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2 de julho de 2020 | 06:11 pm

MORRE VADÃO, EX-TÉCNICO DE BAHIA, VITÓRIA E SELEÇÃO BRASILEIRA FEMININA

MORRE VADÃO, EX-TÉCNICO DE BAHIA, VITÓRIA E SELEÇÃO BRASILEIRA FEMININA
Tempo de leitura: 3 minutos

Nesta segunda-feira (25), o  mundo do futebol despediu-se do técnico e ex-jogador de futebol, Oswaldo Alvarez, mais conhecido como Vadão, de 63 anos. Desde o último dia 12 que ele estava internado na UTI do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, por conta de um câncer no fígado, que atingiu também outros órgãos. O corpo do técnico será enterrado em Monte Azul Paulista, sua cidade natal.

Ao longo dos 34 anos dedicados às quatro linhas, Vadão esteve no comando da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, além de equipes como Bahia, Vitória, Atlhetico Paranaense, Corinthians, Guarani, São Paulo e Ponte Preta. O último trabalho foi a frente da equipe Canarinho na Copa do Mundo da França 2019.

Vadão teve duas passagens pela Seleção Brasileira, totalizando quatro anos e quatro meses de trabalho. O técnico foi importante peça na reestruturação da equipe feminina ao liderar um trabalho que culminou no quarto lugar nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Além da conquista de duas Copas Américas, em 2014 e 2018, e a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto 2015.

Também liderou a Canarinho em duas Copas do Mundo, no Canadá em 2015 e França 2019. O trabalho foi reconhecido pela FIFA e, em duas oportunidades, Vadão concorreu ao título de Melhor Treinador do Mundo, nas temporadas 2015/16 e 2017/18.

Vadão foi o responsável por lançar nomes como Rivaldo, em 1992 no Mogi Mirim, Kaká, em 2001 no São Paulo, e Andressinha, em 2014 na Seleção Feminina, como fazia questão de destacar. No comando da Seleção Feminina, ele se orgulhava da missão e da responsabilidade que desempenhava sempre destacando a importância da valorização do futebol das mulheres.

Antes de se tornar técnico, Vadão foi jogador de futebol. Canhoto, atuou como meio-campista em times do interior paulista. Aos 28 anos, após encerrar a carreira dentro das quatro linhas, iniciou o curso de Educação Física pela Faculdade Fundação Karnic Bazarian, em Itapetininga (SP). O objetivo inicial era ser preparador físico, no entanto, a carreira seguiu novos rumos, primeiro como assistente técnico e, depois, como treinador.

HISTÓRIA COMO TREINADOR

O primeiro trabalho como técnico foi no Mogi Mirim, em 1992, onde fez história no futebol nacional ao implementar o famoso “Carrosel Caipira”. O estilo de jogo inovador chamou atenção no Brasil. A equipe que incomodou muitos adversários por jogar bonito, era liderada dentro de campo por Rivaldo, Válber e Leto.

O treinador também deixou sua marca e fez parte da história com a conquista de títulos em clubes como São Paulo, Atlhetico Paranaense, XV de Piracicaba e Criciúma.

A relação com o futebol feminino começou em abril de 2014 com o convite para dirigir a Seleção Brasileira Feminina. Na primeiro oportunidade, em cinco meses de trabalho, levou o Brasil ao sexto título da Copa América do Equador, em 2014. Em um ano e dois meses no cargo, o desafio seguinte foi a disputa da Copa do Mundo do Canadá, em junho de 2015. Ainda em terras canadenses, Vadão liderou a equipe na conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em julho de 2015.

Em 2016, o ano mais desafiador de sua carreira, os Jogos Olímpicos do Rio. Apesar da boa campanha na fase inicial, a equipe brasileira perdeu na semifinal, nos pênaltis, para a Suécia. Na classificação geral, a Seleção terminou em quarto lugar.

Após onze meses longe do comando da Seleção, um novo convite para ser técnico da equipe feminina. Na segunda passagem, Vadão levou o Brasil ao título do Torneio da China, em 2017, e ao heptacampeonato invicto da Copa América do Chile, em 2018.

O último ato no futebol foi na Copa do Mundo da França, em 2019. Apesar do bom desempenho na competição, o Brasil foi eliminado pela França, nas oitavas de final.

Pela experiência e títulos na carreira, Vadão recebeu a Licença Honorária da CBF Academy, em 2018. No mesmo ano, o treinador também concluiu o curso da Licença PRO, a mais alta graduação de um técnico no futebol brasileiro.

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