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24 de junho de 2021 | 02:49 pm

MINISTÉRIO PÚBLICO DENUNCIA FALSO MÉDICO QUE ATUOU EM FEIRA DE SANTANA

Tempo de leitura: 2 minutos

Ministério Público denuncia falto médico|| Foto divulgação.

O Ministério Público da Bahia ingressou com ação de improbidade administrativa contra um falso médico acusado de atuar, em setembro e outubro de 2015, como plantonista na Policlínica de Humildes, distrito de Feira de Santana. Segundo o promotor de Justiça Tiago Quadros, Dorian Cristian Gomes dos Santos foi contratado pela Cooperativa de Trabalho Redesaúde, terceirizada pela Prefeitura de Feira, a partir do uso ilegal das credenciais de um médico cooperado que não atuava pela Redesaúde há mais de dois anos.
Além de Dorian Cristian, são acusados de causar prejuízos aos cofres públicos municipais o coordenador médico da cooperativa, Thiago Abade Cotinguiba; o coordenador da Policlínica Celimário Rodrigues da Silva e a própria Redesaúde. O falso médico foi preso em flagrante em outubro de 2015.
De acordo com o MP-BA, Dorian Cristian se passou por médico com o aval deliberado de Thiago Cotinguiba, responsável por organizar as escalas de plantão dos profissionais de saúde terceirizados e pela contratação ilegal do falso plantonista. Sem qualquer fiscalização, Dorian Cristian não usava crachá e se apresentava apenas com um carimbo que continha o nome de um médico e a respectiva inscrição dele no Conselho de Medicina da Bahia (Cremeb).

FRAUDE
Segundo o promotor de Justiça Tiago Quadros, por plantão prestado, Dorian Cristian recebeu de Thiago Cotinguiba R$ 500, quando os valores oficiais pagos aos prestadores de serviços são de R$ 1,5 mil nos dias úteis e R$ 1,7 mil nos finais de semana. O representante do MP-BA afirma que o coordenador da unidade de saúde, Celimário Rodrigues da Silva, “facilitou o dano ao erário decorrente dos pagamentos ilícitos”, pois deixou de realizar a “necessária fiscalização”.
O Ministério Públio informou na ação que Dorian Cristian confessou a fraude em depoimento prestado à polícia. Já a cooperativa é responsabilizada por disponibilizar ao coordenador da entidade “a sua estrutura empresarial como forma de disfarçar a contratação de falso médico”.

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