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23 de novembro de 2020 | 04:12 pm

MINISTÉRIO DA SAÚDE PREVÊ 140 MILHÕES DE DOSES DE VACINAS CONTRA A COVID-19

MINISTÉRIO DA SAÚDE PREVÊ 140 MILHÕES DE DOSES DE VACINAS CONTRA A COVID-19
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O Ministério da Saúde anunciou a previsão de 140 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. A expectativa é que a população tenha acesso a vacina aos insumos a partir de janeiro de 2021, após aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em um primeiro momento, as doses serão ofertadas pelo laboratório AstraZeneca, responsável pelo desenvolvimento da vacina de Oxford, e pelo consórcio internacional Covax Facility. “Somando as duas iniciativas, a expectativa é que tenhamos cerca de 140 milhões de doses disponíveis para a população brasileira já no primeiro semestre de 2021, via Programa Nacional de Imunização (PNI)”, assegurou o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco.

Após a incorporação de tecnologia em uma segunda fase, a previsão é que a capacidade de produção seja de mais 165 milhões de doses no ano que vem.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde (SVS), Arnaldo Medeiros, a proposta do Plano deve ser entregue até o final do ano. “Os estudos epidemiológicos têm sido realizados em conjunto com as secretarias do Ministério da Saúde, especialistas, sociedades médicas, conselhos de classe, universidades e demais autoridades no assunto”, esclareceu.

A importância do monitoramento global e das etapas que precisam ser cumpridas até que a vacina esteja disponível à população também foi esclarecida pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos (SCTIE), Hélio Angotti durante a coletiva de imprensa.

“Estamos acompanhando a tecnologia utilizada, observando os rigorosos critérios de qualidade, eficácia e segurança. Esse processo tem início na descoberta da vacina, passando por uma aprovação regulatória, pesquisas clínicas, registro da Anvisa e, por fim, pelo acesso ao Sistema Único de Saúde”, reforçou o secretário.

O gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes Santos, acrescentou que as vacinas que estão em fase 3 atualmente no Brasil. “Após a verificação da eficácia, segurança e qualidade da vacina, a Agência faz o registro que permite a comercialização e a disponibilização no Brasil. Precisamos também checar se haverá no local em que a vacina será fabricada vai existir condições técnicas operacionais para reprodução de lote com a qualidade necessária do imunizante”, reforçou.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e o diretor do DataSus, Jacson Barros, também participaram da coletiva.  Eles falaram sobre as fases de pesquisa da Fiocruz, o desenvolvimento tecnológico e ainda acerca do processo de modernização do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, que facilitará o monitoramento da população vacinada e rastreamento de possíveis efeitos adversos.

INVESTIMENTOS

Na última semana, o Governo Federal liberou R$ 2,5 bilhões para o Brasil aderir ao Covax Facility.  A primeira parcela foi paga na quinta-feira (8), no valor de R$ 803,5 milhões.

A adesão do Brasil ao Covax Facility permitirá o acesso a, pelo menos, nove vacinas em desenvolvimento pelos laboratórios: Inovio, Moderna, Curevac, ThemisMerk, Oxford/AstraZeneca, Novavax, Universidade Queensland, Clover e Universidade de Hong Kong.

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