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8 de maio de 2021 | 10:55 pm

LIVE SHOW MARCA DIA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL

LIVE SHOW MARCA DIA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL
Tempo de leitura: 2 minutos

Três shows musicais serão realizados em Buerarema e transmitidos com acesso gratuito, pelo Youtube da Casa de Cultura Jonas & Pilar, às 17 horas do próximo domingo (21), para marcar o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial.

Instituído em 1966 pela Organização das Nações Unidas, em memória ao “Massacre de Shaperville” (69 manifestantes negros foram mortos e centenas foram feridos, na África do Sul, quando uma lei obrigava negros e negras a andarem com identificações que limitavam seu trânsito na cidade de Joanesburgo), este foi o dia escolhido para a realização da Live Show Negritudes.

Além de lembrar o triste episódio, a Live Show “fortalece e amplia essa rede de resistência e de luta pelos direitos de homens e mulheres de ascendência africana, buscando também estimular o reconhecimento e sentimento de pertença da comunidade enquanto população negra”, diz a historiadora Rita Maria de Souza, consultora de assuntos étnico-raciais do projeto.

Todos os artistas têm forte ligação com a cidade e com a temática proposta. Nascidos ou vivendo há décadas na cidade, todos percebem que, apesar da veia artística expressiva e aparente aura de felicidade, Buerarema tem se tornado um ambiente bastante conservador e hostil ao diferente, às comunidades tradicionais e aos cultos religiosos de origem africana. Com expressivo número de habitantes negros, a comunidade não se reconhece como tal. A cultura da negação e do embranquecimento impera.

PABLO GUILHERME

Não-binário, de São José da Vitória, Pablo Guilherme é cantor e abiã da Casa de Logunedé em Buerarema. Revelação do projeto “Maio da Música” (2019), coprodução do Instituto Macuco Jequitibá e Coletivo Casa Flor, em “Samba de Moça”, traz em seu repertório canções dos gêneros Samba e Samba de Roda, com temática religiosa de matriz africana e afro-brasileira.

MOSES FERREIRA

Gênero fluído, nascido no Litoral Sul da Bahia, Moses Ferreira geralmente compõe utilizando o eu-lírico feminino. Apaixonado pela arte da música, da dança e da poesia, são essas as ferramentas que utiliza na luta por seus direitos, abordando temas como preconceito racial, machismo, intolerância e casos de amor. Intitulado IMPÉRIO, seu show traz um repertório que mescla músicas autorais e covers de grandes artistas da cena LGBTQI+, na atualidadetais como Liniker, Pablo Vittar, Gloria Groove, entre outros. Vale conferir.

SHOW INVERSÕES

Três cantoras de ascendência negra (com fenótipos bastante distintos), Ligia Callaz, Claudia Ferreira e Tainá Meoli fazem a releitura deste projeto que foi idealizado e realizado por elas em 2016, na Casa Flor.

Nele, apresentam canções populares mundialmente conhecidas em inglês/espanhol e suas versões para o português e vice-versa. Neste show, trarão um repertório essencialmente produzido por artistas afrodescendentes, como Bob Marley, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Rihanna, Carlinhos Brown, entre outros.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

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