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24 de fevereiro de 2020 | 01:34 am

O TEATRO, UMA REFLEXÃO

Tempo de leitura: 2 minutos

Daniel Bittencourt

 

 

O Teatro Candinha Dória não acaba com a carência de Itabuna de um local adequado para grandes eventos. Mas, enfim, fico feliz por essa obra.

 

 

Por favor, não me entendam mal, mas eu não poderia deixar de me expressar, como responsável por produções teatrais, justamente no momento em que Itabuna está de parabéns pela inauguração do Teatro Candinha Doria. Bem, não é meu intuito aqui apenas criticar, mas também fazer um desabafo por estar preocupado com o futuro do nosso teatro.

Explico: uma obra com essa grandiosidade não poderia ter apenas 597 lugares. Por todo o aparato envolvido, pode ficar caro para produções locais e desinteressante para grandes produções nacionais pelo fato de ter apenas essa quantidade de cadeiras. Para se ter uma noção, de todos os eventos que fizemos, raros foram os que tiveram um público abaixo de 600 pessoas.

Para essa quantidade de público (597 lugares), com umas poucas cadeiras extras, o Centro de Cultura Adonias Filho – que, por sinal, encontra-se abandonado pelo poder público – já resolveria.

O Teatro Candinha Dória não acaba com a carência de Itabuna de um local adequado para grandes eventos. Mas, enfim, fico feliz por essa obra. Em um país onde a cultura agoniza, e o que vemos são teatros sendo fechados, ter um teatro sendo inaugurado é maravilhoso. Outra coisa! Antes que eu me esqueça, teatro se inaugura com grandes espetáculos teatrais…

Parabéns Itabuna!

Daniel Bittencourt é produtor cultural.

Esta publicação possui 2 comentários
  1. É o mesmo que ando repetindo. 600 lugares não paga um espetáculo. Para nós que queremos outros tipos de espetáculos como sobreviver e fazer acontecer com esse número. A conta não fecha. Obrigada pelo texto.

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