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24 de novembro de 2020 | 02:49 pm

BOLSONARO E A GLOBO

Tempo de leitura: 2 minutos

Marco Wense

 

O cancelamento da agenda de Bebianno terminou provocando a descoberta desse inesperado encontro entre o ministro da Secretaria-Geral com a poderosa Organizações Globo.

 

Salvo engano, no editorial de segunda, dia 11, comentei sobre o imbróglio das candidaturas laranjas patrocinadas pelo PSL, legenda do presidente Jair Messias Bolsonaro.

As coisas complicaram. A candidatura laranja de Maria de Lourdes Paixão está sendo investigada pela Polícia Federal. Ela teria recebido R$ 400 mil para “disputar” uma vaga na Câmara Federal pelo Estado de Pernambuco.

O empurra-empurra entre Gustavo Bebianno, ministro da Secretaria de Governo, e Luciano Bivar, atual presidente do PSL, sobre quem autorizou o repasse do dinheiro público, continua.

O presidente Bolsonaro, em conversas reservadas, não esconde sua irritação com as candidaturas laranjas do seu partido. Vale lembrar que Bebianno, cujo discurso era de implacável combate à corrupção, comandava interinamente o PSL e coordenava a campanha do então candidato ao Palácio do Planalto.

Bolsonaro mandou Bebianno cancelar todos os compromissos agendados. O que chamou mais atenção foi o encontro marcado com o vice-presidente de Relações Institucionais da Rede Globo, cujo nome esqueço agora.

É evidente que o ministro Bebianno não iria agendar uma conversa com o representante das Organizações Globo sem o prévio consentimento do chefe.

Estaria Bolsonaro disposto a se aproximar da Globo, contrariando boa parte dos seus correligionários mais próximos?

Pois é. O cancelamento da agenda de Bebianno terminou provocando a descoberta desse inesperado encontro entre o ministro da Secretaria-Geral com a poderosa Organizações Globo.

Marco Wense é articulista e colunista do Diário Bahia.

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