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24 de maio de 2020 | 10:32 pm

MEC BLOQUEIA QUASE R$ 12 MILHÕES PARA OBRAS E 38% DO ORÇAMENTO DA UFSB

Tempo de leitura: 2 minutos

UFSB pode ter obras paralisadas por falta de verbas

O Ministério da Educação (MEC) bloqueou recursos de mais uma universidade federal na Bahia. Desta vez, a instituição prejudicada com o corte de verbas é a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), que possui sede e campi em Itabuna, Teixeira de Freitas e Porto Seguro, onde estudam 3.471 alunos. A decisão do MEC foi confirmada nesta quinta-feira (2).

A Assessoria de Comunicação da UFSB informou ao PIMENTA que o corte de 38% no orçamento vai dificultar principalmente o pagamento de despesas com água, energia elétrica, telefone e serviços de segurança, limpeza e portaria, dentre outros, nos três campi da universidade. O MEC bloqueou cerca de R$ 5,5 milhões do total de R$ 15 milhões previstos no orçamento deste ano para as despesas de custeio da universidade sul-baiana.

Os cortes não se limitaram ao orçamento para as despesas de 2019. O governo federal também bloqueou cerca de R$ 11,8 milhões de emendas parlamentares. Os valores deveriam ser repassados para a execução de obras no novo campus Jorge Amado, em Itabuna.

A implantação do campus, numa área doada pela Ceplac, entre Ilhéus e Itabuna, está orçada em cerca de R$ 64 milhões, sendo R$ 24 milhões para construção de prédios e outros R$ 40 milhões para obras de infraestrutura, como pavimentação, redes pluviais, esgoto, água e energia elétrica.

Com a tesourada do governo federal, o cronograma está comprometido e as obras  correm o risco de não serem concluídas neste ano. Conforme apurou o PIMENTA, a UFSB também pode sofrer com atrasos nas obras dos campi Sosígenes Costa, em Porto Seguro, e Paulo Freire, em Teixeira de Freitas, ambos no extremo-sul.  As duas obras estão orçadas em R$ 49 milhões.

UFBA

A UFSB foi a segunda universidade federal no estado a ter recursos bloqueados pelo MEC. A primeira foi a Universidade Federal da Bahia (UFBA), que, segundo o reitor João Carlos Salles, terá dificuldades com as despesas com água, luz e limpeza, dentre outros serviços essenciais para o funcionamento. Foram bloqueados R$ 37,342 milhões. A medida está sendo investigada pelo Ministério Público Federal na Bahia.

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