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7 de março de 2021 | 05:35 am

FUNCIONÁRIOS DISCUTEM MANUTENÇÃO DA FAFEN NA BAHIA; DEPUTADO APELA A ACM NETO

Tempo de leitura: 2 minutos

Sindicalistas, Rosemberg e Wagner discutem alternativas ao fechamento da Fafen

Representantes dos trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA) e o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), Jaques Wagner, se reuniram, na noite desta terça (20), para discutir o fechamento da empresa, anunciado pela Petrobras. O encontro foi articulado pelo deputado estadual Rosemberg Pinto (PT).

No encontro com Wagner, na sede da SDE, no CAB, ficou pré-agendada para a primeira quinzena de abril, uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) com a presença do governador Rui Costa (PT) e, se possível, com a participação do governador e parlamentares de Sergipe, e em seguida, uma audiência pública no estado vizinho.

Rosemberg contestou a lógica do governo do presidente Michel Temer (MDB) que, conforme o petista, visa “inutilizar o patrimônio público para vendê-lo por bagatelas ao capital estrangeiro”. Ele conclamou até o auxílio do presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, devido a sua proximidade com Temer, em apoio à causa.

O parlamentar petista também alertou sobre a importância da unidade baiana, a “semente do Polo”, a primeira fábrica de ureia do Brasil e teve suas operações iniciadas em 1971. Além do valor histórico, a Fafen é a maior consumidora do gás natural vendido pela Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás) – empresa de economia mista administrada pelo Governo do Estado, além de ser a única produtora e reguladora de preços de fertilizantes nitrogenados no país.

O diretor do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), Leonardo Urpia, presente na reunião com Wagner, agradeceu o apoio do deputado e defendeu a luta. “Um apoio de um deputado do esteio de Rosemberg é importantíssimo para que esses trabalhadores tenham a segurança de continuar com os seus empregos e que a Bahia continue com a atividade importantíssima, não só para o município de Camaçari, não só para o estado da Bahia, mas também para todo o desenvolvimento da agricultura e da segurança alimentar dos brasileiros. Necessitamos de fertilizantes e não podemos abrir mão de nenhuma fábrica que está produzindo fertilizantes no nosso estado”, defendeu o dirigente sindical.

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