fora dos padrões de segurança, marcas pirateadas que iria ficar em frente a Receita Federal, um acinte.
    Quanto a passarela de FG o que o povo assiste é uma obra que poderia ser plana para melhorar o deslocamento, mas algum “genio” resolveu elevar o pilar do centro. O itabunense so está colhendo o fruto de suas escolhas.

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