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3 de março de 2021 | 11:28 am

BANDA ITABUNENSE MANZUÁ LANÇA SEU PRIMEIRO ÁLBUM EM SHOW ONLINE

BANDA ITABUNENSE MANZUÁ LANÇA SEU PRIMEIRO ÁLBUM EM SHOW ONLINE
Tempo de leitura: 2 minutos

A Manzuá vai lançar seu primeiro disco oficialmente no dia 26 de março, mas as músicas do álbum homônimo da banda itabunense já estão disponíveis nos tocadores da internet. O show de lançamento será online e vai encerrar a 7ª edição do Festival de Cinema Baiano (Feciba).

O baterista e compositor Mither Amorim falou ao PIMENTA da satisfação de produzir o álbum com financiamento coletivo viabilizado por amigos e fãs da banda. O primeiro entusiasta da ideia foi o produtor cultural Victor Aziz, do NúProart.

No começo, segundo Mither, a viabilidade do projeto pareceu incerta, mas Victor insistiu: “Vai ser de boa!”.  E foi. O grupo arrecadou os R$ 14 mil necessários para tocar a produção do disco, que foi gravado pela MCK. A banda vai recompensar as pessoas que contribuíram com exemplares do álbum, camisetas e outros brindes – a composição de cada kit varia conforme o tamanho da colaboração feita.

Parte dos kits terá cartões postais com imagens do documentário Memórias do Rio Cachoeira, projeto de 2013 em que o grupo musicou poemas de artista grapiúnas, a exemplo de Firmino Rocha, Cyro de Mattos, Valdelice Pinheiro, Ruy Póvoas, Daniela Galdino, Kleber Torres, Lorenza Mucida e do próprio Mither Amorim.

Para Mither, se é verdade que as músicas da Manzuá dialogam com a cultura da região, elas também são atravessadas por influências de outros lugares, como da África. “A gente não tem uma identidade pura. Por exemplo, nesse álbum, você conhece aqui, conhece a região, a gente sabe que a presença de afrodescendentes, descendentes de africanos que vieram pra cá escravizados, é muito forte”.

Seis anos separam o início da produção do álbum e a data do seu lançamento oficial. No fim da conversa com o site, a vocalista e compositora Brisa Aziz lembrou a explicação da poeta Daniela Galdino sobre os percalços que impediram a conclusão da obra nos últimos anos:

-A gente gravou, demorou um tempo para o rapaz fazer a mixagem, depois outro tempão pra arte chegar. A gente mandou para a MCK ainda em 2018. No começo de 2019, a gravadora disse que o insumo que a gente precisa para produzir tá embarreirado com esse governo [federal] novo. Eu lembro de ter comentado isso com Daniela Galdino, falando: ‘Poxa, velho, cada etapa está sendo um rolê com essa questão do tempo’. E ela na resenha: ‘Bicha, você sabe o que é isso? Faltou sal grosso’.

Além de Brisa e Mither, Manzuá é formada por Laísa Eça (vocal), Marcelo Weber (baixo) e João Solari (guitarra). Ouça Camaleão Laico, uma das doze faixas do álbum.

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